<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-12415886</id><updated>2012-02-15T22:24:11.262-08:00</updated><title type='text'>*@* Filosofi@ em Direito *@*</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Lucília Lopes Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>20</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12415886.post-112525586508190838</id><published>2005-08-28T16:03:00.000-07:00</published><updated>2005-08-28T12:04:25.090-07:00</updated><title type='text'>Comentários sobre as duas notícias anteriormente publicadas</title><content type='html'>Fiz questão de apor estas duas notícias (logo abaixo) porque ambas envolveram sexo e provocaram a renúncia ou a demissão de pessoas que integravam o alto escalão das respectivas instituições a que serviam.&lt;br /&gt;Alguns na Argentina criticaram a “velocidade” da aceitação da renúncia do Bispo Juan Carlos Maccarone. Ocorre que não se tratava de uma acusação infundada pois há um vídeo para comprová-la - e o próprio Bispo admitiu a acusação.&lt;br /&gt;Nestas circunstâncias, o que mais o Papa poderia fazer? Esperar alguns séculos para comprovar se era verdade ou não? Milagres são difícieis de serem comprovados, mas pecados não - principalmente com provas e a admissão de culpa por parte do acusado. Assim sendo, não restou outra alternativa ao Pontífice, senão aceitar incontinenti o pedido de renúncia do Prelado.&lt;br /&gt;É claro que seus amigos tentam desqualificar as acusações: o jornal argentino “Clarín” a elas se refere como baseadas num vídeo que “supostamente” mostra uma relação íntima do bispo com um jovem de 23anos.&lt;br /&gt;Mas se as imagens fossem de alguma forma falsas, forjadas o hoje ex-bispo não teria apresentado imediatamente sua carta de renúncia assim que autoridades eclesiásticas mencionaram a existência da fita.&lt;br /&gt;O jornal “Clarín” também aventa a possibilidade de que a entrega do vídeo é uma espécie de "vingança política", e que ainda não há informações sobre quem teria entregue a fita.&lt;br /&gt;Amigos do bispo alegam que o rapaz foi pago para provocar uma “situação de intimidade” com o religioso.&lt;br /&gt;Mas será que seria possível mesmo enredar o Bispo, de 64 anos, numa insidiosa trama? Os membros da alta hierarquia da Igreja não costumam responder nem a cumprimentos, mensagens de boa sorte, sempre temerosos que seus remetentes sejam pessoas que estejam tentando desvirtuá-los, desencaminhá-los, construir uma falsa intimidade etc. Será que o Bispo Maccarone aceitaria tirar uma foto ao lado de um desconhecido? Menos: será que ele responderia laconicamente a um e-mail que lhe enviássemos desejando-lhe a proteção de Deus? Definitivamente - não! Se se resguardam da companhia da maioria das pessoas, se desconfiam das intenções daqueles que estão há centenas de milhares de quilômetros, pessoas que só por telepatia poderiam levá-los a sair de modo impróprio no filme (e na mídia), “entonces” como ele pode ser levado a essa “situação de intimidade” ao vivo e em cores?!&lt;br /&gt;E ainda de acordo com o jornal “Clarín”, a relação do Bispo com o jovem já teria dois anos.&lt;br /&gt;A verdade é que se ele não tivesse costume dessa prática teria sido muito difícil enredá-lo. Será que seria fácil conseguir filmá-lo cometendo um furto ou um roubo? Ou cometendo qualquer tipo de assassinato? Ou seqüestrando alguém?&lt;br /&gt;Errar é humano, sim, mas certos erros são indesculpáveis, imperdoáveis, em razão mesmo de toda a inconfidência, de todo o desrespeito à confiança na pessoa depositada.&lt;br /&gt;Os que seguiram a vida religiosa sempre afirmam que segue-se esse caminho em atendimento a um chamado divino. Infelizmente, a verdade é que este não é o caso da maioria. A grande maioria está ali porque de outra forma não teria emprego, moradia, comida, roupa lavada e passada, segurança e um respeitável status na vida social. O atual papa está ciente desse problema. Em discurso recente afirmou ele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nas últimas semanas, tive as Visitas "ad Limina" dos Bispos do Sri Lanka e da parte Sul da África. Ali as vocações aumentam, aliás, são tão numerosas que não podem construir Seminários suficientes para acolher estes jovens que desejam ser sacerdotes. Naturalmente também esta alegria traz consigo uma certa amargura porque uma parte vem na esperança de uma promoção social. Fazendo-se sacerdotes tornam-se quase chefes da tribo, naturalmente são privilegiados, têm outra forma de vida, etc. Por conseguinte, erva daninha e grão caminham juntos neste bonito crescimento das vocações e os Bispos devem estar muito atentos no discernimento e não sentir-se simplesmente contentes por ter muitos sacerdotes futuros, mas ver quais são realmente as verdadeiras vocações, discernir entre erva daninha e grão bom.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grave problema é que não se pode esperar que uma “erva daninha” que foi escolhida no passado venha a dar bons frutos e escolher hoje o “grão bom” . Inúmeras escolhas erradas já foram feitas no passado, de forma que a Igreja se transformou quase que numa grande estufa de joio. E o “joio” reconhece como bom o “joio” que lhe é semelhante. Na verdade repete-se a tática do cuco, que põe os seus ovos no ninho alheio para serem chocados. E ao nascerem todos os filhotes, os do cuco, sendo maiores, expulsam os outros de seu próprio ninho. Estes, empurrados, caem e encontram a morte ou em virtude da queda, ou em virtude da fome e do frio. Enquanto isso, os filhotes impostores são sustentados e protegidos pela mãe que não é sua.&lt;br /&gt;O erro do Bispo é indesculpável, imperdoável porquanto se é assim considerado quando o personagem é uma pessoa pobre, analfabeta, sem proteção, destituída de qualquer tipo de regalia e posição social, porque deveria ser visto com tolerância quando se trata de uma pessoa com preparo intelectual, que desfruta de muitos confortos e cuja posição social exige que todos o tratem não só com respeito - mas com reverência!&lt;br /&gt;É público e notório que freiras e padres assumem o compromisso do celibato e da castidade. Eles poderiam não tê-lo feito, como a maioria das pessoas na sociedade, mas o fazem de livre e espontânea vontade. Por conseguinte, eles ingressam na vida religiosa dando o seu assentimento informado, ou seja, eles foram informados sobre o que importava os votos de celibato e castidade - e concordaram com a idéia, aceitando, portanto, o desafio, ou o achando perfeitamente aceitável.&lt;br /&gt;Mas, depois de estar desfrutando do respeito da sociedade e de toda segurança que a Igreja lhes dá, padres e freiras começam a se abrasar, a se tornarem escravos de um desejo sexual incontrolável em suas celas nos mosteiros e conventos. De modo que olhando-se para as figuras da maioria esmagadora dos religiosos percebe-se claramente que mui distante estão da santidade - muito mais do que a maioria das pessoas comuns.&lt;br /&gt;Essa distância havida entre o que os religiosos se propuseram e o comportamento que efetivamente adotam é que causa o arrefecimento da fé e o afastamento dos fiéis. Porque um devasso pode-se encontrar em muitos lugares, nem é preciso procurar; mas nas Igrejas muitos esperavam encontrar pelo menos UM santo. Porque se o problema dos que estão sendo protegidos e sustentados pela Igreja é satisfazer seus desejos sexuais, todo o resto da sociedade convive com inúmeros outros problemas que só podem ser resolvidos por milagre. E como milagres são tradicionalmente realizados por santos é a estes que procuram quando recorrem à Igreja.&lt;br /&gt;Sinceramente, não creio que essa concupiscência exacerbada de padres e freiras se resolva com o fim do celibato. Pois, por exemplo, no caso do Bispo Maccarone, teria de ser admitida ou tolerada a sodomia - que é proibida na Bíblia. E se a Igreja contraria o Livro Sagrado ela decreta a sua própria extinção.&lt;br /&gt;Uma vez que a devassidão é encontrada em tantos outros lugares, por que os que dela necessitam tão avidamente não vão ao seu encontro nesses tantos outros lugares e se afastam - obsequiosamente - da Igreja?&lt;br /&gt;O grave problema dos religiosos que não se mantêm castos é que não capazes de respeitar um compromisso assumido. Assim como violam os votos de celibato e castidade, também violariam os votos de fidelidade se lhes fosse permitido casar: o caso de Klaus Volkert (o representante dos trabalhadores no Conselho Executivo da Volkswagen), que, como tantas outras pessoas, não se sentiu impedido de ter um relacionamento extra-conjugal, ilustra bem isso. O seu caso torna-se mais dramático e ganha as manchetes porque além de não ser fiel à mulher, ele também não foi fiel à empresa, e tratou com total desapreço a confiança que seus colegas nele depositavam.&lt;br /&gt;O remédio para os escravos do sexo não será o fim do celibato obrigatório clerical. O que ajudaria bastante é que fosse ensinado a todos, indistintamente, o respeito aos compromissos assumidos, e só assumir o que efetivamente possa cumprir. E que, no caso da Igreja, a seleção dos candidatos a padres e freiras não ficasse a cargo do “joio” - mas sim do “trigo”. Porque se o número de santos já é reduzidíssimo - acabamos por encontrá-los muito mais fora da Igreja do que dentro dela. E se a Igreja é mesmo de Cristo não pode sustentar e proteger a hipocrisia - que foi tão fortemente combatida por Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * * * * * * *&lt;br /&gt;Nos dias atuais vemos situações, no mínimo, estranhas... Quem faria uma doação a qualquer um de nós de R$ 200.000,00? Nem de R$ 0,02, não é mesmo? Mas ficamos sabendo durante certas inquirições nas CPMIs que a filha de um ex-político conseguiu encontrar uma pessoa “generosa” que assim lhe beneficiou, para que ela pudesse construir sua vida depois de seu malogrado caso com o marido de outrem... E aqui vemos como algumas pessoas tem de ser salvas, e com urgência, de situações que afetam a uma esmagadora maioria! Há ainda quem consiga empréstimos de dezenas de milhões de reais sem necessitar apresentar qualquer garantia de que poderá pagá-los! E eu aqui duvidando que pudesse haver tanta bondade no mundo!... Poderíamos dizer: a sorte aquinhoa a quem lhe apraz! Mas sabemos que não é bem assim. Ou melhor: não é nada assim. Essa “sorte” tem muita história e “estórias” que lhe deram origem, nada tem de verdadeira generosidade.&lt;br /&gt;Também no caso da Volkswagen, vejam como o dinheiro aparece e se multiplica para subsidiar certas situações e determinadas pessoas!&lt;br /&gt;Errar é humano, argumentarão muitos. Sim, claro que é - mas acertar também é humano. Creio que os empresários deviam dar muito mais atenção aos seus empregos, às suas empresas, pois eles só conquistam as suas amantes porque são funcionários dessas empresas. Ao levar as suas empresas à falência eles estão matando a suas “galinhas dos ovos de ouro”. Sem empresa, na pobreza quem se sentirá “irresistivelmente atraído(a), perdidamente apaixonado(a)” por eles? A falta de dinheiro costuma sempre arrefecer essas “paixões” que pareciam tão “avassaladoras”.&lt;br /&gt;E enquanto alguns têm tanta disponibilidade para subsidiar a concupiscência, a luxúria, a incompetência, a tola vaidade de umas poucas pessoas, a miséria se alastra em progressão geométrica, atingindo bilhões de pessoas em todo mundo. Quantas pessoas honestas chegam a morrer na mais profunda miséria porque ninguém lhe estende a mão e todos lhe voltam as costas? O honesto é, assim, punido por sua honestidade: insiste em ser honesto? Então que morra com sua virtude!&lt;br /&gt;É bem verdade que muitos - muitos - escolhem o caminho da devassidão, da intemperança, da indignidade pensando que assim assegurarão para si todos os prazeres e bens da vida, mas terminam igualmente esquecidos e na total miséria. Portanto, optar pelo caminho do mal também não é certeza de segurança e abundância de bens e favores, pois aqui a porta do sucesso é igualmente estreita e não encontrada pela quase totalidade dos que a buscam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * * * * * * *&lt;br /&gt;Voltando às denúncias - e às renúncias; aos escândalos e à demissões forçadas; aos atos perdulários e aos vultosos prejuízos - qual a origem de todo esse verdadeiro oceano de lama?&lt;br /&gt;Primeiramente, cumpre observar como as instituições têm escolhido “bem” os seus quadros! Será que essas pessoas de um momento para o outro se transformaram? Será que em questão de minutos - talvez segundos - houve uma transmutação do vinho (ou do champagne, como queiram) em água, uma transubstancialização do trigo em joio?&lt;br /&gt;É claro que não: essas pessoas sempre foram o que agora todos sabem que elas são. Mas porque os “experts” em psicologia, em psicotécnica não identificaram esses desvios de conduta incompatíveis com a função para a qual cada um foi designado?&lt;br /&gt;O problema é que hodiernamente até os que não professam nenhuma religião, nela encontram subsídios para fundamentar seus erros. Por exemplo, hoje há uma proposital distorção do ensinamento de Jesus, quando afirmou: “eu não vim chamar justos, mas pecadores” .&lt;br /&gt;Mais uma vez seria de bom alvitre ler TODA a passagem bíblica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Deu-lhe então Levi um lauto banquete em sua casa; havia ali grande número de publicanos e outros que estavam com eles à mesa.&lt;br /&gt;Murmuravam, pois, os fariseus e seus escribas contra os discípulos, perguntando: Por que comeis e bebeis com publicanos e pecadores?&lt;br /&gt;Respondeu-lhes Jesus: Não necessitam de médico os sãos, mas sim os enfermos;&lt;br /&gt;eu não vim chamar justos, mas pecadores, ao arrependimento.” (Lucas, 5,29-32)&lt;br /&gt;“... eu não vim chamar justos, mas pecadores, ao arrependimento”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, Jesus era o médico que vinha para curar os doentes - porquanto se estivesse ali para curar os “sãos” seria tão-somente mais um charlatão dentre milhares de outros. Jesus veio chamar os pecadores “ao arrependimento”, pois se quisesse que os justos se arrependessem seria mais um entre os milhares de videntes que não vêem senão impurezas nos verdadeiramente santos, determinando-lhes infindáveis penitências e mortificações, enquanto os despudorados são indicados e nomeados para ocuparem os altares. E enquanto não vêem senão fraude, falsidade, dissimulação nos honestos, acabam por nomear ladrões para cuidar das tesourarias das organizações; incompetentes, desqualificados para ocupar cargos de chefia etc.&lt;br /&gt;Destarte, ao distorcer aquele ensinamento de Jesus, tem-se se escolhido a dedo, isto é, com cuidado, calculadamente todos os que vão causar a destruição das empresas e das instituições. Sim, ninguém está ali para chamar os justos, mas sim os pecadores. E vamos recolhê-los onde? Dentre os dependentes irreversíveis de drogas e sexo ; dentre traficantes e “empresários de prostíbulos”; dentre ladrões e assassinos etc. - todas pessoas que já demonstraram saber “trabalhar em grupo”. E assim não se compõe um grupo de trabalho, mas um grupo mafioso! E, depois, quando explodem os escândalos, quando descobertas são as malversações e até assasssinatos todos ficam supresos e sem saber - como, onde, quando tudo começou?!!!&lt;br /&gt;O que acontece é que, ao contrário do ensinamento de Jesus, os “pecadores” aqui não são chamados ao arrependimento: os pecadores são chamados precisamente porque são pecadores, transgressores das leis (“Todo aquele que pratica o pecado, também transgride a lei; porque o pecado é a transgressão da lei.” 1 João. 3-4) - e ninguém tem qualquer interesse em que eles se regenerem; ninguém quer que se tornem íntegros, mas que se entreguem cada vez mais à toda sorte de desregramentos, porque é desses desregramentos que a sociedade globalizada pretende de modo contínuo sobreviver. Pois o que se quer, precípuamente, é perpetuar o mal, construir uma sociedade vitoriosa com fundamentos no Mal, onde o Bem - a virtude, a probidade, a honra - estejam banidos em definitivo.&lt;br /&gt;Isso ciclicamente tem sido tentado. No século passado, os homens inferiores começaram a sua mais recente tentativa para implantar o Mal, desta vez de forma globalizada. No início, trabalharam de modo sorrateiro, e foram se infiltrando em todas as organizações. Depois, através de intrigas e calúnias, dedicaram-se a destruir e impedir que o Bem chegasse à liderança.&lt;br /&gt;Todo líder que estivesse verdadeiramente voltado para o Bem foi sendo identificado e de uma forma ou de outra neutralizado ou eliminado. Se já tivesse seguidores, a estes o mesmo destino seria reservado. O Bem fica, assim, anulado. Agiganta-se o poder dos homens inferiores. E é precisamente aí que sempre o Mal conhece a sua derrota. Porque quando todo o poder fica concentrado nas mãos dos maus, estes não podem mais culpar os bons por todo o erro que haja na sociedade - pois nada mais está sob o controle dos virtuosos. Conseqüentemente, se todo poder está nas mãos dos maus e nada funciona, se por toda parte só se vê injustiça, aflição, desventura, dor, sofrimento, tortura, deslealdade, falsidade, injustiça, infelicidade - e o que todo homem quer, ao final, é ser feliz - o Mal é, enfim, desmascarado - por suas próprias obras. A maldade dos homens inferiores volta-se, então, contra eles mesmos. O Mal mostra-se nefasto não apenas para o Bem, mas termina por causar a destruição de si mesmo. (Pode para muitos não parecer, mas essa destruição já está em andamento.)&lt;br /&gt;Pois se o mal vive somente da negação, como pode subsistir em si mesmo? Vejam que há uma enorme contradição em, perseguindo o mal, querer ser bem-sucedido, através do mal querer atingir o bem-estar.&lt;br /&gt;O Bem só se conquista através do Bem, assim como só o Mal nos advirá se optamos pelo Mal.&lt;br /&gt;Parece óbvio, não é mesmo? Porém, há milênios o homem vem tentando de diversas formas conquistar todas as conseqüências do Bem através do Mal. Mas se o mal é a negação do bem como queremos conquistar as conseqüências deste através daquele? Na atual tentativa, o homem já gastou trilhões (vamos atualizar) de euros; e até agora quais foram os resultados? O mundo está mais seguro? A humanidade está mais feliz? Pelo menos os privilegiados estão mais seguros e mais felizes? Mesmo sendo obrigados a viver atrás das grades dos condomínios se sentem livres? Se estão mais felizes, por que o consumo de drogas é crescente?&lt;br /&gt;Mas todos que apostaram no Mal esperam que tudo venha a acabar bem. O será que esperam que acabe mal? Não, não, esperam que acabe ...&lt;br /&gt;Pelo menos os que apostam no Bem são bem mais coerentes!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12415886-112525586508190838?l=filosofiaemdireito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/feeds/112525586508190838/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12415886&amp;postID=112525586508190838' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default/112525586508190838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default/112525586508190838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/2005/08/comentrios-sobre-as-duas-notcias_28.html' title='Comentários sobre as duas notícias anteriormente publicadas'/><author><name>Lucília Lopes Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12415886.post-112525529882377043</id><published>2005-08-28T15:54:00.000-07:00</published><updated>2005-08-28T11:54:58.830-07:00</updated><title type='text'>Alguns outros escândalos do momento...</title><content type='html'>Renúncia de bispo argentino é aceita após divulgação de vídeo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roma, 22 ago (EFE).- O papa Bento XVI aceitou a renúncia do bispo argentino Juan Carlos Maccarone depois que o Vaticano soube da existência de um vídeo que mostra a relação íntima do religioso com um jovem, em um caso que gerou polêmica na Argentina.&lt;br /&gt;A Santa Sé informou na sexta-feira que aceitava a renúncia de Maccarone, conforme o artigo 401/2 do Código de Direito Canônico, pelo qual "se roga encarecidamente ao Bispo diocesano que apresente a renúncia de seu ofício se por doença ou outra causa grave ficar reduzida sua capacidade para desempenhar seu cargo".&lt;br /&gt;Segundo a edição desta segunda-feira do jornal Corriere della Sera, o papa foi informado sobre o caso durante sua viagem à Alemanha por ocasião da Jornada Mundial da Juventude "e imediatamente aceitou a renúncia" do bispo, responsável pela diocese de Santiago del Estero.&lt;br /&gt;A imprensa argentina repercutiu o escândalo ontem, domingo, ao revelar que a renúncia de Maccarone, de 64 anos, foi apresentada devido à divulgação de uma gravação em que o prelado aparece numa relação íntima com um jovem de 23 anos.&lt;br /&gt;O jornal Página/12 afirmou que o bispo admitiu o fato antes de apresentar sua renúncia, e que várias cópias do vídeo foram distribuídas em meios de comunicação de Santiago del Estero, âmbitos políticos e judiciais da província e autoridades da Igreja argentina.&lt;br /&gt;O Corriere della Sera destaca nesta segunda-feira que Maccarone era "muito respeitado e estimado na Argentina", mas afirma que durante seus anos de episcopado "colecionou poucos, mas potentes inimigos no mundo político e econômico de sua cidade".&lt;br /&gt;Conhecido por suas denúncias contra a corrupção, "não era nenhum segredo que pertencia à ala progressista da Igreja argentina, a mais atenta às causas dos pobres e às injustiças sociais", acrescenta o jornal. EFE jac dgr/ta&lt;br /&gt;http://br.news.yahoo.com/050822/40/w sih.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * * * * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ABKnet News - 28/07/2005 - Exclusivo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segredo de Adryanna Barros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maior escândalo empresarial na Alemanha tem uma brasileira como um dos personagens principais.&lt;br /&gt;A paixão de um executivo da Volkswagen financiou ilegalmente durante pelo menos oito anos a carreira de uma apresentadora da Rede TV!.&lt;br /&gt;Viagens com vôos na primeira classe, hotéis cinco estrelas, contratos fantasmas, apartamento de luxo, fazenda e ONG duvidosa, presentes de amor, contribuiram para a queda de Klaus Volkert, um torneiro-mecânico que chegou ao ápice da empresa.&lt;br /&gt;O caso foi desvendado por um auditoria interna da companhia, ocupa as manchetes dos diários do país e agora está ocupando a polícia e a promotoria pública. A Volkswagen, sangrada em milhões de Euros por quem deveria dirigi-la com lucros, além de caso de policia, é também agora mais uma empresa a ser saneada e com futuro incerto.&lt;br /&gt;Um dos nomes mais citados pela imprensa alemã, Adriana B., que já enriquece o acervo de lorotas e piadas no país, é desvendado pelo ABKnet como sendo Adryanna Barros, de Garça, interior paulista, com queda para homens mais velhos e endinheirados.&lt;br /&gt;Nem somente o samba nasceu lá na Bahia. Nas noites quentes da ilha de Itaparica iniciou-se em meados dos anos 90 um romance que hoje ocupa a indignação de milhares de funcionários de um dos maiores fabricantes de automóveis do mundo, as páginas de jornais, uma auditoria interna, policia e promotoria pública da Alemanha.&lt;br /&gt;Um dos nomes mais insistentemente citados pela imprensa teutônica no caso, Adriana B., logo entrou para o rol de piadas comuns a casos escabrosos como o escândalo que a Volkswagen vem enfrentando há semanas e praticamente arruinou imagem e finanças do maior fabricante de automóveis da Europa: Executivos da companhia armaram em dez anos, a partir de 1996, segundo a auditoria interna, um esquema de financiamento de orgias internacionais em beneficio próprio, que ultrapassou os limites da imaginação mesmo de peritos familiarizados com essa espécie de crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O destino de Adriana e o torneiro-mecânico&lt;br /&gt;O que ninguém sabe, e desvendamos agora, é que a tal brasileira Adriana B. é a apresentadora Adryanna Barros, que na Rede TV! possui programa dominical homônimo voltado ao turismo.&lt;br /&gt;Exigente passageira de vôos de primeira classe e provavelmente possuidora de poderes indecifráveis, ela encantou Klaus Volkert, hoje com 62 anos, casado e pai de uma filha, um torneiro-mecânico que através do sindicato dos metalúrgicos local chegou ao conselho de funcionários da Volkswagen alemã e ocupou, até há pouco, uma cadeira no conselho executivo da empresa, onde representava os seus colegas no modelo de decisões patrão-empregado tão elogiado da Alemanha. Seu engajamento chegou a lhe render um título de doutor Honoris Causa de uma faculdade da cidade de Braunschweig. A ascensão do sindicalista tem um fim doloroso e ainda sem defecho.&lt;br /&gt;Klaus Volkert adiantou-se às consequências, renunciou ao cargo duas semanas atrás e enfrenta agora a empresa e a justiça pela nababesca vida dos últimos dez anos, onde pulverizou centenas de milhares de euros alheios em vez de defender os interesses de quem representava. Tudo isso por causa da Adriana B., aliás, Adryanna Barros.&lt;br /&gt;A história de Adryanna não é diferente, a princípio, de muitas outras pelo mundo. Mas nos detalhes com certeza é única.&lt;br /&gt;Adriana Maravalhas Barros, natural de Garça, interior paulista, primogênita de uma familia de cinco filhos, sofreu um duro golpe quando, no início dos anos 90, os negócios com café de seu pai deram para trás. A falência e perda de todos os bens causaram a prematura morte do genitor. Adriana, mimada garota, que ia a escola em carro com motorista, começou aos pouco mais de trinta anos de idade, hoje tem 44, a conhecer a vida pelo lado mais duro.&lt;br /&gt;Ela já havia tentado a sorte como modelo na adolescência, sem sucesso. Formou-se em Educação Física pela Universidade de Marilia e, ainda gozando do fôlego financeiro do pai, abriu uma academia de ginástica em Garça, Oficina do Corpo, igualmente sem os esperados resultados. Vendo que fitness e aeróbica não eram seu futuro, ela resolveu investir estudando Jornalismo, também na Universidade de Marilia.&lt;br /&gt;A morte inesperada do pai fez da filha mais velha a responsável pela familia. Os credores cuidaram de levar os bens restantes e Adriana foi morar de aluguel em um pequeno apartamento com mãe, irmãos e irmãs.&lt;br /&gt;Teve uma rápida passagem por uma tevê local de Marilia, pertencente a um primo, onde apresentava um tipo de colunismo social televisivo caipira. Ela deixou de ser garota mas queria continuar sendo mimada. Foi demitida.&lt;br /&gt;As circunstâncias da vida a fizeram procurar um emprego sério. Adriana candidatou-se à uma vaga de animadora no Club Med de Itaparica, na Bahia. Conseguiu a vaga. Sua sorte começaria então a mudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Classe operária vai ao paraíso&lt;br /&gt;A convivência com gente de todas as partes do mundo começou a exercer fascinação em Adriana. Os hóspedes masculinos mais velhos e bem de vida eram para ela ainda mais fascinantes. Diz-se que sua queda por senhores endinheirados também a fez ter um romance com o locutor esportivo Galvão Bueno. Mas o pão-durismo global parece ser diferente do da Volkswagen alemã.&lt;br /&gt;Os executivos da empresa germânica também têm suas fascinações e foi nas areias brancas de Itaparica que Klaus Volkert descobriu o que é que a baiana tem. Mesmo sendo a baiana uma paulista. Qual gringo já nota a diferença?&lt;br /&gt;As dificuldades financeiras persistiam, aluguéis em S. Paulo atrasados, a familia com dificuldades. O romance, contudo, evoluiu. Adriana, que já não precisava mais do trabalho no hotel, voltou para S. Paulo e Volkert, após alguns telefonemas da amante, injetou os primeiros 150 mil de dólares, por transferência bancária, para que ela comprasse uma bela chácara, a Itaroca, em Garça e resolvesse com isso de uma vez o problema de teto da prole.&lt;br /&gt;A partir de então ninguém mais segurou a dupla de apaixonados. Adriana, deslumbrada com as primeiras, logo frequentes viagens, e incentivada por Volkert, resolveu embarcar definitivamente no jornalismo. Procurou o SBT Centro-Oeste Paulista de Jaú para contratar espaço para um programa próprio e a produtora de vídeo Ideon Video, de Baurú, para realizar a produção. Tema da transmissão: Turismo, viagens longínquas, paisagens deslumbrantes, eventos de gala, barcos e assuntos os mais diversos, relacionados a luxo e luxúria. Uma espécie de Daslu eletrônica.&lt;br /&gt;O custo do programa de 30 minutos foi garantido por um contrato, feito por pressão superior, diga-se Volkert, com a agência de publicidade ALMAP BBDO que possui a conta da Volks no Brasil e pertence à empresa. Estes fatos, e mais alguns, ainda não chegaram à auditoria interna que corre na Alemanha. Adriana já passava mais da metade do ano fora do Brasil. Com a injeção monetária da Volks, as viagens e hotéis para ela e acompanhantes, motoristas exclusivos à disposição onde fosse, barateavam suficientemente os custos de produção do programa. O projeto foi artificialmente viabilizado. Adriana também passou a fazer parte do time editorial da revista Elite Magazine, da qual já foi até capa. O periódico bimensal é especializado também em luxo e personalidades. Uma Daslu impressa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mensalão da multinacional&lt;br /&gt;O mensalão de Adriana era uma dor de cabeça para a agência publicitária brasileira, que se via obrigada a "lavar" uma quantia mensal, às custas do orçamento da Volks, assumindo com isso sérios riscos de enfrentar problemas posteriores, que ainda estarão por vir (de acordo com o trabalho da auditoria) patrocinando um programa, o Programa Adriana Barros, sem audiência, resultados ou expressão no público.&lt;br /&gt;A rescisão contratual foi tentada algumas vezes pela agência. Adriana apelava ao amado e logo chegava a ela um fax da agência pedindo desculpas e cancelando a rescisão. Paixão opera milagres. Melhor ainda à custa dos outros.&lt;br /&gt;Além disso, ou paralelamente, multiplicavam-se as viagens de Adriana ao encontro de Klaus. Adriana se sentia agora a autêntica estrela televisiva. A auditoria interna constatou que ela só viajava em vôos de primeira classe e os hotéis eram os mais requintados.&lt;br /&gt;Nas vindas do executivo o casal hospedava-se em S. Paulo, no hotel Hilton. Cinco estrelas, claro. Isso até os dois decidirem procurar ambiente mais íntimo. A saída foi um apartamento de luxo na capital paulista, no Itaim. Diga-se de passagem, aos menos atenciosos, tudo isso até agora sempre na conta da Volkswagen. Por falar em conta, a de número 196507123 no Banco Sparkasse, agência de Gifhorn em Wolfsburg, Alemanha, era também engordada de três em três meses com exatos 20.008,00 euros. O dono da Conta? - Adriana Barros.&lt;br /&gt;Em 2002, as coisas iam de vento e popa. Adriana consultou um numerólogo e adotou o nome de Adryanna Barros. Gente fina é outra coisa. As viagens cada vez mais intensificavam-se. A moça caipira realizava o sonho de conhecer o mundo e divertir-se, ganhando para tudo isso um bom dinheiro. Coisa das mil e uma noites.&lt;br /&gt;Nem sempre Adryanna demonstrou perseverança. Um curso de inglês, com estadia paga na Inglaterra, foi abandonado por ela sem conclui-lo. Para mostrar serviço à agência publicitária, Adryanna chegou a gravar três videos semi-profissionais, sem nenhum valor promocional. Um deles, completamente amador, teve como tema a ida à Alemanha, para apresentações, de garotos carentes que estudavam percussão, pertencentes a um programa filantrópico da Volkswagen. Na bagagem humana um irmão de Adryanna e um câmera. Nas horas vagas de Adryanna, ou seja, de trabalho para Volkert, o câmera tomava conta do pedaço, segundo quem estava por perto na ocasião. Já que a Volks paga a conta...&lt;br /&gt;Sobre o programa filantrópico da empresa paira uma séria dúvida que logo deverá ser esclarecida: O financiamento da filantropia é feito através da doação de uma hora de trabalho de todos os empregados da Volkswagen alemã. Muito dinheiro portanto.&lt;br /&gt;A empresa suspeita que o dinhero na verdade é também destinado na maior parte para a "tropa" de Adryanna, que cresceu com os tempos e, com a criação de uma produtora própria, a Condessa Produções, passou a contar com a colaboração empregatícia de, entre parentes e amigos, oito a dez pessoas. Uma comissão da empresa deve investigar o assunto.&lt;br /&gt;Automóveis Polo, motoristas de Smoking e atriz pornô checa&lt;br /&gt;Em 2003 o programa completou finalmente 150 exibições pela SBT regional. Razão para comemorar com uma festa gigantesca na chácara. Mais uma vez a Volkswagen mostrou-se generosa. Para os convidados distantes a empresa cedeu uma frota de carros modelo Polo, com motoristas trajando Smoking. Um sucesso. Gente fina é outra coisa, mas às vezes tem uma inclinação para o brega.&lt;br /&gt;Os anos fazem-se sentir. Adryanna já submeteu-se a várias cirurgias plásticas, implantações de silicone incluídas, e fontes próximas a ela afirmam que até isso foi a Volks que pagou. O rejuvenescimento acompanha a ascensão da apresentadora. Em 2004 o programa passa a ser transmitido em todo o estado de São Paulo pela SBT, sendo a transmissão para a grande São Paulo feita pela TVA.&lt;br /&gt;Egito, Emirados Árabes, EUA, Itália, País Checo, Croácia e mais de quarenta outros países fazem a rota do par apaixonado. Nem sempre apenas Volkert, Adryanna e agregados viajavam. Helmuth Schuster, um até pouco celebrado executivo da empresa, com sua paixão, a atriz pornô checa Katerina Brozova, eram acompanhantes não raros. Katerina e Adryanna ficaram amigas. Juntas iam às compras também. Em Praga, por exemplo.&lt;br /&gt;A auditoria na Volks descobriu que foram feitas despesas até mesmo com jóias. O prejuízo para a Volks chamou a atenção também do Ministério das Finanças alemão, que agora interessou-se pelas compras dos executivos, que de forma alguma poderiam ser abatidas do imposto de renda da empresa. Jóias e similares não fazem parte dos itens de despesas de companhias a serem abatidos das contas com o tesouro. Mais um problema para a Volks.&lt;br /&gt;Demissões e uma empresa a ser saneada&lt;br /&gt;A apuração do escândalo na Volkswagen está longe de ser concluída. A auditoria interna acaba de vasculhar os quatro últimos anos das contas da empresa. O objetivo é analisar tudo que aconteceu nos últimos dez anos. Foi a partir daí que os protagonistas iniciaram a perfomance que deixa a empresa hoje com a reputação no chão e as finanças no buraco. O mais proeminente dos executivos envolvidos, Peter Hartz, foi o último que caiu. Uma semana atrás renunciou ao cargo. Um dia antes de jornais publicarem suas aventuras com uma prostituta brasileira que vive em Lisboa, entre outros deslevos do executivo. Nada comparado aos quase dez anos de luxúria patrocinados por Klaus Volkert.&lt;br /&gt;Ontem os jornais locais trouxeram manchetes denunciando que também políticos alemães estão envolvidos no escândalo. Deputados estaduais da Baixa-Saxônia participaram de bacanais com prostitutas no País Checo e na Espanha, sob o patrocínio também da companhia.&lt;br /&gt;Até agora, além de Volkert, Schuster e Hartz, mais três executivos do primeiro escalão foram demitidos ou adiantaram-se à demissão. Outras demissões são esperadas. Perdidos de amores desleixaram o comando da empresa. Wolfgang Bernhard, convocado para comandar o processo de saneamento da empresa, afirmou em entrevista que a situação poderá custar a demissão de trinta mil pessoas e o possivel fechamento de filiais. Um sistema de empresas fantasmas pertencentes aos próprios executivos envolvidos, entre eles Schuster e Volkert, e com o objetivo de, através de contratos com a empresa, sugar polpudas somas, foi descoberto.&lt;br /&gt;Wolfgang Meinig, chefe do Centro de Pesquisa da Economia Automobilística de Bamberg declarou que a solução para a Volkswagen será a venda da empresa para outro grupo. Para ele os prejuízos financeiros e de imagem da empresa são dificeis de serem superados. O valor de bolsa da VW não passa de 15 bilhões de euros. Uma pechincha.&lt;br /&gt;O lado brasileiro do escândalo, a apresentadora Adryanna Barros, não tem comentado o assunto abertamente e não respondeu à tentativa da ABKnet de saber sua versão da história. Seu programa vai ao ar, em cadeia nacional, todos os domingos às 10h30 , agora pela Rede TV!. A auditoria ainda não pode confirmar se Adriana também será processada. Provavelmente não, afinal de contas ela não era funcionária da VW. Ela sequer dirige carros Volkswagen. Uma ingrata, essa Adriana B., aliás, Adryanna Barros. Gente fina é mesmo outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.abknet.de/adriana.htm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12415886-112525529882377043?l=filosofiaemdireito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/feeds/112525529882377043/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12415886&amp;postID=112525529882377043' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default/112525529882377043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default/112525529882377043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/2005/08/alguns-outros-escndalos-do-momento.html' title='Alguns outros escândalos do momento...'/><author><name>Lucília Lopes Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12415886.post-112525550261609556</id><published>2005-08-28T03:57:00.000-07:00</published><updated>2005-08-28T11:58:22.626-07:00</updated><title type='text'>Comentários sobre as duas notícias anteriormente publicadas</title><content type='html'>Fiz questão de apor estas duas notícias (logo abaixo) porque ambas envolveram sexo e provocaram a renúncia ou a demissão de pessoas que integravam o alto escalão das respectivas instituições a que serviam.&lt;br /&gt;Alguns na Argentina criticaram a “velocidade” da aceitação da renúncia do Bispo Juan Carlos Maccarone. Ocorre que não se tratava de uma acusação infundada pois há um vídeo para comprová-la - e o próprio Bispo admitiu a acusação.&lt;br /&gt;Nestas circunstâncias, o que mais o Papa poderia fazer? Esperar alguns séculos para comprovar se era verdade ou não? Milagres são difícieis de serem comprovados, mas pecados não - principalmente com provas e a admissão de culpa por parte do acusado. Assim sendo, não restou outra alternativa ao Pontífice, senão aceitar incontinenti o pedido de renúncia do Prelado.&lt;br /&gt;É claro que seus amigos tentam desqualificar as acusações: o jornal argentino “Clarín” a elas se refere como baseadas num vídeo que “supostamente” mostra uma relação íntima do bispo com um jovem de 23anos.&lt;br /&gt;Mas se as imagens fossem de alguma forma falsas, forjadas o hoje ex-bispo não teria apresentado imediatamente sua carta de renúncia assim que autoridades eclesiásticas mencionaram a existência da fita.&lt;br /&gt;O jornal “Clarín” também aventa a possibilidade de que a entrega do vídeo é uma espécie de "vingança política", e que ainda não há informações sobre quem teria entregue a fita.&lt;br /&gt;Amigos do bispo alegam que o rapaz foi pago para provocar uma “situação de intimidade” com o religioso.&lt;br /&gt;Mas será que seria possível mesmo enredar o Bispo, de 64 anos, numa insidiosa trama? Os membros da alta hierarquia da Igreja não costumam responder nem a cumprimentos, mensagens de boa sorte, sempre temerosos que seus remetentes sejam pessoas que estejam tentando desvirtuá-los, desencaminhá-los, construir uma falsa intimidade etc. Será que o Bispo Maccarone aceitaria tirar uma foto ao lado de um desconhecido? Menos: será que ele responderia laconicamente a um e-mail que lhe enviássemos desejando-lhe a proteção de Deus? Definitivamente - não! Se se resguardam da companhia da maioria das pessoas, se desconfiam das intenções daqueles que estão há centenas de milhares de quilômetros, pessoas que só por telepatia poderiam levá-los a sair de modo impróprio no filme (e na mídia), “entonces” como ele pode ser levado a essa “situação de intimidade” ao vivo e em cores?!&lt;br /&gt;E ainda de acordo com o jornal “Clarín”, a relação do Bispo com o jovem já teria dois anos.&lt;br /&gt;A verdade é que se ele não tivesse costume dessa prática teria sido muito difícil enredá-lo. Será que seria fácil conseguir filmá-lo cometendo um furto ou um roubo? Ou cometendo qualquer tipo de assassinato? Ou seqüestrando alguém?&lt;br /&gt;Errar é humano, sim, mas certos erros são indesculpáveis, imperdoáveis, em razão mesmo de toda a inconfidência, de todo o desrespeito à confiança na pessoa depositada.&lt;br /&gt;Os que seguiram a vida religiosa sempre afirmam que segue-se esse caminho em atendimento a um chamado divino. Infelizmente, a verdade é que este não é o caso da maioria. A grande maioria está ali porque de outra forma não teria emprego, moradia, comida, roupa lavada e passada, segurança e um respeitável status na vida social. O atual papa está ciente desse problema. Em discurso recente afirmou ele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nas últimas semanas, tive as Visitas "ad Limina" dos Bispos do Sri Lanka e da parte Sul da África. Ali as vocações aumentam, aliás, são tão numerosas que não podem construir Seminários suficientes para acolher estes jovens que desejam ser sacerdotes. Naturalmente também esta alegria traz consigo uma certa amargura porque uma parte vem na esperança de uma promoção social. Fazendo-se sacerdotes tornam-se quase chefes da tribo, naturalmente são privilegiados, têm outra forma de vida, etc. Por conseguinte, erva daninha e grão caminham juntos neste bonito crescimento das vocações e os Bispos devem estar muito atentos no discernimento e não sentir-se simplesmente contentes por ter muitos sacerdotes futuros, mas ver quais são realmente as verdadeiras vocações, discernir entre erva daninha e grão bom.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grave problema é que não se pode esperar que uma “erva daninha” que foi escolhida no passado venha a dar bons frutos e escolher hoje o “grão bom” . Inúmeras escolhas erradas já foram feitas no passado, de forma que a Igreja se transformou quase que numa grande estufa de joio. E o “joio” reconhece como bom o “joio” que lhe é semelhante. Na verdade repete-se a tática do cuco, que põe os seus ovos no ninho alheio para serem chocados. E ao nascerem todos os filhotes, os do cuco, sendo maiores, expulsam os outros de seu próprio ninho. Estes, empurrados, caem e encontram a morte ou em virtude da queda, ou em virtude da fome e do frio. Enquanto isso, os filhotes impostores são sustentados e protegidos pela mãe que não é sua.&lt;br /&gt;O erro do Bispo é indesculpável, imperdoável porquanto se é assim considerado quando o personagem é uma pessoa pobre, analfabeta, sem proteção, destituída de qualquer tipo de regalia e posição social, porque deveria ser visto com tolerância quando se trata de uma pessoa com preparo intelectual, que desfruta de muitos confortos e cuja posição social exige que todos o tratem não só com respeito - mas com reverência!&lt;br /&gt;É público e notório que freiras e padres assumem o compromisso do celibato e da castidade. Eles poderiam não tê-lo feito, como a maioria das pessoas na sociedade, mas o fazem de livre e espontânea vontade. Por conseguinte, eles ingressam na vida religiosa dando o seu assentimento informado, ou seja, eles foram informados sobre o que importava os votos de celibato e castidade - e concordaram com a idéia, aceitando, portanto, o desafio, ou o achando perfeitamente aceitável.&lt;br /&gt;Mas, depois de estar desfrutando do respeito da sociedade e de toda segurança que a Igreja lhes dá, padres e freiras começam a se abrasar, a se tornarem escravos de um desejo sexual incontrolável em suas celas nos mosteiros e conventos. De modo que olhando-se para as figuras da maioria esmagadora dos religiosos percebe-se claramente que mui distante estão da santidade - muito mais do que a maioria das pessoas comuns.&lt;br /&gt;Essa distância havida entre o que os religiosos se propuseram e o comportamento que efetivamente adotam é que causa o arrefecimento da fé e o afastamento dos fiéis. Porque um devasso pode-se encontrar em muitos lugares, nem é preciso procurar; mas nas Igrejas muitos esperavam encontrar pelo menos UM santo. Porque se o problema dos que estão sendo protegidos e sustentados pela Igreja é satisfazer seus desejos sexuais, todo o resto da sociedade convive com inúmeros outros problemas que só podem ser resolvidos por milagre. E como milagres são tradicionalmente realizados por santos é a estes que procuram quando recorrem à Igreja.&lt;br /&gt;Sinceramente, não creio que essa concupiscência exacerbada de padres e freiras se resolva com o fim do celibato. Pois, por exemplo, no caso do Bispo Maccarone, teria de ser admitida ou tolerada a sodomia - que é proibida na Bíblia. E se a Igreja contraria o Livro Sagrado ela decreta a sua própria extinção.&lt;br /&gt;Uma vez que a devassidão é encontrada em tantos outros lugares, por que os que dela necessitam tão avidamente não vão ao seu encontro nesses tantos outros lugares e se afastam - obsequiosamente - da Igreja?&lt;br /&gt;O grave problema dos religiosos que não se mantêm castos é que não capazes de respeitar um compromisso assumido. Assim como violam os votos de celibato e castidade, também violariam os votos de fidelidade se lhes fosse permitido casar: o caso de Klaus Volkert (o representante dos trabalhadores no Conselho Executivo da Volkswagen), que, como tantas outras pessoas, não se sentiu impedido de ter um relacionamento extra-conjugal, ilustra bem isso. O seu caso torna-se mais dramático e ganha as manchetes porque além de não ser fiel à mulher, ele também não foi fiel à empresa, e tratou com total desapreço a confiança que seus colegas nele depositavam.&lt;br /&gt;O remédio para os escravos do sexo não será o fim do celibato obrigatório clerical. O que ajudaria bastante é que fosse ensinado a todos, indistintamente, o respeito aos compromissos assumidos, e só assumir o que efetivamente possa cumprir. E que, no caso da Igreja, a seleção dos candidatos a padres e freiras não ficasse a cargo do “joio” - mas sim do “trigo”. Porque se o número de santos já é reduzidíssimo - acabamos por encontrá-los muito mais fora da Igreja do que dentro dela. E se a Igreja é mesmo de Cristo não pode sustentar e proteger a hipocrisia - que foi tão fortemente combatida por Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * * * * * * *&lt;br /&gt;Nos dias atuais vemos situações, no mínimo, estranhas... Quem faria uma doação a qualquer um de nós de R$ 200.000,00? Nem de R$ 0,02, não é mesmo? Mas ficamos sabendo durante certas inquirições nas CPMIs que a filha de um ex-político conseguiu encontrar uma pessoa “generosa” que assim lhe beneficiou, para que ela pudesse construir sua vida depois de seu malogrado caso com o marido de outrem... E aqui vemos como algumas pessoas tem de ser salvas, e com urgência, de situações que afetam a uma esmagadora maioria! Há ainda quem consiga empréstimos de dezenas de milhões de reais sem necessitar apresentar qualquer garantia de que poderá pagá-los! E eu aqui duvidando que pudesse haver tanta bondade no mundo!... Poderíamos dizer: a sorte aquinhoa a quem lhe apraz! Mas sabemos que não é bem assim. Ou melhor: não é nada assim. Essa “sorte” tem muita história e “estórias” que lhe deram origem, nada tem de verdadeira generosidade.&lt;br /&gt;Também no caso da Volkswagen, vejam como o dinheiro aparece e se multiplica para subsidiar certas situações e determinadas pessoas!&lt;br /&gt;Errar é humano, argumentarão muitos. Sim, claro que é - mas acertar também é humano. Creio que os empresários deviam dar muito mais atenção aos seus empregos, às suas empresas, pois eles só conquistam as suas amantes porque são funcionários dessas empresas. Ao levar as suas empresas à falência eles estão matando a suas “galinhas dos ovos de ouro”. Sem empresa, na pobreza quem se sentirá “irresistivelmente atraído(a), perdidamente apaixonado(a)” por eles? A falta de dinheiro costuma sempre arrefecer essas “paixões” que pareciam tão “avassaladoras”.&lt;br /&gt;E enquanto alguns têm tanta disponibilidade para subsidiar a concupiscência, a luxúria, a incompetência, a tola vaidade de umas poucas pessoas, a miséria se alastra em progressão geométrica, atingindo bilhões de pessoas em todo mundo. Quantas pessoas honestas chegam a morrer na mais profunda miséria porque ninguém lhe estende a mão e todos lhe voltam as costas? O honesto é, assim, punido por sua honestidade: insiste em ser honesto? Então que morra com sua virtude!&lt;br /&gt;É bem verdade que muitos - muitos - escolhem o caminho da devassidão, da intemperança, da indignidade pensando que assim assegurarão para si todos os prazeres e bens da vida, mas terminam igualmente esquecidos e na total miséria. Portanto, optar pelo caminho do mal também não é certeza de segurança e abundância de bens e favores, pois aqui a porta do sucesso é igualmente estreita e não encontrada pela quase totalidade dos que a buscam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * * * * * * *&lt;br /&gt;Voltando às denúncias - e às renúncias; aos escândalos e à demissões forçadas; aos atos perdulários e aos vultosos prejuízos - qual a origem de todo esse verdadeiro oceano de lama?&lt;br /&gt;Primeiramente, cumpre observar como as instituições têm escolhido “bem” os seus quadros! Será que essas pessoas de um momento para o outro se transformaram? Será que em questão de minutos - talvez segundos - houve uma transmutação do vinho (ou do champagne, como queiram) em água, uma transubstancialização do trigo em joio?&lt;br /&gt;É claro que não: essas pessoas sempre foram o que agora todos sabem que elas são. Mas porque os “experts” em psicologia, em psicotécnica não identificaram esses desvios de conduta incompatíveis com a função para a qual cada um foi designado?&lt;br /&gt;O problema é que hodiernamente até os que não professam nenhuma religião, nela encontram subsídios para fundamentar seus erros. Por exemplo, hoje há uma proposital distorção do ensinamento de Jesus, quando afirmou: “eu não vim chamar justos, mas pecadores” .&lt;br /&gt;Mais uma vez seria de bom alvitre ler TODA a passagem bíblica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Deu-lhe então Levi um lauto banquete em sua casa; havia ali grande número de publicanos e outros que estavam com eles à mesa.&lt;br /&gt;Murmuravam, pois, os fariseus e seus escribas contra os discípulos, perguntando: Por que comeis e bebeis com publicanos e pecadores?&lt;br /&gt;Respondeu-lhes Jesus: Não necessitam de médico os sãos, mas sim os enfermos;&lt;br /&gt;eu não vim chamar justos, mas pecadores, ao arrependimento.” (Lucas, 5,29-32)&lt;br /&gt;“... eu não vim chamar justos, mas pecadores, ao arrependimento”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, Jesus era o médico que vinha para curar os doentes - porquanto se estivesse ali para curar os “sãos” seria tão-somente mais um charlatão dentre milhares de outros. Jesus veio chamar os pecadores “ao arrependimento”, pois se quisesse que os justos se arrependessem seria mais um entre os milhares de videntes que não vêem senão impurezas nos verdadeiramente santos, determinando-lhes infindáveis penitências e mortificações, enquanto os despudorados são indicados e nomeados para ocuparem os altares. E enquanto não vêem senão fraude, falsidade, dissimulação nos honestos, acabam por nomear ladrões para cuidar das tesourarias das organizações; incompetentes, desqualificados para ocupar cargos de chefia etc.&lt;br /&gt;Destarte, ao distorcer aquele ensinamento de Jesus, tem-se se escolhido a dedo, isto é, com cuidado, calculadamente todos os que vão causar a destruição das empresas e das instituições. Sim, ninguém está ali para chamar os justos, mas sim os pecadores. E vamos recolhê-los onde? Dentre os dependentes irreversíveis de drogas e sexo ; dentre traficantes e “empresários de prostíbulos”; dentre ladrões e assassinos etc. - todas pessoas que já demonstraram saber “trabalhar em grupo”. E assim não se compõe um grupo de trabalho, mas um grupo mafioso! E, depois, quando explodem os escândalos, quando descobertas são as malversações e até assasssinatos todos ficam supresos e sem saber - como, onde, quando tudo começou?!!!&lt;br /&gt;O que acontece é que, ao contrário do ensinamento de Jesus, os “pecadores” aqui não são chamados ao arrependimento: os pecadores são chamados precisamente porque são pecadores, transgressores das leis (“Todo aquele que pratica o pecado, também transgride a lei; porque o pecado é a transgressão da lei.” 1 João. 3-4) - e ninguém tem qualquer interesse em que eles se regenerem; ninguém quer que se tornem íntegros, mas que se entreguem cada vez mais à toda sorte de desregramentos, porque é desses desregramentos que a sociedade globalizada pretende de modo contínuo sobreviver. Pois o que se quer, precípuamente, é perpetuar o mal, construir uma sociedade vitoriosa com fundamentos no Mal, onde o Bem - a virtude, a probidade, a honra - estejam banidos em definitivo.&lt;br /&gt;Isso ciclicamente tem sido tentado. No século passado, os homens inferiores começaram a sua mais recente tentativa para implantar o Mal, desta vez de forma globalizada. No início, trabalharam de modo sorrateiro, e foram se infiltrando em todas as organizações. Depois, através de intrigas e calúnias, dedicaram-se a destruir e impedir que o Bem chegasse à liderança.&lt;br /&gt;Todo líder que estivesse verdadeiramente voltado para o Bem foi sendo identificado e de uma forma ou de outra neutralizado ou eliminado. Se já tivesse seguidores, a estes o mesmo destino seria reservado. O Bem fica, assim, anulado. Agiganta-se o poder dos homens inferiores. E é precisamente aí que sempre o Mal conhece a sua derrota. Porque quando todo o poder fica concentrado nas mãos dos maus, estes não podem mais culpar os bons por todo o erro que haja na sociedade - pois nada mais está sob o controle dos virtuosos. Conseqüentemente, se todo poder está nas mãos dos maus e nada funciona, se por toda parte só se vê injustiça, aflição, desventura, dor, sofrimento, tortura, deslealdade, falsidade, injustiça, infelicidade - e o que todo homem quer, ao final, é ser feliz - o Mal é, enfim, desmascarado - por suas próprias obras. A maldade dos homens inferiores volta-se, então, contra eles mesmos. O Mal mostra-se nefasto não apenas para o Bem, mas termina por causar a destruição de si mesmo. (Pode para muitos não parecer, mas essa destruição já está em andamento.)&lt;br /&gt;Pois se o mal vive somente da negação, como pode subsistir em si mesmo? Vejam que há uma enorme contradição em, perseguindo o mal, querer ser bem-sucedido, através do mal querer atingir o bem-estar.&lt;br /&gt;O Bem só se conquista através do Bem, assim como só o Mal nos advirá se optamos pelo Mal.&lt;br /&gt;Parece óbvio, não é mesmo? Porém, há milênios o homem vem tentando de diversas formas conquistar todas as conseqüências do Bem através do Mal. Mas se o mal é a negação do bem como queremos conquistar as conseqüências deste através daquele? Na atual tentativa, o homem já gastou trilhões (vamos atualizar) de euros; e até agora quais foram os resultados? O mundo está mais seguro? A humanidade está mais feliz? Pelo menos os privilegiados estão mais seguros e mais felizes? Mesmo sendo obrigados a viver atrás das grades dos condomínios se sentem livres? Se estão mais felizes, por que o consumo de drogas é crescente?&lt;br /&gt;Mas todos que apostaram no Mal esperam que tudo venha a acabar bem. O será que esperam que acabe mal? Não, não, esperam que acabe ...&lt;br /&gt;Pelo menos os que apostam no Bem são bem mais coerentes!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12415886-112525550261609556?l=filosofiaemdireito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/feeds/112525550261609556/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12415886&amp;postID=112525550261609556' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default/112525550261609556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default/112525550261609556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/2005/08/comentrios-sobre-as-duas-notcias.html' title='Comentários sobre as duas notícias anteriormente publicadas'/><author><name>Lucília Lopes Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12415886.post-112451408092278657</id><published>2005-08-20T02:01:00.000-07:00</published><updated>2005-08-19T22:01:20.923-07:00</updated><title type='text'>Ainda algumas observações sobre a inveja...</title><content type='html'>Que ninguém perca tempo invejando a quem quer que seja. Eu sei que a história da humanidade registra que é muito mais fácil reconhecer o valor do outro quando ele não é nosso contemporâneo, quando ele não é nosso concidadão e - principalmente - quando ele não é nosso parente. Infelizmente, para o homem comum, é dificílimo reconhecer o valor de alguém que vive sob condições muito semelhantes as que ele mesmo está submetido. O progresso do outro chama a atenção para as suas próprias deficiências, para a sua própria negligência. Para a maioria das pessoas “suportar” o sucesso de seu semelhante torna-se tão difícil quanto reconhecer que jamais se sacrificaria horas de lazer e descanso, trocando-os por estudo e trabalho. Assim, quando o outro obtém bons resultados, tenta-se encobrir, tenta-se impedir o seu reconhecimento através de intrigas, calúnias e atos de violência.&lt;br /&gt;Porém, jamais desperdicem um tempo - que é sempre precioso e único - invejando os resultados, ou o sucesso de quem quer que seja. Conscientizem-se que muito tempo já foi perdido por causa da desídia, da preguiça: não continuem a desperdiçá-lo tentando transformar num inferno a vida do invejado. Estudem, trabalhem: permitam-se ter bons resultados e ser sucesso também!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12415886-112451408092278657?l=filosofiaemdireito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/feeds/112451408092278657/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12415886&amp;postID=112451408092278657' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default/112451408092278657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default/112451408092278657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/2005/08/ainda-algumas-observaes-sobre-inveja.html' title='Ainda algumas observações sobre a inveja...'/><author><name>Lucília Lopes Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12415886.post-112451386863524352</id><published>2005-08-20T01:57:00.000-07:00</published><updated>2005-08-19T21:57:48.643-07:00</updated><title type='text'>Livres reflexões</title><content type='html'>JOGUE FORA TODOS OS NÚMEROS NÃO ESSENCIAIS PARA SUA SOBREVIVÊNCIA.&lt;br /&gt;ISSO INCLUI IDADE, PESO E ALTURA.&lt;br /&gt;Mas eu ainda diria que seria bom estar atento ao equilíbrio do peso, não por questões de vaidade, mas porque tanto a obesidade quanto a anorexia nos limitam no dia-a-dia e podem impedir-nos de desfrutar de momentos felizes. Podem mesmo nos levar ainda mais cedo para lugares dos quais queremos distância...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEIXE O MÉDICO SE PREOCUPAR COM ELES, PARA ISSO ELE É PAGO.&lt;br /&gt;Mas antes de entregar a sua saúde para um médico, fique atento para saber se há empatia e sintonia entre você e o médico, se há interesse do profissional de saúde em ajudá-lo, em buscar a sua cura ou, pelo menos, de minorar seu sofrimento. Também, infelizmente, não tenha plena confiança nos remédios receitados: administrados estes, procure observar quais os sintomas que lhe advirão e, dependendo da melhora ou piora de seu estado, veja se vale a pena persistir com o médico...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FREQÜENTE, DE PREFERÊNCIA, A SEUS AMIGOS ALEGRES. OS DE "BAIXO ASTRAL" PUXAM VOCÊ PARA BAIXO.&lt;br /&gt;Seria mais interessante fortalecer-se contra o "baixo astral", transformando-se, você mesmo, num antídoto contra astrais rasteiros, o que o possibilitará resgatar amigos queridos de uma situação depressiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONTINUE APRENDENDO...&lt;br /&gt;APRENDA MAIS SOBRE COMPUTADOR, ARTESANATO, JARDINAGEM, QUALQUER COISA. NÃO DEIXE SEU CÉREBRO DESOCUPADO. UMA MENTE SEM USO É A OFICINA DO DIABO E O NOME DO DIABO É ALZHEIMER.&lt;br /&gt;Sim, lance a si mesmo desafios, e dê sempre o melhor de si - não para superar quem quer que seja - mas a si mesmo. A cada degrau de superação transposto, mais confiante você ficará. E esta é uma sensação que todos nós devemos nos proporcionar: confiar em si mesmo - com equilíbrio, sempre seguindo o caminho do meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CURTA COISA SIMPLES RIA SEMPRE, MUITO E ALTO, RIA ATÉ PERDER O FÔLEGO.&lt;br /&gt;O bom mesmo será manter sempre o sorriso - não só em seu rosto, mas em sua mente e, principalmente, em seu espírito! A gargalhada quase nunca é expressão de felicidade, de contentamento. Se assim fosse as espécies mais felizes seriam as hienas. Muitas vezes rimos - gargalhamos mesmo - por sarcasmo, por nervosismo, por ignorância. Mas, de tanto rir também se morre (daí o adágio, “morreu de tanto rir”) - antes da hora. O sorriso tranqüilo, sereno denota sabedoria, denota consciência e aceitação de seus próprios limites. E mais uma vez, o caminho a ser buscado e trilhado é o do meio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LÁGRIMAS ACONTECEM, AGÜENTE, SOFRA E SIGA EM FRENTE.&lt;br /&gt;Mas procure sempre aprender a lição. Não guarde rancor, ódio, mas aprenda a lição - para não dar uma de Agente 86, que cai sempre no mesmo golpe, para não "ficar na segunda época e ter de repetir a ‘disciplina’ ". Uma lição aprendida nos livra da repetição de sofrimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ÚNICA PESSOA QUE ACOMPANHA VOCÊ A VIDA TODA É VOCÊ MESMO, ESTEJA VIVO, ENQUANTO VOCÊ VIVER!&lt;br /&gt;Infelizmente, creio que muitos de nós abandona até a si mesmo. Por isso Jesus mandou: "Amai-vos uns aos outros, como EU vos amei" , pois a maioria dos homens não ama a si próprio - quanto mais ao seu semelhante. Creio firmemente de que a única pessoa que nos acompanha a vida toda é Deus - pois, em muitas circunstâncias, estamos inconscientes, seja no sentido literal ou figurado. E vivos estaremos enquanto com Ele estivermos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESTEJA SEMPRE RODEADO DAQUILO QUE VOCÊ GOSTA: FAMÍLIA, ANIMAIS,&lt;br /&gt;LEMBRANÇAS,&lt;br /&gt;MÚSICA, PLANTAS, UM HOBBY, O QUE FOR. SEU LAR É O SEU REFÚGIO.&lt;br /&gt;Sim, procure estar rodeado daquilo que você gosta - mas não se esqueça de amar aquilo que é seu. Ame profundamente sua família, seus animais; suas músicas, seus livros, seu computador (até quando você NÃO encontra mais nele os seus preciosos arquivos... Sim, NÃO jogue seu computador pela janela, por isso! E muito menos se jogue pela janela...); faça os seus trabalhos com amor, procure se esmerar em cada um deles e aprender o máximo neles e com eles. Assim, um trabalho que parecia enfadonho pode se transformar no seu hobby. Ame o seu lar e transforme-o (se ainda não for) no “seu” doce lar. E lembre-se: se você não tem motivos para voltar para casa, certamente você não tem motivos para estar consigo mesmo. E isso significa alerta vermelho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;APROVEITE SUA SAÚDE, SE FOR BOA, PRESERVE-A; SE ESTÁ INSTÁVEL, MELHORE-A; SE ESTÁ ABAIXO DESSE NÍVEL, PEÇA AJUDA.&lt;br /&gt;Sim, se sua saúde for boa, saiba que você foi premiado com a sorte grande, a maior que se pode ter. Porque nada é mais importante do que ter uma boa saúde.&lt;br /&gt;Se instável ou abaixo desse nível, peça ajuda; mas, principalmente, seja VOCÊ MESMO a sua ajuda, pois só você mesmo pode estar interessado no seu bem-estar. Lamentavelmente, há algumas décadas que a maioria dos profissionais de saúde estão muito mais interessados na sua doença - para como ela se enriquecerem - do que com a sua saúde. Deste modo, procure viver responsavelmente, de maneira a preservar ou conquistar uma boa saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NÃO FAÇA VIAGENS DE REMORSO, VIAJE PARA O SHOPPING, PARA CIDADE VIZINHA, PARA UM PAÍS ESTRANGEIRO, MAS NÃO FAÇA VIAGENS AO PASSADO.&lt;br /&gt;Ou melhor: faça do seu tempo presente um PRESENTE - para você mesmo e para os seus semelhantes. Assim, o passado não se tornará “terra proibida”, mas fonte de boas lembranças que o acalmarão, que o fortalecerão nos momentos difíceis que todos temos. Não crie motivos para remorsos, ou seja, não contrarie os ditames de sua consciência, não haja com egoísmo, mesquinharia, ódio, vingança, inveja. Seja bom, pois é muito mais fácil viver assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIGA A QUEM VOCÊ AMA, QUE VOCÊ REALMENTE OS AMA, EM TODAS AS OPORTUNIDADES.&lt;br /&gt;Sim, nunca deixe para depois, para uma outra oportunidade, para amanhã: diga HOJE que você ama, estima, admira, A-DO-RA aquela determinada pessoa, porque, de repente, o “depois” pode nunca mais ter a oportunidade de existir. Lembre-se: o mais difícil foi você encontrar uma pessoa tão especial: se a encontrou, trate-a muito bem, com todo respeito e amor. Desfrute desse presente que Deus lhe concedeu por um determinado tempo. Sim, tudo é passageiro, portanto, deixe o orgulho (ou a timidez) de lado e declare o seu amor - seja para a sua mãe, para o seu filho, para o seu amigo, para o seu amor. Declare o seu amor e deixe que a sua felicidade aumente em progressão geométrica. Não tenha medo do tamanho da felicidade: declare o seu amor e acostume-se a ser feliz! Dê a si mesmo essa oportunidade - dê a si mesmo esse presente - dê a si mesmo esse futuro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E LEMBRE-SE SEMPRE QUE:&lt;br /&gt;"A VIDA NÃO É MEDIDA PELO NÚMERO DE VEZES QUE VOCÊ RESPIROU, MAS PELOS&lt;br /&gt;MOMENTOS EM QUE VOCÊ PERDEU O FÔLEGO:&lt;br /&gt;DE TANTO RIR...&lt;br /&gt;DE SURPRESA...&lt;br /&gt;DE ÊXTASE...&lt;br /&gt;DE FELICIDADE..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(PABLO PICASSO)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda me parece melhor o caminho do meio: não perca o fôlego. Inspire, calma e profundamente; depois expire, bem devagar. Não perca o fôlego, pois a felicidade não está nas emoções exacerbadas. O paraíso interior é encontrado na tranqüilidade. Se você perder o fôlego não sentirá o perfume das flores, o seu cérebro ficará afetado e você não verá os pássaros que voam, o carinho da brisa... Não perca o fôlego, pois é a boa respiração, ritmada que nos confere uma vida saudável. Não perca o fôlego, pois foi Deus tendo soprado em nossas narinas o “fôlego de vida” que passamos a ser almas viventes. A vida - a verdadeira vida - está no fôlego - e o fôlego vem de Deus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12415886-112451386863524352?l=filosofiaemdireito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/feeds/112451386863524352/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12415886&amp;postID=112451386863524352' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default/112451386863524352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default/112451386863524352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/2005/08/livres-reflexes.html' title='Livres reflexões'/><author><name>Lucília Lopes Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12415886.post-112147911038105496</id><published>2005-07-15T23:10:00.000-07:00</published><updated>2008-06-26T21:32:47.659-07:00</updated><title type='text'>Nada como uma idéia cuja hora tenha chegado.</title><content type='html'>Uma idéia, mesmo que excelente, se ainda não tem a sua hora chegada, tem como destino a incompreensão, o fracasso, o esquecimento. Quantas idéias extraordinárias foram fortemente rechaçadas quando de sua apresentação, seus idealizadores recriminados, execrados e até mesmo condenados à morte? Hoje, por exemplo, muitos quase não podem viver sem o que o mundo da informática tem a oferecer. Mas esse mundo teria lugar em outra época? Não, até porque nem havia conhecimento específico para desenvolvê-lo.&lt;br /&gt;Devemos ter em mente que muitas idéias se adotadas mais precocemente poderiam ter sido muito mais deletérias do que úteis à humanidade. Às vezes parece mesmo que muitos conhecimentos foram adquiridos e postos em prática pelo homem antes do seu devido tempo, antes que o homem pudesse discernir quando, onde, como poderiam ser usados. Mas essa é apenas uma forma de aprendermos, de constatarmos a mesma lição: a de que as idéias, os conhecimentos têm de ser adotados em seu devido tempo.&lt;br /&gt;Tudo tem a sua hora e o seu lugar. E o progresso tem de ser sempre lento e gradual. Não se deve - nem adianta - ter pressa ou tentar queimar etapas. Como tudo na natureza - o desenvolvimento de uma árvore na montanha, a formação de um homem sábio - a desenvolução de uma idéia tem de ser lenta e gradual. É uma das Leis Universais que sempre esmaga quem a quer ignorar ou crê poder ab-rogá-la.&lt;br /&gt;Mas, uma vez completo o ciclo de maturação de uma idéia, nada pode impedir a sua aceitação. Ela é entronizada nas mentes, ela toma o mando e o domínio das ações. Nada nem ninguém a pode encobrir ou impedir que tenha efeito, que seja aplicada. Mesmo que toda uma população não tenha se preparado para admiti-la, acolhê-la, adotá-la, a idéia cuja hora tenha chegado não será por essas pessoas vencida: ela prevalecerá e todos quantos a ela se opuserem serão derrotados.&lt;br /&gt;Porque não se pode impedir o progresso. Deus nos fez destinados a um avanço lento e gradual - mas constante. E assim como não se pode impedir o transcorrer do tempo, igualmente não se pode enganá-lo. Chegado o tempo devido de uma idéia, se nos aferramos a outra que lhe é oposta, de nada adiantará tentarmos apresentar esta última como moderna, vanguardista, vencedora. Esta idéia, falsamente moderna, que em verdade busca conservar velhos, permissivos e nocivos costumes será reconhecida como exatamente é: uma idéia superada, que não traz quaisquer benefícios e que tem de ser extirpada da memória de todos.&lt;br /&gt;Da mesma forma é pura ilusão crer que uma mentira repetida inúmeras vezes se torna verdade. A mentira não se impõe pela repetição, e a verdade não se desvanece ao ser ignorada, ou omitida. Assim como para a adoção e o sucesso de uma idéia é necessário que ela tenha sido invocada, apresentada no tempo em que possa ser entendida, aceita e colocada em prática; também é necessário que um determinado argumento possa ser comprovado. Se é mentiroso não adiantará ser tão-somente repetido centenas de milhares de vezes: ele precisará ser confirmado, evidenciado, demonstrado. Porém, quanto a mentira a única coisa que se pode comprovar é de que se trata de uma ilusão, de um engano, de uma impostura, de uma fraude, de uma falsidade.&lt;br /&gt;No mundo hoje há diversos exemplos de idéias cuja hora própria se avizinha ou já chegou.&lt;br /&gt;Quando comecei a escrever esta mensagem eu estava animada com as notícias de que os americanos continuam pessimistas quanto ao resultado da chamada “guerra ao terrorismo”.&lt;br /&gt;Pois, até há poucos meses, a maioria da população americana acreditava que a invasão ao Iraque era uma ação necessária, imprescindível, inteiramente justificável, politicamente correta. Entretanto, uma pesquisa divulgada em 03/05/2005, mostrara que 57% dos americanos estavam descontentes com a guerra e achavam que o conflito não valera a pena. Mais recentemente, no final de junho, a imprensa americana chamou de “cantilena” os argumentos do presidente George Walker Bush de que “conseguir um Iraque estável e democrático justifica o sacrifício americano”. Na edição do dia 29/06, o “The New York Times”afirmou: “Não esperávamos que Bush se desculpasse pela manipulação da informação que ajudou a nos levar à guerra, ou pelos erros catastróficos cometidos por sua equipe no desenvolvimento da operação militar, mas esperávamos que resistisse à tentação de levantar a ensangüentada bandeira do 11/9 outra vez para justificar uma guerra em um país que não tinha absolutamente nada a ver com os ataques terroristas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“... uma guerra em um país que não tinha&lt;br /&gt;absolutamente nada a ver com os&lt;br /&gt;ataques terroristas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando, entre os anos 2002 e início de 2005, sustentávamos em fóruns na Internet que essa ação não tinha nenhum amparo legal, nem se fundamentava em valores como o da justiça, o da moral, o da ética; quando afirmávamos que essa invasão tinha sido determinada por interesses escusos, e que vinha sendo arquitetada muitos anos antes dos atentados do dia 11/09/2001, esses eram argumentos que para alguns pareciam despautérios.&lt;br /&gt;Mas mentira alguma prevalece sobre a força do tempo e muito menos sobre a verdade. Hoje, para um número cada vez maior de pessoas, vai ficando bastante claro que essa invasão foi resultado de intrigas, foi possível graças a autoridades que se congregaram para o Mal, para implementar suas vinganças contra pessoas das quais tinham e continuam a ter profunda inveja. E a inveja o que é? É cobiçar, desejar viva, intensamente, o que é de outrem. Planejaram uma guerra para invadir um país e se assenhorar de tudo quanto nele exista. E o que não conseguirem transferir para os seus países é destruído.&lt;br /&gt;Os anos passam e nada se vê construído. Ao revés, só se vê uma crescente destruição: destruiu-se a soberania de um país; destruiu-se a dignidade de um povo - em troca de quê? Onde a liberdade prometida? Um país é “livre” sob o domínio de outro? Os nacionais de um país ocupado por forças estrangeiras são livres, podem se sentir livres? É livre quem pode ser preso, a qualquer hora do dia ou da noite, por forças militares estrangeiras - forças essas que não foram pela população escolhidas em pleito popular? Isso é democracia? Que liberdade as forças estrangeiras foram levar ao país invadido se as prisões, após a invasão, ficaram superlotadas de pessoas sobre as quais não existe nenhuma acusação formal? Que dignidade existe para os nacionais de um país dominado que, ao serem presos por seus invasores, ficam submetidos a todo tipo de torturas e humilhações - e sem terem reconhecido o seu direito ao devido processo legal? Aquele enorme caos que se vê - e o que não se vê - instaurado em todo o país, é democracia?&lt;br /&gt;Saddam Hussein é responsabilizado por tudo que aconteceu sob o seu regime. Desde o início da invasão do Iraque centenas de milhares de pessoas foram trucidadas: quem é o responsável? Osama Bin Laden? Abu Mussab Al Zarqawi? É sob o domínio desses senhores (um saudita e o outro jordaniano) que a nação iraquiana está? Se está - porque os EUA não os removem do poder como fizeram com o presidente eleito do Iraque? A propósito: os EUA alguma vez quiseram - efetivamente - prender Osama Bin Laden? Al Zarqawi realmente existe?&lt;br /&gt;É consternador que em pleno século XXI tenha-se permitido que a lei do velho oeste americano fosse implantada num país do Oriente Médio. “Procura-se: vivo ou morto”; estipulação de recompensa para quem delatar, prender ou matar um “procurado”; “atire primeiro, pergunte depois”; “o gatilho mais rápido”... É vergonhoso que a humanidade, hoje globalizada, tenha adentrado o séc. XXI permitindo-se assistir a tantos desmandos, a tantos desrespeitos às leis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Decretar ordem por violência&lt;br /&gt;é criar desordem.&lt;br /&gt;Querer consolidar o mundo&lt;br /&gt;à força é destruí-lo.”&lt;br /&gt;(Lao-Tsé)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pensamento, quando fundado na verdade, não envelhece e é válido em qualquer época. A ignorância sempre faz com que se interprete a verdade como algo relativo e o pensamento nela baseado como uma opinião pessoal. Por isso, hoje, pode parecer impressionante que se confirme um pensamento, de tantos séculos atrás, numa era tecnológica, muito diferente da vivida pelo sábio chinês. Mas a verdade é que toda violência é sinal de fraqueza, e não existe bom gerenciamento sem benevolência.&lt;br /&gt;Na sabedoria oriental a mais alta das vitórias é o perdão. O desejo de vingança fez com que bilhões de dólares fossem gastos para destruir vidas e países; para gerar ódios incontroláveis. Porém, com maciços bombardeios criou-se uma nova ordem? Criou-se alguma ordem - qualquer ordem? O mundo realmente está melhor, mais seguro? Esses bilhões de dólares não teriam sido muito melhor investidos se usados, pelo menos, para a reconstrução das duas torres do World Trade Center? Esses bilhões de dólares não teriam tido muitíssimo melhor destino se empregados para salvar vidas no Afeganistão ou no Iraque? Ou na África, ou na América Latina, só para citar alguns exemplos? Não teriam sido muitíssimo mais proveitosos se empregados em medidas efetivas para um meio ambiente mais saudável, mais limpo?&lt;br /&gt;Segundo a filosofia oriental, só quando o homem desviar a sua mente do ódio e da inveja; só quando fechar os seus olhos para as ambições e tapar os seus ouvidos às maldades; e, além disso, só quando passar a cultivar o amor, a bondade e a benevolência, aí o coração do homem estará completo. E completo o seu coração ele se tornará um - iluminador do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que tem sido impressionante hoje em dia é a velocidade dos fatos. Enquanto eu não conseguia dar por terminada esta minha mensagem, ocorreram os atentados em Londres.&lt;br /&gt;E o impressionante é que, naquela mesma quinta-feira, havia sido divulgada pelo Instituto Gallup uma pesquisa mostrando que os americanos continuavam pessimistas quanto ao resultado da “guerra ao terrorismo”. Apenas 36% dos entrevistados achavam que os Estados Unidos estavam ganhando a guerra. Para 20% os terroristas é que estariam mais perto da vitória. Segundo analistas, esse índice revelava um pessimismo tão elevado quanto o registrado após os atentados em Balí, que deixaram mais de 200 mortos em outubro de 2002. Naquela oportunidade, 21% dos americanos achavam que os terroristas estavam vencendo a guerra.&lt;br /&gt;Portanto, estávamos vivendo um momento em que a guerra contra o terrorismo estava perdendo entusiastas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo e qualquer atentado terrorista - independente da procedência - é, como classificou o Santo Padre, Papa Bento XVI, no dia dos atentados - "desumano e anticristão".&lt;br /&gt;O problema é que o terrorismo mais eficaz, poderoso e constante tem sido o de Estado - praticado principalmente por nações que se declaram defensoras da democracia. A gravidade desse problema se torna extrema quando quem tem renovado diariamente esse horror não são pequenos ou médios grupos, mas grandes nações, cujos os líderes consideram ataques preventivos como a melhor estratégia de defesa, a violência como a solução para todos os males.&lt;br /&gt;Logo após os atentados em Londres, o sr. George Walker Bush afirmou que os EUA não se inclinarão “diante dos terroristas. Iremos encontrá-los, os levaremos à Justiça e, ao mesmo tempo, difundiremos uma ideologia de esperança e compaixão, que tornará insignificante sua ideologia do ódio”. Como essa é a sua posição desde o dia 11/09/2001, devemos perguntar: desde aquela data até hoje, a administração Bush efetivou alguma dessas tarefas? A propósito: o que a administração Bush entende por “esperança e compaixão”? E por “justiça”? Essa chamada doutrina Bush levou aos povos do Afeganstão e do Iraque esperança, compaixão e justiça?&lt;br /&gt;George Bush continuou, afirmando: “O contraste entre o que estamos vendo nas telas da TV e o que está acontecendo aqui é incrivelmente significativo (...) Por um lado temos pessoas que trabalham para eliminar a pobreza e doenças como a aids, para ter um meio ambiente limpo, e por outro temos pessoas que matam pessoas inocentes.”&lt;br /&gt;Porém, quando a administração Bush esteve a favor e trabalhou ativamente para um meio ambiente mais limpo, mais saudável? Quando esteve envolvida com a eliminação da pobreza - mesmo dentro do território estadunidense?&lt;br /&gt;Muitos de nós que ainda estamos em uma situação econômica diferente da encontrada nas regiões mais miseráveis do planeta podemos esperar pelos efeitos da decisão do G-8 em dobrar a ajuda à Africa, por exemplo. Mas, e aquelas pessoas que não tiveram o que comer ontem, foram dormir famintos hoje e não têm a mínima expectativa de encontrar algum alimento amanhã: poderão esperar que essa ajuda se consubstancie em alimentos para eles até 2010? Quantas vezes já não testemunhamos tais promessas de ajuda se desvanecerem no tempo e no espaço, sem que os seus destinatários nem ao menos soubessem que um dia os ricos tinham assumido um solene compromisso de mitigar-lhes o sofrimento? O exemplo mais recente disso encontramos entre as vítimas da tsunami: muitos prometeram muito, toneladas em ajuda foram arrecadadas em todo o mundo, mas a maioria dos sobreviventes daquela terrível tragédia, principalmente os mais necessitados ainda não receberam a ajuda devida, necessária...&lt;br /&gt;Bush declarou ainda: “O contraste não poderia ser mais claro entre as intenções dos que se preocupam pelos direitos humanos e a liberdade, e os que matam, que abrigam tanto mal em seu coração, que ceifam as vidas de pessoas inocentes”.&lt;br /&gt;Pessoas inocentes e direitos humanos. Claro que os cidadãos londrinos, vítimas dos atentados eram inocentes e lamentamos profundamente o seu sofrimento e o de seus familiares. Mas, o que dizer daquelas centenas de milhares de pessoas que foram trucidadas no Afeganistão e no Iraque, sob os maciços bombardeios das forças militares comandadas pelos EUA? Todas aquelas centenas de milhares de pessoas que foram assassinadas brutalmente, e todos os seus parentes e amigos, que acumularam perdas pessoais e morais, além da perda de bens materiais, eram e são culpadas no parecer do sr. George Walker Bush? Eram, todas elas, merecedoras de serem assassinadas através de mísseis e armas que, poderosíssimas, deixam corpos em pedaços, destroçados? Lembremo-nos das fotos publicadas na Internet , e que puderam ser vistas em várias outras mídias, das crianças mutiladas, mortas em decorrência dos bombardeios estadunidenses no Iraque: não eram elas também pessoas inocentes?&lt;br /&gt;A força militar usada contra as populações afegã e iraquiana sempre foi descomunal, sempre foi extraordinariamente desigual. Basta dizer que para assassinar os dois filhos de Saddam Hussein, Uday e Qusay Hussein, e o seu neto, Mustafá, uma criança de tão-somente quatorze anos, a administração Bush utilizou 200 soldados com rifles automáticos M-16, lançadores de granada, canhões, metralhadoras montadas sobre jipes Humvee e a ajuda de helicópteros de ataque Kiowa. Enquanto cerca de cinco soldados americanos tiveram leves ferimentos, os corpos dos dois irmãos foram mostrados, em todos os meios de comunicação, crivados de balas, seus rostos deformados, irreconhecíveis. Para que todos se recordem, peço que visitem: http://www.exactaexpress.com.br/macabra.htm. As fotos que vemos mostram algum tipo de respeito, alguma preocupação da administração Bush com os direitos humanos? Havia pesadas acusações contra os dois irmãos? Então que se usasse contra eles a força da lei - e não a lei da força. Que fossem presos e, através do devido processo legal, diante de um tribunal imparcial, se provasse que eram culpados. Então, sim, se condenados, lhes poderia ser aplicado um justo e devido castigo previsto em lei.&lt;br /&gt;Porque ou temos respeito por todos os seres humanos e por todas as leis ou terminaremos por não ter respeito por quem quer que seja e nos insubordinaremos a toda e qualquer lei - exceto à lei da força - que nos esmagará. Em verdade, quando reconhecemos ao nosso semelhante direitos estamos reconhecendo a nós mesmos. Pois se a outrem não reconhecemos nenhum direito, também a nós nenhum direito será reconhecido; mas se a ele reconhecermos todos os direitos - também a nós todos os direitos serão reconhecidos. Porque as convicções que alguns têm de que são superiores não constituem verdades eternas, imutáveis, incontestáveis: são tão-somente convicções pessoais, facilmente contestadas por quem quer que seja mais forte, mais esperto, mais rápido etc. Como nem sempre seremos nós os mais fortes, os mais espertos, os mais rápidos, será de bom alvitre que todos nos submetamos à força das leis e nos resignemos a ser iguais a todos os nossos semelhantes. Pois, afinal, o vocábulo “semelhante” significa precisamente isso: que outrem é análogo a nós, é da nossa mesma natureza.&lt;br /&gt;“Como alguém pode matar pessoas inocentes para atingir os seus objetivos?” Essa é uma pergunta que, curiosamente, os dois lados se fazem. E o presidente George Walker Bush já a respondeu afirmando que conseguir um Iraque estável e democrático justifica o sacrifício de pessoas inocentes, até mesmo de seus concidadãos. O problema é que aqueles que têm lutado contra as forças militares aliadas comandadas pelo governo estadunidense pensam exatamente dessa mesma forma. Ou seja, as pessoas inocentes estão sendo alvos de “dois“ lados que pensam e agem da mesma forma: os fins justificam os meios - e os meios, as estratégias são os mesmos para esses “dois” lados...&lt;br /&gt;O que me parece deveria chamar a atenção dos povos é que esses atentados, por uma estranha coincidência, têm acontecido em datas cruciais, providenciais e atendido tão-só aos interesses dos senhores da guerra. Cada atentado tem causado enormes perdas às pessoas comuns por eles vitimadas e prejudicado enormemente aos muçulmanos e árabes em geral. Esses atentados têm permitido que a chamada “guerra contra o terrorismo, se perpetue em detrimento do que pensa e deseja a maioria das pessoas em todo o mundo. Se atentarmos para os ganhos que os senhores da guerra têm tido com os atentados atribuídos à Al Qaeda, parecer-nos-á bastante compreensível que jamais tenham querido realmente capturar Osama Bin Laden. Por que capturar alguém que, para eles, tem sido o seu verdadeiro braço direito? Isto, sim, seria ilógico. Percebamos que os senhores da guerra até hoje demonstraram enorme facilidade e eficiência para capturar e assassinar todos quantos se opõem à sua doutrina de guerra. Muitas pessoas pacíficas, inofensivas fisicamente, que só esgrimavam no campo das idéias, foram brutalmente assassinadas. Hoje, além das tradicionais formas de aniquilamento da oposição, o terrorismo de Estado tem eliminado os seus opositores fazendo uso até de mísseis, em plena luz do dia... Isso explica porque, em pleno século XXI, não se verifique um protesto veemente, eficaz das incontáveis entidades que se autoproclamam - defensoras da lei e da ordem. O medo da morte, o medo de estarmos sofrendo amanhã tudo que Saddam Hussein e a população iraquiana sofreu e continua sofrendo - nos acovarda e cala.&lt;br /&gt;Mas, enquanto isso, Osama Bin Laden e todos os que são apontados como seus principais colaboradores continuam vivos e soltos...&lt;br /&gt;Assim sendo, uma pergunta não quer calar: se Osama Bin Laden e, mais recentemente, Abu Mussab Al Zarqawi são os principais mentores do terrorismo no mundo e no Iraque - por que eles continuam vivos e soltos - enquanto Saddam Hussein teve seus filhos assassinados e está preso sem ter nenhum de seus direitos como prisioneiro reconhecidos? Os senhores da guerra constantemente o acusam, na mídia, de inúmeros crimes. Mas é muito fácil argumentar e até produzir algumas provas num meio parcial, favorável aos nossos interesses, num meio sobre o qual temos forte controle e no qual ditamos as regras. Mas será que num Tribunal Internacional - isento, imparcial - os senhores da guerra teriam mesmo como apresentar provas desses crimes? Provas que fossem válidas perante o ordenamento jurídico de qualquer Estado Democrático de Direito que faça jus a este título?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guerra ao terrorismo, da forma como vem sendo travada, muito mais o incrementou do que dissipou. As medidas utilizadas só têm fomentado ódios e favorecido a manifestação destes de modo cada vez mais incontrolável. Na verdade, o que assistimos hoje no mundo é um campeonato de insanidades, com líderes que parecem crer que só o mais louco poderá vencer. Porém, jamais se apagará um incêndio com elementos inflamáveis. Assim como a água vence o fogo, igualmente só o Amor vence o ódio. Só o Bem atrai o bem. Todos sabemos que quem semeia vento colhe tempestade. Sendo assim, por que não semeamos a Paz?&lt;br /&gt;Porém, jamais haverá paz onde não houver justiça. Independente de ideologias, religiões, filosofias é preciso que os líderes mundiais respeitem os seus comandados, que promovam a justiça social, que levem ao homem comum prosperidade, segurança - dignidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sê justo com alguém&lt;br /&gt;e acabarás por o amar;&lt;br /&gt;mas,se fores injusto com ele,&lt;br /&gt;acabarás por o odiar.”&lt;br /&gt;(John Ruskin)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria das pessoas quando tratadas com justiça se sente incentivada a deixar aflorar o melhor de si. Ao revés, se as condenarmos a situações aviltantes, estaremos criando condições para que o pior delas se revele. A alegria passageira da vingança dará lugar a uma insegurança constante, passaremos a nunca mais dormir tranqüilos, porque tememos a qualquer momento ser alvo de algum ato de revolta de nossas vítimas. Por isso se diz que quem busca vingança deveria cavar duas sepulturas, pois em toda vingança há dois que saem feridos: o executor e o alvo da vingança.&lt;br /&gt;Agir com sabedoria é obrigação dos líderes: destes deve partir a iniciativa, sincera, para corrigir todos os erros, pois são eles quem devem dar o exemplo que será seguido por todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“À beira de um precipício&lt;br /&gt;só há uma maneira&lt;br /&gt;de andar para a frente:&lt;br /&gt;é dar um passo atrás.”&lt;br /&gt;(M. de Montaigne)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconhecer os erros e corrigi-los exigirá dos líderes humildade e sincero desejo de proporcionar o melhor para o povo. Se conseguirem, esta será a primeira vitória real.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12415886-112147911038105496?l=filosofiaemdireito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/feeds/112147911038105496/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12415886&amp;postID=112147911038105496' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default/112147911038105496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default/112147911038105496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/2005/07/nada-como-uma-idia-cuja-hora-tenha.html' title='Nada como uma idéia cuja hora tenha chegado.'/><author><name>Lucília Lopes Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12415886.post-112147888369883125</id><published>2005-07-15T23:05:00.000-07:00</published><updated>2008-12-03T12:03:13.713-08:00</updated><title type='text'>Refletindo sobre o "NAVEGUE", de Silvana Duboc</title><content type='html'>NAVEGUE, DESCUBRA TESOUROS, MAS NÃO OS TIRE DO FUNDO DO MAR, O LUGAR DELES É LÁ.&lt;br /&gt;Lembre-se que os tesouros que devem ser trazidos à luz são os que estão no fundo do seu coração. Cultive as pérolas da sinceridade, lapide os diamantes da iluminação interior; traga à tona também os corais rosa da alegria, os lápis-lázulis da inspiração; enfeite todo o seu derredor com os quartzos rosa da caridade, os citrinos da ternura, as safiras da fé,...&lt;br /&gt;ADMIRE A LUA, SONHE COM ELA, MAS NÃO QUEIRA TRAZÊ-LA PARA A TERRA.&lt;br /&gt;Sim, porque é tentando “aperfeiçoar” o que já é perfeito, e que está muito acima da nossa compreensão, que temos destruído e extinto grandes belezas do mundo.&lt;br /&gt;CURTA O SOL, SE DEIXE ACARICIAR POR ELE, MAS LEMBRE-SE QUE O SEU CALOR É PARA TODOS.&lt;br /&gt;Sim, não queira egoisticamente o que É de todos e PARA todos. Pois, afinal, com a morte, você será obrigado a entender que nada pode lhe pertencer eternamente, e que nada realmente foi seu.&lt;br /&gt;SONHE COM AS ESTRELAS, APENAS SONHE, ELAS SÓ PODEM BRILHAR NO CÉU.&lt;br /&gt;Sim, só podemos contemplar o seu brilho no céu, pois se fosse encurtada a distância entre nós e esses gigantescos sóis, ao contrário de uma enorme luz, os nossos olhos se cegariam e nos veríamos na mais completa escuridão.&lt;br /&gt;NÃO TENTE DETER O VENTO, ELE PRECISA CORRER POR TODA PARTE, ELE TEM PRESSA DE CHEGAR SABE-SE LÁ ONDE.&lt;br /&gt;Sim, o vento dispersa energias negativas. Talvez por isso mesmo, quanto mais a maldade humana se agiganta, mais fortes são os ventos, que se transformam em segundos em furacões, ciclones. Aí ele tem pressa em dispersar concentrações de energias negativas em determinados pontos do planeta, pressa em impedir que a humanidade se auto-destrua...&lt;br /&gt;NÃO APARE A CHUVA, ELA QUER CAIR E MOLHAR MUITOS ROSTOS, NÃO PODE MOLHAR SÓ O SEU.&lt;br /&gt;Sim, a chuva é benção divina, é renovadora de mananciais – minerais e espirituais. Dissipa a poeira, e muitas vezes “lava” a nossa alma...&lt;br /&gt;AS LÁGRIMAS? NÃO AS SEQUE, ELAS PRECISAM CORRER NA MINHA, NA SUA, EM TODAS AS FACES.&lt;br /&gt;Sim, as lágrimas protegem e lubrificam os olhos. Só com elas a sua visão permanecerá clara e sem distorções. E se você não mantiver os seus olhos úmidos e lubrificados, por incrível que possa lhe parecer, o seu coração se endurecerá e se imobilizará. As lágrimas não lavam somente os olhos, mas também a alma e o coração.&lt;br /&gt;O SORRISO! ESSE VOCÊ DEVE SEGURAR, NÃO O DEIXE IR EMBORA, AGARRE-O!&lt;br /&gt;Principalmente, segure o sorriso em sua alma. Uma alma sorridente traz alegria aos seus semelhantes, mesmo que externamente o sorriso não esteja lá, estampado.&lt;br /&gt;QUEM VOCÊ AMA? GUARDE DENTRO DE UM PORTA-JÓIAS, TRANQUE, PERCA A CHAVE!&lt;br /&gt;QUEM VOCÊ AMA É A MAIOR JÓIA QUE VOCÊ POSSUI, A MAIS VALIOSA.&lt;br /&gt;Mas que esse porta-jóias tenha sido construído com os mais nobres sentimentos que você tenha desenvolvido durante a vida. Pois, do contrário, você acabará por aprisionar a quem você ama, e, ao fazê-lo, fará com ela perca o brilho, a cor, a vida. Esta é a forma errada de guardá-la. Lembre-se que o seu amor é uma jóia – viva – e, portanto, livre. Se Deus criou-nos livre, não queira você criar prisão - especialmente para quem você ama.&lt;br /&gt;NÃO IMPORTA SE A ESTAÇÃO DO ANO MUDA, SE O SÉCULO VIRA, SE O MILÊNIO É OUTRO, SE A IDADE AUMENTA...&lt;br /&gt;CONSERVE A VONTADE DE VIVER, NÃO SE CHEGA À PARTE ALGUMA SEM ELA.&lt;br /&gt;E para conservar a vontade de viver – seja bom. Perceba que quem realmente sabe viver são os verdadeiramente bons – e estes nunca envelhecem - mesmo que alcancem idade centenária. Permanecem com os olhinhos vívidos, um sorriso jovial, parecem caminhar lentamente, mas é difícil acompanhá-los. Nestes, os cabelinhos, brancos e brilhantes como a neve, refletirão as cores de vida de Deus, trazendo alento a todos os seus semelhantes.&lt;br /&gt;ABRA TODAS AS JANELAS QUE ENCONTRAR E AS PORTAS TAMBÉM.&lt;br /&gt;Sim, esteja pronto para sempre aprender. Também esteja pronto para receber a todos em seu coração, mas antes de recebê-los aprenda a fazer com que os maus deixem o mal do lado de fora. Sim, esteja com todas as portas e janelas do seu coração abertos a todos, mas sem permitir que destruam a sua morada interior.&lt;br /&gt;PERSIGA UM SONHO, MAS NÃO O DEIXE VIVER SOZINHO.&lt;br /&gt;Muitas vezes, um sonho não depende só de você para se realizar. Noutras, é até uma benção de Deus que você não tenha conseguido realizá-lo... Mas, tendo um sonho (e todos nós os temos), faça o melhor que estiver ao seu alcance para efetivá-lo.&lt;br /&gt;ALIMENTE SUA ALMA COM AMOR, CURE SUAS FERIDAS COM CARINHO.&lt;br /&gt;Em verdade, o Amor – o verdadeiro Amor - é todo alimento de que precisamos. E se realmente conseguíssemos dele nos alimentar todas as nossas feridas se curariam instantaneamente.&lt;br /&gt;Se a humanidade se alimentasse do verdadeiro Amor, não haveria a obesidade. É por nos sentirmos tão carentes do verdadeiro Amor que buscamos satisfação, alegria, deleite na gordura, no sal e no açúcar. Mas eles não nos satisfazem, porque o que realmente buscamos, o que realmente nos saciaria seria o verdadeiro Amor. Isso pode parecer uma “enorme viagem na maionese” para quem nunca nem ao menos vislumbrou o verdadeiro Amor. Mas para quem já teve pelo uma única chance de “degustá-lo”, sabe que, para nossa alma, melhor alimento não há.&lt;br /&gt;DESCUBRA-SE TODOS OS DIAS, DEIXE-SE LEVAR PELAS VONTADES, MAS NÃO ENLOUQUEÇA POR ELAS.&lt;br /&gt;Em verdade, se a vontade leva à loucura, o melhor é não se deixar levar por ela. Quase sempre se está ávido por doces num quadro pré-diabético; ou nos sentimos perdidamente atraídos por algo ou alguém que nos levará à morte (física, profissional etc.). Portanto, o melhor é ir bem devagar com o andor...&lt;br /&gt;PROCURE SEMPRE O FIM DE UMA HISTÓRIA, SEJA ELA QUAL FOR.&lt;br /&gt;Sim, isso sempre o fará aprender muito mais sobre a vida. Muito freqüentemente, uma história que começou de modo feliz, que parecia um conto de fadas ou o início de uma carreira super bem-sucedida, não termina do mesmo jeito. Como uma vez disse um grande amigo, “raramente o final de alguma coisa é tão bom quanto o início”. E, ao revés, muitas histórias que pareceriam destinadas a um final de desgostos e fracassos pode ter um final de glória. Por isso, não se atenha apenas a uma parte da história, qualquer seja ela: examine o seu início, meio e fim. Muitas vezes, o seu sucesso, a sua felicidade dependerão do aprendizado auferido através dessa observação.&lt;br /&gt;DÊ UM SORRISO PARA QUEM ESQUECEU COMO SE FAZ ISSO.&lt;br /&gt;A pessoa, naquele determinado momento, até pode não entender ou descrer de sua boa intenção. Mas, aos poucos, como em ondas mansas do mar, o seu sorriso irá reconstruindo o sorriso no rosto daquele que o perdera. Mas um sorriso só terá esse poder se for uma reprodução do sorriso que há em seu coração.&lt;br /&gt;ACELERE SEUS PENSAMENTOS, MAS NÃO PERMITA QUE ELES TE CONSUMAM.&lt;br /&gt;Não raro, nos desgastamos com pensamentos. E o pior: com os MESMOS pensamentos. A grande maioria de nossas tensões nascem de um apego a acontecimentos que JÁ passaram e dos quais temos dificuldade em nos libertar.&lt;br /&gt;Diziam os antigos chineses que muita reflexão é tão negativa quanto nenhuma reflexão, pois, ao analisarmos repetidas vezes uma mesma situação, corremos o risco de não tomar decisão nenhuma e nos imobilizarmos. O melhor, portanto, é ser firme, tomar uma decisão e agir.&lt;br /&gt;OLHE PARA O LADO, ALGUÉM PRECISA DE VOCÊ.&lt;br /&gt;O nosso compromisso é com quem está próximo a nós – e não com quem está distante.&lt;br /&gt;É claro que, no nosso mundo globalizado, podemos amar a quem está em outro continente, do outro lado do mundo. E, graças aos vários recursos tecnológicos, podemos enviar-lhes mensagens instantâneas, e-mails etc. Porém, não será difícil que, por várias razões (físicas, burocráticas, instrumentais etc.) essas nossas mensagens de amor jamais cheguem ao coração amado. E como a regra é – “perto dos olhos, perto do coração” –, é possível que até venham a ser consideradas SPAMS... E enquanto aquele que está distante, e que não precisa de nós (pois quem lhe deve prestar auxílio é que lhe está próximo), nos rejeita, nos ignora, há alguém, ao nosso lado, esperando que lhe dediquemos uma migalha de nossa atenção. Enquanto batemos à porta do coração de alguém que, devido mesmo a distância, nos confunde com inimigos, aproveitadores, inconfidentes, há alguém, ao nosso lado, que preza a nossa amizade, confia em nós e espera a nossa ajuda. Cada um de nós está onde Deus quer que estejamos – e onde Ele quer que sirvamos. Portanto, deixemos o “binóculo” de lado, limpemos as lentes dos óculos para perto e tratemos de enxergar quem está próximo a nós precisando e pedindo a nossa ajuda.&lt;br /&gt;ABASTEÇA SEU CORAÇÃO DE FÉ, NÃO A PERCA NUNCA.&lt;br /&gt;Sim, abasteçamos o nosso coração de fé – mas da fé EM DEUS. Pois, como nos advertiu Jeremias: “Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor!” (Cap. 17, vers. 5). Quem deposita a sua fé no homem, como afirma Jeremias no versículo seguinte, “não verá quando vier o bem”, pois estará exposto a toda instabilidade e volubilidade próprias do homem. Muito melhor um coração fundado em Deus, do que afundado nas vicissitudes humanas.&lt;br /&gt;MERGULHE DE CABEÇA NOS SEUS DESEJOS E SATISFAÇA-OS.&lt;br /&gt;Mas veja lá que desejos terás... Infelizmente, o desequilíbrio, a desarmonia espiritual em que estamos mergulhados faz com que desejemos precisamente o que mais nos envenenará – seja espiritualmente, seja fisicamente.&lt;br /&gt;Seria ótimo que estivéssemos bastante centrados, bastante equilibrados para desejar tudo quanto nos fosse ditoso e proveitoso. Mas, para tanto, é necessário que centremo-nos, hamonizemo-nos. Equilibrados, nem precisaremos mais pensar em mergulhar de cabeça e satisfazer desejos, pois tudo o que realmente precisamos é sermos donos de nós mesmos.&lt;br /&gt;AGONIZE DE DOR POR UM AMIGO, SÓ SAIA DESSA AGONIA SE CONSEGUIR TIRÁ-LO TAMBÉM.&lt;br /&gt;Solidariedade. É, infelizmente, uma qualidade rara. O comum é que nos afastemos quando percebemos que alguém precisa de nossa ajuda. Há mesmo quem procure se manter afastado de todos com medo de que, porventura, venha a ser chamado a ajudar. E é também bastante comum que, quando nos sentimos numa situação privilegiada, procuremos nos aproximar daqueles que estejam numa situação semelhante ou melhor do que a nossa.&lt;br /&gt;Mas, como afirmou Walter Winchell, “o verdadeiro amigo é aquele que vem quando o resto do mundo está indo embora”. Este, geralmente se afasta quando todos estão nos reverenciando. Não é, pois, na hora das homenagens e dos elogios, dos banquetes, das festas e das alegrias que encontraremos o nosso verdadeiro amigo. Ele até nem se sentirá bem nessas ocasiões. É na adversidade, quando o nosso prato está vazio, quando estamos abandonados por todos, que o nosso verdadeiro amigo chega, oferecendo-nos a sua ajuda, a sua amizade e o seu amor. E fica conosco e nos auxilia até que nos reergamos. E aí, então, muito provavelmente, pode voltar a desaparecer.&lt;br /&gt;É o desapego e a incondicionalidade que revelam a verdadeira amizade e também o verdadeiro amor.&lt;br /&gt;PROCURE TODOS OS SEUS CAMINHOS, MAS NÃO MAGOE NINGUÉM NESSA PROCURA.&lt;br /&gt;É impressionante como nos deixamos perder em nossas procuras, em nossas buscas. Magoamos, quase sempre, quem não devíamos. E ao fazê-lo, fechamos a principal porta para a nossa felicidade.&lt;br /&gt;ARREPENDA-SE, VOLTE ATRÁS, PEÇA PERDÃO!&lt;br /&gt;O melhor sempre será agir de modo a não ter de arrepender-se, voltar atrás e pedir perdão. Mas, se errar, pelo menos tenha a humildade de arrepender-se. Sim, admita, primeiramente, para si mesmo, e depois para o outro que errou, que agiu equivocadamente. Pior do que errar é não ter humildade para reconhecer. Volte atrás e peça perdão – humildemente! Isso faz parte de uma boa educação espiritual que só nos revigora e nos traz uma felicidade verdadeira em nosso coração.&lt;br /&gt;Lembre-se: errar é humano, mas admitir o erro também é. Errar é humano, mas acertar também é.&lt;br /&gt;NÃO SE ACOSTUME COM O QUE NÃO O FAZ FELIZ, REVOLTE-SE QUANDO JULGAR NECESSÁRIO.&lt;br /&gt;Há uma frase de Martin Luther King - "a geração atual não se espanta tanto com o barulho provocado pelos poderosos, e sim com o estarrecedor silêncio dos oprimidos" – que, a mim parece, exprime fielmente essa tendência de nos acostumarmos com o pior, e ainda justificá-lo, dizendo que “poderia ser pior”. Sim, mas também não poderia “ser melhor”? Desde que começamos a nos silenciar diante do mal ele só tem se fortalecido e agigantado. Mas o sofrimento extremado de bilhões de pessoas, do qual todos somos testemunhas, ou por sermos uma delas, ou por testemunhá-lo nas ruas, na mídia etc., não tem tornado a vida planetária melhor. Ao revés, a vida está sob grave ameaça, pois tem estado sob o domínio de insanos, loucos, dominados pelo egoísmo, pela inveja, pela soberba, que proclamam estar tomando medidas para tornar a existência de todos mais segura, mais livre... E todos somos testemunhas de quanto a vida no mundo piorou e quanto este se tornou mais inseguro com tais medidas.&lt;br /&gt;Deus criou a vida – nós é que inventamos a morte; Deus criou-nos livres, nós é que nos aprisionamos - a nós mesmos e aos nossos semelhantes; Deus criou-os para sermos felizes – nós é que criamos continuamente situações de infelicidade.&lt;br /&gt;Não nos acostumemos com a desgraça, com o desespero, com a dor, com o sofrimento. Isso não é natural, isso não é normal.&lt;br /&gt;Revoltar-se contra a sua infelicidade também não significará que você é um comunista. Em verdade, esqueça todo e qualquer “ismo” – e lute tão-somente pela sua felicidade.&lt;br /&gt;ALAGUE O SEU CORAÇÃO DE ESPERANÇAS, MAS NÃO DEIXE QUE ELE SE AFOGUE NELAS.&lt;br /&gt;A esperança é mensagem continua de Deus, em nosso coração, de que o sonho existe para ser realizado. Ninguém vive sem esperanças. Mesmo que por um período diminuto ela nos falte, já caímos em depressão. A esperança é o nosso combustível para seguirmos adiante, confiantes de que o nosso sonho se realizará.&lt;br /&gt;Mas, se não vivemos SEM esperanças, também não vivemos SÓ de esperanças. Os sonhos existem para serem realizados. E é o processo de consecução deles que nos leva a evoluir, que nos tira da inércia. Porém, não devemos nos deixar envolver por esperanças vãs. Essas, além de serem irrealizáveis e, portanto, nos conduzir à frustração, nos desviam de nosso verdadeiro caminho, nos desviam da realização de sonhos que foram destinados para nós por Deus.&lt;br /&gt;SE ACHAR QUE PRECISA VOLTAR VOLTE!&lt;br /&gt;Permanecer no erro não é sinônimo de constância, de personalidade: é burrice mesmo!&lt;br /&gt;SE PERCEBER QUE DEVE SEGUIR SIGA!&lt;br /&gt;Sem nenhum temor, sem medo de agir corretamente.&lt;br /&gt;SE ESTIVER TUDO ERRADO COMECE NOVAMENTE.&lt;br /&gt;Pois é mais fácil “deletar”, apagar tudo, começar novamente – do zero - do que tentar consertar um universo de erros. Demora-se muitíssimo mais, perde-se um tempo enorme, para depois nos conscientizarmos de que o certo teria sido descartar todo aquele projeto cheios de erros e iniciar um novo. Assim, sem dó nem piedade, nos desfaçamos de todos os erros e, com a experiência desses erros, comecemos um caminho de acertos.&lt;br /&gt;SE ESTIVER TUDO CERTO CONTINUE.&lt;br /&gt;Sim, não deixe escapar esse momento de perfeita sintonia com Deus! Ele o está guiando, iluminando a estrada para que você não se perca. Siga em frente!&lt;br /&gt;SE SENTIR SAUDADES MATE-A.&lt;br /&gt;Sim, é uma das poucas coisas ótimas de matar!&lt;br /&gt;SE PERDER UM AMOR NÃO SE PERCA!&lt;br /&gt;Chore, é normal. Mas lembre-se que Deus não permite jamais que percamos algo que Ele mesmo tenha destinado para nós. Mesmo que, em virtude de nossa própria ignorância, causemos um distanciamento, ou uma postergação do encontro, ainda assim Deus nos reencaminhará à nossa herança.&lt;br /&gt;SE ACHÁ-LO SEGURE-O!&lt;br /&gt;E jamais olvide: trata-se um presente de Deus. Respeite-o, trate-o com todo desvelo, ou seja, com grande cuidado, carinho, vigilância, dedicação; em uma palavra: ame-o tão-somente!&lt;br /&gt;CIRCUNDA-TE DE ROSAS, AMA, BEBE E CALA.&lt;br /&gt;Aprenda a amar-se a si mesmo, a dedicar-se atenção. Cuide-se bem, até por respeito a quem o ama, que quer vê-lo em excelentes condições.&lt;br /&gt;Mas, se você não amar a si mesmo, jamais poderá amar ao próximo como Jesus nos amou. Amor é uma lição que aprendemos, primeiramente, dentro de nós. Só depois de desenvolvê-lo e aprimorá-lo dentro de nós, vindo a conquistar o “selo de qualidade” de Deus, é que estamos prontos para “exportá-lo” para todo mundo.&lt;br /&gt;“O MAIS É NADA”&lt;br /&gt;SEJA FELIZ!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12415886-112147888369883125?l=filosofiaemdireito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/feeds/112147888369883125/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12415886&amp;postID=112147888369883125' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default/112147888369883125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default/112147888369883125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/2005/07/refletindo-sobre-o-navegue-de-fernando.html' title='Refletindo sobre o &quot;NAVEGUE&quot;, de Silvana Duboc'/><author><name>Lucília Lopes Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12415886.post-112147876263134790</id><published>2005-07-15T22:55:00.000-07:00</published><updated>2005-07-15T18:52:42.633-07:00</updated><title type='text'>Solidão...</title><content type='html'>Solidão é vazio interior, é falta de diálogo interior, é conseqüência de uma constante, rotineira fuga de si mesmo. Solidão, em realidade, é quando nos recusamos a encontrar a nossa alma, quando fechamos todas as portas de nós mesmos. Breve estaremos apagando todas as luzes... Em verdade, fazemos o mais difícil: tendo um universo dentro de nós, conseguimos sentir solidão. Deus nos presenteou com o pensamento, de velocidade inigualável, que nos permite ir para qualquer lugar ou trazer para a nossa companhia quem quisermos... e, no entanto, nos damos “ao luxo” de nos sentirmos - sós.&lt;br /&gt;Muitas vezes quando as pessoas amadas estão presentes, ao vivo e em cores, o nosso orgulho nos impede de lhes dizer e demonstrar o quanto as amamos. Solidão muitas vezes é resultado de orgulho também, pois há quem consiga estar só no meio da multidão.&lt;br /&gt;O fato é que quem vive a sabedoria nunca está só, porque está sempre em comunhão com todos os seus irmãos, com todos os seus semelhantes, sem distinção, sem preconceito.&lt;br /&gt;Solidão é resultado, portanto, da ausência do verdadeiro Amor - que é Deus - no coração!&lt;br /&gt;------------------------------------ ---------------------&lt;br /&gt;SOLIDÃO&lt;br /&gt;Amyr Klink&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Passados dois meses de tantas histórias,&lt;br /&gt;comecei a pensar no sentido da&lt;br /&gt;solidão.&lt;br /&gt;Um estado interior que não depende da distância...&lt;br /&gt;nem do isolamento;&lt;br /&gt;um vazio que invade as pessoas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que a simples companhia ou&lt;br /&gt;presença humana&lt;br /&gt;não pode preencher.&lt;br /&gt;Solidão foi a única coisa que eu não&lt;br /&gt;senti,&lt;br /&gt;depois que parti...&lt;br /&gt;nunca...&lt;br /&gt;em momento algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava, sim, atacado de uma voraz&lt;br /&gt;saudade.&lt;br /&gt;De tudo e de todos,&lt;br /&gt;de coisas e de pessoas que há muito&lt;br /&gt;tempo não via.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a saudade às&lt;br /&gt;vezes faz bem ao&lt;br /&gt;coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valoriza&lt;br /&gt;os sentimentos,&lt;br /&gt;acende as&lt;br /&gt;esperanças&lt;br /&gt;e apaga as distâncias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem tem um amigo,&lt;br /&gt;mesmo que um só,&lt;br /&gt;não importa onde se encontre,&lt;br /&gt;jamais sofrerá de solidão;&lt;br /&gt;poderá morrer de saudade...&lt;br /&gt;mas não estará só!”&lt;br /&gt;------------------------------------ ----------------&lt;br /&gt;LINDO!&lt;br /&gt;A saudade é o reconhecimento do amor que temos: por alguém, por um animal, por algo, por um lugar... E se admitimos esse amor em nosso coração, espantamos dele a solidão.&lt;br /&gt;------------------------------------ ----------------&lt;br /&gt;CANÇÃO DA AMÉRICA&lt;br /&gt;Milton Nascimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigo é coisa pra se guardar&lt;br /&gt;Debaixo de sete chaves&lt;br /&gt;Dentro do coração&lt;br /&gt;Assim falava a canção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que na América ouvi&lt;br /&gt;Mas quem cantava chorou&lt;br /&gt;Ao ver seu amigo partir&lt;br /&gt;Mas quem ficou, no pensamento voou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com seu canto que o outro lembrou&lt;br /&gt;E quem voou, no pensamento ficou&lt;br /&gt;Com a lembrança que o outro cantou&lt;br /&gt;Amigo é coisa pra se guardar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No lado esquerdo do peito&lt;br /&gt;Mesmo que o tempo e a distância digam não&lt;br /&gt;Mesmo esquecendo a canção&lt;br /&gt;O que importa é ouvir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz do coração&lt;br /&gt;Pois seja o que vier, venha o que vier.&lt;br /&gt;Qualquer dia, amigo, eu volto a te encontrar&lt;br /&gt;Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------------------------------ ------------------------&lt;br /&gt;Sim, é essa esperança do reencontro que move quem ama, quem tem saudade. “Qualquer dia, amigo, eu volto a te encontrar. Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar”. E esse reencontro nos será proporcionado por Aquele que compreende a nossa saudade porque é o próprio Amor. Aqueles que verdadeiramente amam não se separam. Como o verdadeiro Amor é Deus, e Este tem o dom da ubiqüidade, nós, pelo amor, estamos sempre ao lado de quem amamos. Deus não nos separa; o Amor jamais nos separa. Pelo Amor estamos sempre juntos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12415886-112147876263134790?l=filosofiaemdireito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/feeds/112147876263134790/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12415886&amp;postID=112147876263134790' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default/112147876263134790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default/112147876263134790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/2005/07/solido.html' title='Solidão...'/><author><name>Lucília Lopes Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12415886.post-112147868090966575</id><published>2005-07-15T22:51:00.000-07:00</published><updated>2005-07-29T06:07:26.146-07:00</updated><title type='text'>Seria bom que aprendessemos a reconhecer que...</title><content type='html'>Nem todos que dizem buscar a paz são pacíficos.&lt;br /&gt;Nem todos que dizem buscar a verdade querem mesmo encontrá-la.&lt;br /&gt;Nem todos que dizem buscar a justiça querem mesmo que ela se faça.&lt;br /&gt;Nem todos que se dizem tementes a Deus realmente o são.&lt;br /&gt;Nem todos que dizem buscar o amor querem realmente concretizá-lo.&lt;br /&gt;Devemos ter em mente que os mentirosos e os hipócritas adoram se esconder sob a respeitabilidade. Assim, instituições que ontem abrigaram cidadãos honestos, íntegros, que davam a vida por seus ideais, hoje podem estar abrigando os cínicos, os mentirosos, que buscam ter lucros fantásticos com a vida de seus semelhantes. E aquelas que no passado abrigaram criaturas retrógradas, que prometiam e vendiam os céus aos seus semelhantes, enquanto eles mesmos se tornavam donos de tudo na Terra, hoje podem ter em seu comando espíritos nobres, verdadeiros presentes de Deus para toda a humanidade.&lt;br /&gt;Todos os caminhos levam a Deus, mas só SE você realmente quiser encontrá-lo. Deus está em toda parte, e Satanás não. Mas, não raro, o homem faz o mais difícil: encontrar a Satanás e NÃO encontrar o Onipresente.&lt;br /&gt;Se você for um sábio encontrará o Cristo no Bhagavad Gitá, no Alcorão, no I Ching. Mas se você estiver procurando Satanás conseguirá vê-lo se multiplicando em toda parte - não porque Satanás tenha o dom da ubiqüidade, mas porque você permitiu que o seu coração dele estivesse cheio.&lt;br /&gt;A maldade só pode existir dentro de nós? Não. Podemos nos deparar com ela? Podemos. Mas qual o antídoto que temos contra a maldade que de repente se corporifica diante de nós? A sabedoria (que para os verdadeiros cristãos é Deus). A maldade pode nos inflingir dor, sofrimento, morte? Pode, e sofreremos e morreremos mesmo, mas por um tempo determinado - não para sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12415886-112147868090966575?l=filosofiaemdireito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/feeds/112147868090966575/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12415886&amp;postID=112147868090966575' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default/112147868090966575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default/112147868090966575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/2005/07/seria-bom-que-aprendessemos-reconhecer.html' title='Seria bom que aprendessemos a reconhecer que...'/><author><name>Lucília Lopes Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12415886.post-111654295920061867</id><published>2005-05-19T19:48:00.000-07:00</published><updated>2005-05-19T15:49:19.200-07:00</updated><title type='text'>Lei da força X força da Lei</title><content type='html'>Ninguém é o detentor último da lei da força, mas todos podemos ser detentores da força da lei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12415886-111654295920061867?l=filosofiaemdireito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/feeds/111654295920061867/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12415886&amp;postID=111654295920061867' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default/111654295920061867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default/111654295920061867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/2005/05/lei-da-fora-x-fora-da-lei.html' title='Lei da força X força da Lei'/><author><name>Lucília Lopes Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12415886.post-111654286121354954</id><published>2005-05-19T19:47:00.000-07:00</published><updated>2007-05-17T09:26:56.453-07:00</updated><title type='text'>Entrevista concedida por Avi Shlaim a Sílio Boccanera</title><content type='html'>Mensagem enviada originalmente em 08.05.2005, às 03:32:39&lt;br /&gt;Entrevista concedida por Avi Shlaim a Sílio Boccanera&lt;br /&gt;Sílio Boccanera - O sionismo, historicamente, se refere ao movimento de libertação de Israel, do povo judeu, tendo Israel como um conceito territorial. Mas o senhor diz que o sionismo hoje virou o inimigo dos judeus. Como assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avi Shlaim - O sionismo é o movimento de libertação dos judeus. Os judeus são um povo e têm direito a um Estado como qualquer outro povo. Eu jamais questionei a legitimidade do sionismo ou do Estado de Israel. O que eu questiono muito abertamente, minhas objeções são ao projeto colonial sionista a partir dos anos 40, à ocupação sionista da Cisjordânia e Gaza. A ocupação é o problema. A ocupação de terras palestinas leva ao questionamento da legitimidade de Israel. Nesse sentido, o sionismo hoje, o Estado de Israel hoje, é o verdadeiro inimigo dos judeus de toda parte, por ser visto como um poder colonial, opressor, que nega aos palestinos o direito à sua soberania nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SB- Há um grupo de ultranacionalistas, de religiosos radicais em Israel, que apoia em grande parte o governo atual. Em que eles acreditam? O que querem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS- Existem duas nações, árabe e judaica, num só território; por isso, há conflito. A única solução para o conflito é a separação. Os esquerdistas de Israel aceitam essa idéia, aceitam a necessidade de um Estado Palestino. A direita de Israel, os partidos religiosos e os ocupantes da Cisjordânia e de Gaza rejeitam a divisão de território.  Eles se referem à Cisjordânia como parte integrante das terras de Israel, e se referem ao território pela denominação bíblica: Judéia e Samaria. Para eles, Judéia e Samaria fazem parte das terras de Israel, ou seja: é território que pertence ao povo judeu por desígnio divino. Eles consideram qualquer governo que tenha intenção de abrir mão de parte desse território como sendo ilegítimo. Eles não aceitam que o governo atual tenha obrigação de negociar um acordo para o conflito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SB - Quanto aos ataques e outras manifestações contra os judeus, sobretudo na Europa, são, a seu ver, expressões do velho anti-semitismo, ou há algum dado novo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS - Há elementos do velho anti-semitismo. Vemos muito do anti-semitismo clássico, muito do ódio racista contra os judeus, mas há também um novo componente anti-semita, que não tem a ver com ódio aos judeus, mas é um antisionismo: a raiva sentida por muita gente decente, sem qualquer bagagem anti-semita, por causa do tratamento dado por Israel aos palestinos. O anti-semitismo combina sua forma antiga ao anti-sionismo. Se tivéssemos que determinar a proporção de cada um na formação desse novo anti-semitismo, eu não saberia dizer qual é. O que&lt;br /&gt;eu sei é que há muita gente decente que anda revoltada com Israel por causa das atitudes do país, não por causa da etnia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SB - Falando não em racismo, mas em discriminação: o senhor acha que é há discriminação contra não-judeus, mesmo cidadãos israelenses, dentro de Israel?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS - Essa é uma questão à parte. Israel tem uma população de seis milhões de pessoas. 1,2 milhão são de israelenses árabes, cerca de 1/5 do total. Eles têm direito ao voto e participação política, mas são “cidadãos de segunda classe”. Sofrem discriminação de diversas  maneiras. Por exemplo: israelenses árabes não servem o Exército. E muitos privilégios dos cidadãos israelenses estão ligados ao serviço militar. Se você quiser fazer uma hipoteca e for israelense árabe não terá servido o Exército e não poderá pedir a hipoteca. Há discriminação contra os de origem árabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SB - O senhor faz muitas críticas duras, não só relacionadas a essa questão, a Israel. Mas quando um não-judeu diz as coisas que o senhor diz, é comum que seja acusado de anti-semitismo. Por que isso acontece? Por que determinados círculos em Israel não aceitam que uma postura crítica não seja necessariamente anti-semitismo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS - Israel nunca esteve aberto a críticas. A máquina de propaganda israelense sempre tachou qualquer crítica de anti-semitismo. Mas é mais difícil impor a alguém como eu, um israelense criado em Israel, que serviu o Exército, a acusação de anti-semitismo. A minha posição é melhor que a de um não-judeu para fazer críticas. Mas, dito isso, há muitos não-judeus com críticas a Israel que mantém suas posições e não deixam de dizer o que têm a dizer, sobre as posturas israelenses, temendo insinuações de anti-semitismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SB - Outra questão polêmica no âmbitos das relações árabes-israelenses hoje é o muro que vem sendo erguido nas zonas ocupadas, sob o pretexto oficial de que visa proteger israelenses do terrorismo. O senhor concorda com ele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS - Não, não é assim que eu vejo o tal muro de segurança. Para mim tem mais a ver com tomada de território do que com segurança. O muro cria dificuldades terríveis para os palestinos vivendo na região. Eles perdem suas terras, seus lares... E o muro separa não só judeus de palestinos, mas palestinos de palestinos. O muro é uma linha arbitrária que isola povoados de suas escolas, fazendeiros de suas terras. E seu propósito, a meu ver, é tornar a vida insustentável para os palestinos e forçar a sua saída. Não é uma expulsão direta, mas é indireta. Esse é o objetivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SB - O senhor e colegas seus ganharam prestígio entre os historiadores por oferecerem novas visões de fatos que foram registrados na História de Israel, apenas segundo sua versão oficial. Não vou voltar até os tempos bíblicos agora, mas vamos nos concentrar nos anos 40, uma década-chave, nos períodos anterior e posterior à criação do Estado de Israel, De forma breve, o que diz a narrativa oficial sobre essa época que os senhores destrincharam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS - Grande parte da discussão entre os antigos historiadores e os novos, gira em torno do ano de 1948, o ano da criação de Israel e da primeira guerra árabe-israelense. A versão sionista oficial mostra um Israel heróico, um bastião da moralidade, diante de árabes predatórios que atacavam sem motivo justificável, além de expulsar os judeus. Eu, como historiador, considerei os argumentos de ambos os lados,examinei a todos, fui aos arquivos, li os documentos oficiais, e tirei minhas conclusões. E elas divergem da historiografia oficial; por isso, eu e o grupo somos conhecidos como “novos historiadores” ou “historiadores revisionistas israelenses”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SB - E quais os pontos-chaves em que o senhor inverte a narrativa oficial?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS - Nós temos alguns pontos de discordância com relação à narrativa corrente. Um deles é o papel da Grã-Bretanha. A História diz que a meta britânica era evitar a criação de um Estado judaico. Nós dizemos que os britânicos aceitavam a inevitabilidade do Estado judaico, mas abortaram o nascimento de um Estado palestino em 1948. Em segundo lugar, na guerra de 1948, em terras palestinas, os judeus estavam em maior número do que todas as tropas árabes reunidas, e, de certo ponto em diante, tiveram mais armas também. Nessa guerra, como em todas as outras, o lado mais forte venceu. Não houve milagre. O terceiro ponto são as metas árabes. A História oficial diz que todos os árabes, em 1948, tinham um objetivo claro: expulsar os judeus e sufocar o Estado nascente. Para nós, embora tenha ocorrido uma coalizão&lt;br /&gt;árabe, não havia metas em comum, e cada nação árabe tinha interesses próprios. Nenhuma delas fez nada em prol dos palestinos. As grandes vítimas não foram os judeus, foram os palestinos.&lt;br /&gt;O quarto ponto, e talvez o mais polêmico, trata da origem do problema dos refugiados palestinos. Para a História tradicional, os palestinos se retiraram por vontade própria e seguindo ordens de seus líderes, na expectativa de um retorno vitorioso. Para nós eles não partiram por vontade própria, mas foram expulsos. Houve muitos motivos que levaram ao problema dos refugiados, mas a responsabilidade por expulsá-los foi de Israel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SB - Esse último ponto implica em conseqüências práticas na atualidade: partir por vontade própria é uma coisa, mas se foram expulsos, isso cria, ao menos em tese, a possibilidade de quererem as terras de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS - Esse é o motivo para Israel se recusar a assumir qualquer participação no problema dos refugiados desde 1948 até hoje. Eles acham que assumindo a responsabilidade terão que lidar com as conseqüências do problema, oferecndo uma compensação ou o direito de retorno aos refugiados. Não é assim que eu penso. A meu ver, a criação do Estado de Israel envolveu uma injustiça tremenda com os palestinos, e isso é fato consumado e irreversível. Eu não pediria que Israel assumisse responsabilidade política ou legal pelo problema dos refugiados, mas que simplesmente aceitasse o seu quinhão de responsabilidade moral, que admitisse para os palestinos que eles foram injustiçados e ajudasse a buscar soluções práticas hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SB - Houve violência para expulsar os árabes na época? E, se houve, quem a cometeu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS - Essa questão é complexa, e o melhor livro sobre o assunto é o de Dan Morris, sobre o problema dos refugiados. Ele mostra que não houve um plano-mestre de expulsão, mas uma tendência entre as lideranças, de tentar criar um Estado judaico  mais livre possível da presença&lt;br /&gt;árabe. Muitas iniciativas partiram de comandos locais, sem ordens superiores para a expulsão de palestinos. O quadro é complexo e houve muitos motivos para o problema dos refugiados. Mas o fator principal foi a pressão israelense nos âmbitos psicológico, político e militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SB - Seu livro publicado no Brasil, “A Muralha de Ferro”, apresenta esse conceito. Eu gostaria que o senhor o explicasse e dissesse como o governo trabalhista de Rabin tentou transcendê-lo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS - A discussão entre historiadores tradicionais e novos é sobre os eventos do ano de 1948. Em “A Muralha de Ferro”, estendo a minha análise da política israelense quanto ao conflito aos primeiros 50 anos do Estado de Israel, de 1948 a 1998. O título vem de um artigo de 1923, escrito por Ze’ev Jabotinski, líder espiritual da direita israelense. Ele fez uma análise correta, ao dizer que os palestinos são uma nação, e nação alguma jamais cedeu voluntariamente território, e que, portanto, os árabes não aceitariam o Estado judaico. Sendo assim, o acordo seria inatingível. A única maneira de realizar o projeto sionista seria unilateralmente, com o uso da força, construindo uma muralha de ferro de força militar judaica para deter os palestinos e forçá-los a aceitar Israel como uma realidade. Mas Jabotinski propunha uma segunda fase. A primeira seria erguer a muralha, e a segunda envolvia negociação. Depois de os palestinos abandonarem a esperança de se livrar de Israel, viria a fase 2: negociar com os palestinos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SB- É nessa etapa que entra a participação da Rabin. Ele comandou a transição para essa segunda fase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS - É exatamente aí que entra Yitzhak Rabin: foi o primeiro líder israelense a passar da fase 1 para a fase 2 da estratégia, a transcender a muralha de ferro e procurar os palestinos na arena política para propor um trato. Isso foi feito nos acordos de Oslo e, infelizmente, representou só um breve intervalo na longa história da muralha de ferro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SB - Mas Rabin foi assassinado, o Partido Trabalhista perdeu poder e, de Netanyahu e Sharon, vimos uma volta à fase 1, num certo sentido. Mas pensando em Oslo e no que houve desde então, até o último encontro em Camp David, no governo Bill Clinton, entre Yasser Arafat e Ehud Barak, o que saiu errado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS - É uma história trágica. A cúpula de Camp David, em julho de 2000, foi projetada para gerar um acordo final entre as partes, mas esse nãofoi atingido. E as duas lideranças foram responsáveis por isso. Barak por suas expectativas totalmente irreais, por exigir o final sumário de qualquer conflito. Ele queria que Arafat assinasse uma garantia de que os palestinos não fariam mais demandas. Arafat teve sua parcela de culpa por não apresentar não apresentar nenhuma contra-proposta. Ele simplesmente disse “não” para tudo, numa postura de rejeição. A cúpula fracassou. Quanto a por que o processo de paz de Oslo falhou, há duas versões: uns dizem que estava fadado ao fracasso do início. Eu não concordo. Foi uma iniciativa modesta, mas razoável para começar a resolver o problema. O que aconteceu foi que Israel, sob a liderança do Likud, se apegou somente ao lado israelense, principalmente ao continuar a ocupação. De Oslo poderia ter saído uma solução. O problema foi que governos israelenses, do Partido Trabalhista e do Likud, continuaram a ocupação depois de Oslo, e isso não fazia sentido. Você não pode avançar rumo à solução política do conflito com os palestinos se continua confiscando terras e expandindo a ocupação na Faixa de Gaza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SB - Partindo da sua perspectiva histórica para olhar o futuro das relações árabes-israelenses, vemos uma dinâmica interessante: há poucos anos, os palestinos não reconheciam o direito de existência de Israel. Hoje, exceto por alguns grupos radicais, eles aceitam. Da mesma maneira, do outro lado: Golda Meir chegou a dizer : “o povo palestino não existe”. Ninguém faz mais declarações assim. A maior parte dos israelenses parece ver a necessidade de dois Estados na região, assim como a maioria dos palestinos. É um tremendo progresso, historicamente. Com isso em mente, que esperanças o senhor tem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS - A conclusão lógica de Oslo é a solução dos dois Estados. Em tese, o governo de Sharon aceita essa solução, mas, na prática, está tentando consolidar o domínio israelense no território, deixando para os palestinos, enclaves na Cisjordânia que não formariam um Estado palestino viável. Hoje estamos numa fase de transição. A intifada está perdendo força, e temos o novo líder palestino, Mahmoud Abbas, que sempre foi da linha moderada, partidário da solução dos dois Estados, e que critica o uso da violência. Abbas reconquistou todo o apoio e simpatia em nível internacional que Arafat havia perdido. Os palestinos hoje estão numa posição melhor, e querem negociar a solução dos dois Estados. O principal obstáculo a ela continua existindo, e é Ariel Sharon. Mas como temos um bom líder palestino, fruto de uma eleição, num sistema democrático legítimo em funcionamento, posso dizer que hoje vejo um ponto tênue de luz tremulando no fim do túnel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SB - Muito obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS - Obrigado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12415886-111654286121354954?l=filosofiaemdireito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/feeds/111654286121354954/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12415886&amp;postID=111654286121354954' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default/111654286121354954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default/111654286121354954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/2005/05/entrevista-concedida-por-avi-shlaim.html' title='Entrevista concedida por Avi Shlaim a Sílio Boccanera'/><author><name>Lucília Lopes Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12415886.post-111440721546849505</id><published>2005-04-25T02:30:00.000-07:00</published><updated>2005-05-04T18:09:09.466-07:00</updated><title type='text'>Verdade: aletheia, veritas ou emunah?</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mensagem originalmente publicada na Internet à 01:05, do dia 04/04/2005&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Grécia clássica a expressão &lt;i&gt;phronésis&lt;/i&gt; designava sabedoria. &lt;i&gt;Phronésis&lt;/i&gt; estava sempre associada a outras duas palavras: &lt;i&gt;aletheia&lt;/i&gt; (verdade) e &lt;i&gt;eudaimonia&lt;/i&gt; (harmonia, felicidade). A sabedoria, pois, só teria o seu sentido completo quando formasse uma triangulação com a verdade e a felicidade.&lt;br /&gt;Parece-me impossível ter &lt;i&gt;phronésis&lt;/i&gt; sem &lt;i&gt;aletéia&lt;/i&gt;. Ao passo que, tendo &lt;i&gt;phronésis&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;aletéia&lt;/i&gt;, a felicidade, a harmonia são inevitáveis. O triângulo se completa.&lt;br /&gt;Buscar a verdade - &lt;i&gt;aletéia&lt;/i&gt; - seria buscar distinguir aquilo que é impressão dos sentidos, o que está impregnado com o nosso arbítrio, com a nossa instabilidade de humores, tudo, enfim, que nos é subjetivamente próprio - do que é produto da razão, onde encontraremos conhecimentos universais, iguais para toda a humanidade.Infelizmente, não é com a &lt;i&gt;aletéia&lt;/i&gt; que o direito está comprometido. O direito está comprometido com a &lt;i&gt;veritas&lt;/i&gt; dos romanos - que significa “afirmação de um fato”. Ou seja, buscamos a melhor narrativa do fato, e não o fato em si.&lt;br /&gt;Conseqüentemente, o compromisso do direito é com a estabilidade.&lt;br /&gt;E o que é estabilidade? É firmeza, solidez, segurança.&lt;br /&gt;Realmente causa estranheza ver-se buscar firmeza, solidez, segurança com &lt;i&gt;veritas&lt;/i&gt;, e não com &lt;i&gt;aletéia&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;Parece-me que, assim procedendo, temos alcançado tão-somente a manutenção do &lt;i&gt;status quo&lt;/i&gt;, que nada tem a ver, em verdade, com estabilidade. Porque a tão falada e protegida estabilidade é segurança tão-só para uma minoria, cada vez mais reduzida nos tempos de crise; para a maioria da população a manutenção do &lt;i&gt;status quo&lt;/i&gt; nada tem a ver com segurança, firmeza, solidez.&lt;br /&gt;Mas no direito o processo busca a estabilidade. E o faz através de ficções. Ficções jurídicas.&lt;br /&gt;A palavra ficção tem significados como: ato ou efeito de fingir; simulação, fingimento. Coisa imaginária, fantasia, invenção, criação.&lt;br /&gt;Bem, como o direito não busca &lt;i&gt;aletéia&lt;/i&gt;, mas sim &lt;i&gt;veritas&lt;/i&gt;, faz sentido que faça mesmo uso de ficções.&lt;br /&gt;Dentro do direito processual civil, essas ficções buscam estabilizar o processo - o mais rápido possível.&lt;br /&gt;Isso nos faz lembrar da celeridade, hoje tão decantada. Tentam com todo vigor, todo empenho nos fazer crer que buscam-na, mas isso tem sido tão-somente uma forma de “mudar” para manter a mesma situação anterior. Ou seja, faz-se toda uma &lt;i&gt;mise-en-scêne&lt;/i&gt;, toda uma encenação para todos pensem que haverá, enfim, uma substancial mudança na situação, não raro, caótica. Mas, trata-se apenas de uma prestidigitação política, econômica ou legislativa para fazer crer à maioria de que atende ao seu clamor, mas que tem como único objetivo continuar mantendo os privilégios da minoria.&lt;br /&gt;Os gregos entendiam a &lt;i&gt;phronesis&lt;/i&gt; como a capacidade de lucidez na deliberação, decisão e ação. No sentido de se decidir levando em conta a existência do acaso, da incerteza, do risco, do desconhecido e do complexo, &lt;i&gt;phronesis&lt;/i&gt; estaria próxima do nosso conceito de prudência.&lt;br /&gt;Mas a &lt;i&gt;phronesis&lt;/i&gt; não se limita a essa idéia latina de &lt;i&gt;prudens&lt;/i&gt;, assim como não se confunde com a &lt;i&gt;epistéme&lt;/i&gt; (ciência). Pois, enquanto a &lt;i&gt;epistéme&lt;/i&gt; se refere ao conhecimento, à erudição e a informação, &lt;i&gt;phronesis&lt;/i&gt; está ligada aos sentidos - é a &lt;i&gt;sabedoria prática&lt;/i&gt;: é o conhecimento que se adquire através dos sentidos, o saber que se adquire com a prática, com a experiência. Precisamente por isso, etimologicamente, a palavra &lt;i&gt;saber&lt;/i&gt; não advém de saber, mas sim de &lt;i&gt;sabor&lt;/i&gt;. E é muito fácil entender a razão: nenhuma experiência precisa ter o cientista sobre o que diz, fala ou escreve. O sábio, ao revés, se manifesta sobre o que experimentou. E essa experiência pode ter se dado de formas diversas, mas nunca de modo breve, superficial: a sabedoria advém sempre do que experimentamos, vivenciamos - &lt;i&gt;com profundidade&lt;/i&gt;. A sabedoria - como o sabor - é resultado da impressão que nós próprios tivemos ao degustar, ao comprazer de uma emoção, de uma experiência, de uma vivência. Portanto, sabemos profundamente do que se trata - porque foi algo que nós mesmos vivenciamos, que nós mesmos executamos ou estivemos submetidos à experiência. O cientista, com o seu entendimento abstrato ou o seu pensamento discursivo jamais atingirá a plenitude nem igualará o brilho da manifestação de um sábio. Se os artigos científicos são algo insípido, as manifestações dos sábios são saborosas pois o sábio lhes confere sabor ao relatar do que ele mesmo experimentou, vivenciou, saboreou, degustou. Ele não está reproduzindo o relato de outrem que pode lhe ter omitido vários detalhes de sua experiência. Como o sábio fala do que ele próprio vivenciou, suas palavras são profundas, seu relato é rico em detalhes - porque ele não apenas sabe, mas &lt;i&gt;tem a experiência do próprio ato daquilo que é sabido&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;Mas aqui devemos ter uma maior acuidade, uma maior agudeza de percepção, pois o verdadeiro é o não-oculto, o não-escondido, o não-dissimulado e que se manifesta não apenas aos olhos do corpo - mas, principalmente, &lt;i&gt;aos olhos do espírito&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;Os maiores sábios da humanidade detiveram conhecimento porque &lt;i&gt;viram&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;disseram&lt;/i&gt; a verdade. E onde foram-na buscar? Na própria realidade, pois é quando a realidade se manifesta que a verdade se revela, se descortina.&lt;br /&gt;Independente do relato, da memória, da percepção de cada um a verdade existe e é imutável.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Veritas&lt;/i&gt;, ao revés, se prende ao &lt;i&gt;relato&lt;/i&gt; e ao &lt;i&gt;enunciado&lt;/i&gt; do fato. É a precisão, a exatidão, o rigor do relato que conduzirá à &lt;i&gt;veritas&lt;/i&gt;. Para esta o verdadeiro está ligado à linguagem, isto é, à narrativa dos fatos ocorridos, e aos enunciados que, fielmente, dirão como foram ou aconteceram as coisas. A veracidade dos fatos, pois, dependerá da linguagem usada para enunciá-los.&lt;br /&gt;Outra visão têm os hebreus sobre a verdade. Para eles ela se traduz na palavra &lt;i&gt;emunah&lt;/i&gt;, que significa &lt;i&gt;confiança&lt;/i&gt;. &lt;i&gt;Emunah&lt;/i&gt; se aplica às pessoas e a Deus. De sorte que serão verdadeiros, Deus ou um amigo, se cumprirem o que prometeram. Serão verdadeiros, pois, se cumprirem com a palavra dada ou com o que foi pactuado, ou seja, se não traírem a confiança neles depositada. &lt;i&gt;Emunah&lt;/i&gt;, cuja origem é a mesma da palavra &lt;i&gt;amém&lt;/i&gt;, se dirige ao futuro, pois é a confiança que se alia à esperança do que virá ou será.&lt;br /&gt;Mas a Verdade está além do que esperamos ou confiamos; está além do que nos parece ser o real, o veraz. Porque a verdade independe da nossa razão, da nossa compreensão, do nosso beneplácito. A verdade independe do nosso consentimento, da nossa aprovação: ela é.&lt;br /&gt;O momento da descoberta da verdade pelo ser humano pode dar a qualquer momento - ontem, hoje ou daqui há milênios: não importa. Pois a verdade, para existir, independe do conhecimento que fazemos dela. Num exemplo: independente do que o ser humano pense ou ache a respeito do Universo, o planeta Terra tem o seu próprio formato há bilhões de anos, e o Sol, igualmente, segue o seu próprio curso há muito mais tempo ainda.&lt;br /&gt;A verdade não se adequa ao nosso gosto, nem se amolda à nossa personalidade; nem tampouco fica à espera do nosso conhecimento sobre ela para evoluir, para seguir o seu curso. Nós é que temos de persegui-la se quisermos viver em harmonia com o Universo.&lt;br /&gt;Há leis que regem a vida no planeta Terra - saibamos quais são elas ou não, aceitemo-nas ou não. Conhecendo-as e vivenciando esse conhecimento viveremos melhor, muito melhor.&lt;br /&gt;Se, ao revés, decidirmos que o mais importante é escolhermos qual o melhor enunciado para essas leis, qual o que mais se adapta e favorece os nossos interesses - seremos esmagados pela verdade - como centenas de civilizações já o foram nos milhões de anos de existência do homem no planeta.&lt;br /&gt;Ninguém jamais teve ou terá o controle da verdade. Quem assim pensou enganou-se a si mesmo. Quem, em suas meditações graves, em suas profundas cogitações pensou ter o controle da verdade, o controle da enunciação dos fatos, de como serão eles conhecidos, engana as populações a médio e longo prazos, mas causa um maior prejuízo a si mesmo, porque em verdade esteve a se enganar a curto, médio e longo prazos.&lt;br /&gt;Ninguém pode deter a força da verdade, ninguém pode escravizá-la ou aprisioná-la, pois enquanto temos certeza de que ela está encoberta, e de que ninguém a descobrirá; enquanto a refutamos ou obrigamos quem já a conhece a desmentir a realidade da sua existência (como fez a Igreja Católica Apostólica Romana com Galileu), a verdade permanece. E quando se torna evidente a todos, evidencia também a falsidade de quem tentou encobri-la , de quem não quis aceitá-la.&lt;br /&gt;Desgraçadamente, o homem, ao vislumbrar os preâmbulos da ciência, já se considera um deus, e crê que só ele é capaz de pensar - em todo o Universo. Iludido por essa crença, embasada em sua ainda inesgotável ignorância, o homem acaba por se conceber como mais importante do que todo o Universo. Claro que quando paramos de olhar para os nossos próprios umbigos, erguemos as nossas cabeças e presenciamos a grandeza de céu, começamos a ter desvanecida essa nossa ilusão, e a perceber que um grão de areia aqui na Terra pode ser muito mais importante do que toda a humanidade para o Universo.&lt;br /&gt;Qual o valor de sermos seres pensantes se usamos toda a nossa capacidade cognitiva e intelectiva muito mais para a destruição do que para construir o nosso bem-estar, a nossa felicidade?&lt;br /&gt;A verdade é o que dá sentido à existência humana, só que, efetivamente, ainda não nos demos conta disso. Parece mesmo que nem ao menos conseguimos vislumbrar a importância da verdade, não só para nossa existência, como para atingirmos a tão almejada felicidade.&lt;br /&gt;Querer dominar a verdade, querer enquadrá-la, controlá-la, desvirtuá-la de alguma forma, moldá-la aos padrões de uma determinada sociedade ou de uma determinada classe é desiderato dos loucos. Sim, claro que há quem afirme que podemos substituir uma verdade por outra, que os poderes humanos estabelecidos podem destruí-la. Mais isso não foi possível nem para a mais poderosa organização humana de todos os tempos: a Terra continuou girando em torno do Sol e tendo o seu formato próprio. Conseqüentemente, o que pode ser modificado ou destruído é sempre a nossa ignorância - jamais a verdade.&lt;br /&gt;Porque assim é a Verdade: incontestável, inigualável, irrefutável, independente e eterna - apesar da vontade de qualquer ser humano - ocupe ele a posição mais proeminente na sociedade - mesmo assim, sobre ele reinará sobranceira a verdade, tendo o controle total de tudo e de todos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12415886-111440721546849505?l=filosofiaemdireito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/feeds/111440721546849505/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12415886&amp;postID=111440721546849505' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default/111440721546849505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default/111440721546849505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/2005/04/verdade-aletheia-veritas-ou-emunah.html' title='Verdade: aletheia, veritas ou emunah?'/><author><name>Lucília Lopes Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12415886.post-111440703362334214</id><published>2005-04-25T02:29:00.000-07:00</published><updated>2005-05-03T21:45:34.570-07:00</updated><title type='text'>Refletindo sobre a principiologia do novo direito contratual</title><content type='html'>(Mensagem originalmente publicada na Internet às 19:53, do dia 04/01/2005)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O Direito, como o próprio ser humano, deve conseguir conciliar em si, tendências aparentemente opostas. Sim, é verdade que, aparentemente, a vontade individual pode vir a se contrapor à solidariedade social. Mas, se no século XIX e metade do século XX, o maior valor era o individualismo e a sua liberdade, a partir da segunda metade do século passado essa mentalidade começa a mudar por força das próprias conseqüências desse modo de ver e ser na sociedade.&lt;br /&gt; Sim, se é verdade que o homem na era feudal se viu totalmente desprovido de liberdade; e que, posteriormente, a burguesia buscou alcançá-la através de leis que lhe permitissem contratar da forma como melhor lhe conviesse, fazendo com que as riquezas circulassem; também é verdade que o homem vem descobrindo que ele ainda não sabe exatamente o que é liberdade, e que, não raro, a tem confundido com irresponsabilidade, ganância, egoísmo.&lt;br /&gt; O ser humano vem descobrindo que ser mais inteligente, mais esperto, mais rápido na iniciativa, não significa ignorar noções básicas de altruísmo, não significa ser insensível aos problemas que afligem o seu semelhante - exatamente por ser este semelhante a ele próprio: a lei que hoje o possibilita levar vantagem sobre o outro poderá ser utilizada por alguém que se revele mais “esperto” do que ele, fazendo-o, sentir em seu próprio bolso como pode ser rápido e cruel o fenômeno da perda de seu patrimônio.&lt;br /&gt; Inúmeras vezes o homem tem se escondido atrás de seu patrimônio, achando que o dinheiro é tudo, e em nome dele tudo se justifica - inclusive o sacrifício de sua própria consciência, de sua própria alma. Acredita que por ter acumulado riquezas, isso o transformou num deus, e que pode escravizar, humilhar e enganar a quem quer que seja, ou pelo menos a grande maioria dos indivíduos.&lt;br /&gt; Há muitos que só se sentem lucrando quando estão infligindo uma grave perda a outrem.&lt;br /&gt; Ocorre que assim como, hoje, o “esperto” pode estar alegremente se aproveitando de brechas na lei, despojando outrem de tudo, até do que lhe for essencial para a sobrevivência; amanhã todo esse mecanismo pode vir a ser usado contra ele por alguém tão ou mais inescrupuloso que ele.&lt;br /&gt; É assim que, a partir dos anos 20, o Estado se vê obrigado a intervir nas relações interprivadas, para tentar impedir que - em plena metróle - impere a lei da selva, impere a lei do mais forte.&lt;br /&gt; Destarte, por não ter sabido utilizar a liberdade conquistada, o indivíduo a foi perdendo, e hoje se vê novamente ameaçado por um movimento intervencionista do Estado.&lt;br /&gt; Principalmente hoje, quando no mundo tem imperado a lei da força - das armas de destruição em massa, de um mais profundo conhecimento sobre as leis do mercado financeiro etc. - e não a força da lei; onde o mais armado ou o que dispõe de informações privilegiadas sobre o movimento do mercado financeiro impõe a sua vontade sobre a vontade da maioria, é que todos que se reconhecem como tão-somente seres humanos, devem lutar para que essa vontade individual (que pode ser de alguém que pensa ser deus) possa coexistir em equilíbrio com princípios como os da solidariedade e da justiça social. Pois na verdade não há porque o interesse individual ir de encontro ao da coletividade sendo que tanto um quanto outro originam-se da vontade de seres humanos e que, aceitem ou não, são seres semelhantes, passíveis dos mesmos sofrimentos e dificuldades - e igualados pela única certeza que ainda temos: a morte.&lt;br /&gt; Sabemos que certas coisas ainda parecem utopia, e que muitos ainda se crêem superiores - seja no que concerne à raça, à sexo, à religião, à status social, ao nível intelectual etc. Mas o mundo vem mudando com uma celeridade espantosa, de modo que já não é o mesmo de um ano atrás. Muitas das coisas em que acreditávamos há uma década atrás, não têm mais a menor credibilidade; e assim como assitimos horrizados o prevalecer da força bruta no início do tão esperado terceiro milênio, temos certeza de que assitiremos a uma extraordinária guinada - desta vez para melhor - que levará o homem a saber dar valor a sua liberdade individual, a saber usá-la em seu benefício, sem jamais prejudicar seja a um indivíduo, seja a um grupo, qualquer que sejam eles.&lt;br /&gt; Um dia, e não tardará, a vontade da maioria honesta e trabalhadora, que clama por paz e justiça - prevalecerá. Sim, e a força jurígena existirá apenas para produzir ou criar um direito que seja justo; a vertiginosa velocidade das informações, a quantidade avassaladora de conhecimento disponível através da tecnologia, as experiências pessoais e coletivas farão com que as leis sejam aperfeiçoadas a ponto de impedir que a minoria egoísta e inescrupulosa transforme o mundo num inferno, num lugar onde impere a total desconfiança, num lugar inabitável.&lt;br /&gt; Os valores éticos e morais hão de prevalecer, propiciando uma harmônica convergência entre os princípios clássicos - como o da autonomia individual da vontade, do pacta sunt servanda,, lex inter partes - e os novos princípios - o princípio da boa-fé, o princípio da eticidade - porque se o Estado não intervier a favor do hipossuficiente, este terá seus direitos pulverizados pela ganância e egoísmo, pela total falta de ética e boa-fé por parte daquele que é mais forte econômica, social e intelectualmente.&lt;br /&gt; Em verdade, a liberdade é um bem que não pode ser outorgado: a liberdade só pode ser usufruída por aqueles que a conquistam, através de um comportamento conseqüente, responsável, altruísta, solidário. O mundo, a humanidade não podem ficar sob a ameaça de ser destruído ou ser exterminada porque temos de dar liberdade a quem não está preparado para exercê-la, por quem ainda não aceita que o seu direito termina onde começa o direito do outro.&lt;br /&gt; Bom seria que todos pudessem ter liberdade, mas se esta for dada a todos, indiscriminadamente, ela não chegará a ser nem ao menos vislumbrada pelos mais fracos. Assim sendo, é bom que o Estado intervenha em favor dos economicamente mais fracos, para que efetivamente chegue a eles os benefícios assegurados na CRFB/88. Porque todos nós, seres humanos que somos, devemos ter em mente que todas as riquezas do mundo só são assim consideradas porque somos nós mesmos que lhes atribuímos esses valores: desabitado fique o planeta, e o petróleo, e o ouro, e os diamantes, ou qualquer outro bem hoje supervalorizado nada mais serão além do que sempre foram desde tempos imemoriais. Na verdade nenhum bem é maior do que a vida - não só a nossa, mas de todos que formam o ecossistema planetário, sem o qual a nossa vida ou seria de baixa qualidade ou impossível. A verdadeira riqueza não é a propriedade, ou o dinheiro, ou o petróleo, ou o ouro etc.: a verdadeira riqueza é a vida.&lt;br /&gt; E sendo o direito uma ciência do espírito, urge que desse espírito se deixe dominar para que aperfeiçoe as leis; aos operadores do direito urge que repensem a doutrina e a jurisprudência para que, efetivamente, os benefícios dessa redirecionalização do direito no sentido de repessoalizá-lo chegue a todos que clamam por paz e justiça!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12415886-111440703362334214?l=filosofiaemdireito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/feeds/111440703362334214/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12415886&amp;postID=111440703362334214' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default/111440703362334214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default/111440703362334214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/2005/04/refletindo-sobre-principiologia-do.html' title='Refletindo sobre a principiologia do novo direito contratual'/><author><name>Lucília Lopes Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12415886.post-111440695667374309</id><published>2005-04-25T02:28:00.000-07:00</published><updated>2005-04-24T22:29:16.683-07:00</updated><title type='text'>A não-violência!</title><content type='html'>(Mensagem originalmente publicada na Internet às 03:25, do dia 01/01/2005)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A não-violência! Gandhi a defendia... Que bom se os governos - principalmente os das nações que têm o efetivo poder de decisão - fossem formados por pessoas que pusessem essa filosofia em prática no dia-a-dia. Não-violência, não-agressão... É um chamamento ao respeito, à gentileza, à tolerância, à compreensão - numa palavra, ao AMOR entre os homens.&lt;br /&gt; Desgraçadamente, os homens que &lt;b&gt;não&lt;/b&gt; ouviram Krishna, &lt;b&gt;não&lt;/b&gt; ouviram Buda, &lt;b&gt;não&lt;/b&gt; ouviram Sócrates, &lt;b&gt;não&lt;/b&gt; ouviram Confúcio, &lt;b&gt;não&lt;/b&gt; ouviram Jesus, &lt;b&gt;não&lt;/b&gt; ouviram também Gandhi, assim como, posteriormente, também &lt;b&gt;não&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; ouviram Yogananda, só para citar um exemplo.&lt;br /&gt; Mas há outra forma de cada um de nós viver bem individualmente se todos não decidirmos respeitarmos uns aos outros? Não há como querer que SÓ nós não sejamos enganados, que SÓ nós não sejamos roubados, que Só nós não sejamos torturados, que SÓ nós não sejamos estuprados, que SÓ nós não sejamos assassinados etc. Ou somos TODOS respeitados ou NINGUÉM o será realmente. Embora alguns seres mais ignorantes se imaginem superiores a todos os seus semelhantes, ninguém o é: somos todos iguais. O outro é meu semelhante, quer eu queira ou não. E ser semelhante significa SER DA MESMA NATUREZA. Deste modo, o que me afeta, afeta ao outro. Um projetil de arma de fogo pode causar tanto a morte do outro como a minha própria. Ou seja, tudo que pode causar dano ao outro pode causar a mim também.&lt;br /&gt; Em verdade, quando faço o mal ao meu semelhante estou abrindo precedentes para que me façam o mal também. Por que só eu posso causar dano a quem quer que seja? Por que outrem também não o pode causar a mim? Será que realmente posso pensar que sou imortal, protegido(a) por uma redoma, inacessível à maldade alheia? Será que posso pensar que estou acima do bem e do mal? Por exemplo, por que só eu posso invadir o país alheio? Por que só eu posso bombardear o palácio presidencial, tentando matar o presidente legitimamente escolhido por seu povo? Por que só eu posso arrastar esse presidente à miséria, caçá-lo e prendê-lo como a um ser de alta periculosidade? Amanhã não poderá aparecer outra&lt;br /&gt; autoridade muito mais bem armada do que eu? Pode. E aqueles atos que eu cometi não abriram precendentes para que o mesmo me seja feito? Sim, abriram, porque se eu não tenho respeito para com outro presidente, se eu não tenho respeito às leis internacionais que protegeriam a minha vítima - porque haverão de ter para comigo respeito, por que haverão de respeitar as leis que me resguardariam de humilhações e arbitrariedades? Se eu, chefe de Estado, me permito assassinar alguém que tenha o mesmo &lt;i&gt;status&lt;/i&gt; político, claro, abro precedentes para que o mesmo me seja feito.&lt;br /&gt; Obviamente, o fato de ser chefe de Estado e/ou de Governo não concede permissão - a ninguém - para exterminar quem quer que seja sem o devido processo legal - justo e imparcial. Mas estou enfocando exemplos ocorridos entre chefes de Estado e/ou de Governo porque são eles que deveriam nos dar o - &lt;b&gt;bom&lt;/b&gt; - exemplo (porque o &lt;b&gt;mau&lt;/b&gt; exemplo qualquer inominável é capaz de fazê-lo). Se quem está como líder máximo, como o mais poderoso político, cuja política interfere e influencia todo o planeta, ao invés de ser o guardião da lei, prefere instaurar a lei da força, da brutalidade, da ilegalidade, da injustiça, da violência, da arbitrariedade, como os seus comandados deverão agir? Realmente podemos esperar que ajam com benevolência, com tolerância, pacificamente? Se o chefe maior inaugura um estado de guerras, de mentiras, de injustiças, de atrocidades, de desrespeito às leis obviamente só poderemos ter isso reproduzido em todas as sociedades e em todos os níveis sociais. Até porque, nessa ambiência virulenta da inferioridade, os defensores da paz, da não-violência se tornam &lt;i&gt;personas non gratas&lt;/i&gt;, pessoas fora da “lei” vigente, que é a lei da prepotência, a lei da arrogância, a lei da violência - vigindo dentro do reino da total ilegalidade.&lt;br /&gt; A propósito: em que circunstâncias mesmo morreram Sócrates, Jesus, Gandhi, Martin Luther King, Lennon? Ah, sim - foram assassinados... É, qualquer um que ganhe expressão como pacifista, qualquer um que propugne pela paz universal e o desarmamento das nações quase que invariavelmente é, no mínimo, desprezado, esquecido por todos; ou é perseguido, preso, humilhado e morto - como Jesus o foi. Isso mostra como os homens que se rotulam como admiradores e - seguidores (&lt;i&gt;sic&lt;/i&gt;!) - de Sócrates, de Jesus, de Gandhi etc., são hipócritas! Não se tem aspiração, anseio pela paz: mentimos quando o afirmamos; pois, do contrário, todos os que aqui vieram para nos conclamar para a paz não teriam sido desprezados e/ou assassinados. A humanidade já deu mostras à saciedade de como odeia a VERDADE, o AMOR, a PAZ, a JUSTIÇA. Precisamente por isso Jesus afirmou que o seu reino não era deste mundo, pois se o fosse, os seus ministros por ele se empenhariam,&lt;br /&gt; impedindo a sua entrega aos seus mais cruéis inimigos. Ou seja, se o governo implantado no planeta fosse o de Jesus, isto é, baseado no Amor, na Sabedoria, na Verdade, aqueles que se dizem seus representantes o defenderiam. Mas como todos fizeram um pacto com a Mentira, que com o Ódio e a Ignorância se associam muito bem, Jesus não foi defendido, e os seus ensinamentos são constantemente desvirtuados por aqueles que se auto-proclamam os “continuadores” de sua obra (a propósito, citarei aqui o versículo 15, do capítulo 28, do livro do Profeta Isaías: “Porquanto dizeis: fizemos aliança com a morte, e com o além fizemos acordo; quando passar o dilúvio do açoite, não chegará a nós porque por nosso refúgio temos a mentira, e debaixo da falsidade nos temos escondido”).&lt;br /&gt; Somos animais gregários, precisamos do outro para sobreviver, evoluir. Como seria a vida de um único homem comum solitário em todo o planeta? Jesus, com sua sabedoria, poderia facilmente viver só - muitas vezes ele procurou a solidão. Mas, mesmo ele, cuja sabedoria o permitiria prescindir da presença de qualquer pessoa ao seu lado (pois exatamente ele é quem poderia oferecer excelente companhia e eficaz ajuda a quem quer que fosse), mesmo ele gostava da companhia de outros seres humanos quando estes, claro, não estivessem imbuídos de um espírito malígno, ou do famoso “espírito de porco”.&lt;br /&gt; A mensagem que Jesus, que Buda, que Sócrates, que Confúcio nos trouxeram visa única e exclusivamente permitir que todos vivamos em harmonia com a natureza e com a sociedade.&lt;br /&gt; Repudiamos a exortação para que desenvolvessemos o nosso caráter e a nossa humanidade, e o que temos como conseqüência da nossa teimosia? Insegurança, instabilidade social, violência, desconfiança de todos para com todos, mortes prematuras, desnecessárias; injustiças, desordem, miséria material e espiritual. Quando os discípulos de Confúcio lhe perguntaram o que era o &lt;b&gt;ren&lt;/b&gt; ( que pode ser traduzido como “benevolência” ou “humanismo”) que permeia todo o seu pensamento, o filósofo teria respondido: “&lt;i&gt;A principal virtude está em amar os homens&lt;/i&gt;”.&lt;br /&gt; Também quando explicitou qual era o seu mandamento, Jesus disse: “O meu mandamento é este, que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei”. Mas para amar assim como Jesus, de forma absoluta, quer seja considerando o homem na sua individualidade ou coletivamente, é preciso um alto grau de sabedoria. Sim, é preciso sabedoria para amar. Porém, não a “sabedoria” dos homens, mas a &lt;b&gt;sabedoria&lt;/b&gt; de Deus. Porque a ignorância faz com que vários véus sejam lançados sobre os nossos olhos, de modo que apenas vislumbramos o amor, apenas o conhecemos de forma imperfeita, limitada. A ignorância faz, por exemplo, que só se queira ter sexo com quem dizemos amar. As formas físicas: é tudo quanto vemos do outro. Por elas fantasiamos o prazer que o outro(a) poderá nos dar e... “vamos à caça”. Estamos, em verdade, só em busca do NOSSO prazer e não do outro(a). O outro, em verdade, não nos importa: ele apenas será um instrumento para que atinjamos o NOSSO prazer. E assim nos limitamos a algo que &lt;b&gt;só nós&lt;/b&gt; sentimos, sem ter a menor idéia do que se passa no universo do outro. E achamos muito natural ignorarmos o universo alheio, até porque o nosso próprio universo já é bastante desafiador e assustador - ficamos sempre só no seu umbral, no seu limiar - temendo ultrapassá-lo e nos perdermos para sempre num turbilhão de questionamentos, de sensações... NÃO! grita um gigantesco medo dentro de nós, e, assim, voltamos assustados e continuamos - na soleira da porta - que pensamos ser terreno seguro - e nunca a ultrapassamos. Quanto ao outro? Muitas vezes não queremos saber-lhe nem o nome... O que importa é o que podemos TER com o outro, o que ele pode nos DAR em termos de prazer, sensações, alegrias, euforia etc., etc., etc. O egoísmo nos faz nem nos importamos no que podemos estar oferecendo ao outro (que, muitas vezes, nem nós gostaríamos de receber). E não nos importamos até porque sempre nos julgamos extraordinariamente &lt;i&gt;sen-sa-cio-nais&lt;/i&gt;! E isso nos leva, conseqüentemente, a pensar que - óbvio! - qualquer um torna-se um privilegiado por estar em nossa companhia. É como se nós mesmos pudéssemos sentir e avaliar o prazer que proporcionamos ao outro. Mas, se não sabemos o que acontece dentro de nós mesmos, como podemos achar que sabemos o que o nosso(a) parceiro(a) está sentindo?&lt;br /&gt; Assim, apreciamos o outro tão-somente pelo seu exterior, avaliamos o quanto ele nos pode &lt;i&gt;render&lt;/i&gt; em termos de prazer e isso é tudo o quanto basta! É tudo o quanto basta? Não, é claro que não. Rapidamente tudo isso nos causará profundo tédio, e aquela pessoa, com quem desfilavámos “causando inveja” a todos, torna-se apenas algo a ser descartado o mais depressa possível. Livres daquela “mesmice ambulante”, retornaremos “à caça”... (a propósito: quem são os bons caçadores? Os “predadores”, aqueles que destroem o outro com violência...).&lt;br /&gt; E assim continuamos sempre na solidão.&lt;br /&gt; E esse ciclo se repete sucessivamente. Dizemos que estamos à procura do amor... Mas se realmente quiséssemos encontrá-lo esperaríamos para conhecê-lo. No entanto, agimos como se tocássemos a campanhia e fossemos embora sem esperar para sermos atendidos. É como se avaliássemos o perfume pelo seu invólucro, pela sua embalagem, mas o trocássemos por outro antes de sentir-lhe a fragrância. No caso do ser humano, nós não nos permitimos sentir-lhe a essência, escapa-nos o que de mais rico, o que de mais precioso o outro teria a nos oferecer. O que o outro teria a nos surpreender constantemente não estamos preparados para desfrutar. É como querer abrir um arquivo para o qual não temos um programa instalado. Só que ao invés do que se faz na informática - instalar o programa necessário para ver o arquivo - nós simplesmente descartamos as pessoas sem querer “instalar” em nosso coração o programa do amor. Esse comportamento egocêntrico nos faz caminhar em círculos, nos faz comportar como um PC contaminado por um determinado tipo de vírus que faz o sistema ser reinicializado seqüencialmente sem nunca conseguirmos finalizar uma única tarefa.&lt;br /&gt; E, assim, jamais encontramos o amor.&lt;br /&gt; Deste modo, estamos sempre a nos bloquear, a nos limitar, a nos enganar.&lt;br /&gt; E assim &lt;i&gt;caminha&lt;/i&gt; a humanidade! Sim, mas para onde - se o faz em círculos? Ou, quando resolve caminhar, o faz como agora, em rumo a um profundo abismo? A humanidade tem se mostrado tão destrutiva, tão predadora, tão impiedosa, tão insensível que alguns governos e muitas organizações, governamentais e não-governamentais estão correndo, não para ajudar realmente as vítimas das &lt;i&gt;tsunamis&lt;/i&gt;, mas para tentar tirar-se do vermelho, para tentar, com o dinheiro arrecadado para a reconstruções dos países arrasados pelas ondas gigantes, remediar de seus monumentais prejuízos. Nos bastidores há uma luta encarniçada para a concentração do recebimento das doações - principalmente as em dinheiro. A maior parte desse dinheiro jamais chegará às mãos dos necessitados, pois servirá para subsidiar as guerras que estão em curso. Sim, os hipócritas, dizendo estar enviando recursos para - salvar vidas, reconstruir países - em verdade estarão fazendo polpudas doações para - eliminar milhares de vidas e destruir nações. Quase todo o dinheiro gerado no mundo inteiro está sendo incinerado nas guerras. Como ao destruir se não produz riquezas, o que se está semeando é a miséria. Esta continuará sendo empurrada para o resto do mundo enquanto não ficar patente a total fragilidade econômica do hoje ainda tido como super-poderoso, com suas gigantescas dívidas internas e externas. Mas, breve, todos serão confrontados com essa implacável realidade.&lt;br /&gt; A mentira para se impor exige que o seu criador constantemente a confirme e fortaleça. Para tanto, é necessário inventar novas mentiras. E isso porque a própria mentira não gosta de ser confundida: enquanto o seu criador quer que todos a vejam como verdade, a própria mentira nãovê a hora de revelar-se como tal. Ela vai, então, crescendo como uma bola de neve, até chegar a um ponto em que foge totalmente do controle de seu inventor, esmagando-o fazendo conhecer a sua verdadeira identidade. É quando, ao lado da mentira, surge, inexorável, a verdade. E aí mesmo que ainda se queira persistir na sustentação da mentira, a verdade sempre pairará, sobranceira, acima de quaisquer argumentos, seja de quem for, pois o maior e melhor argumentador não a conseguirá - jamais - superar. Nem mesmo a força de uma repetição constante, maciça, nem mesmo a força das armas pode fazer com que uma mentira - como as famosas armas de destruição em massa de Saddam Hussein - se transforme em verdade. Como já afirmara Gandhi, “o erro não se torna verdade por se difundir e multiplicar facilmente. Do mesmo modo a verdade não se torna erro pelo fato de ninguém a ver”.&lt;br /&gt; E o que surpreende de modo negativo é termos, em pleno século XXI, um louco na direção da chamada “locomotiva” do planeta - reeleito, e visto por seus eleitores como um guardião dos princípios cristãos (&lt;i&gt;sic&lt;/i&gt;!) - alguém totalmente desprovido de sabedoria, mas douto em intrigas, ódio, inveja e vingança; alguém que desconhece totalmente o valor das leis - seja as divinas, as naturais e as humanas - e o porque - todos - as devemos respeitar.&lt;br /&gt; E ainda causa espécie que alguém, que se declare cristão, combata o terror de guerrilha com o terror de Estado (e sabendo-se que o Estado do qual estamos falando é o mais letalmente bem armado que existe em todo o planeta!), instaure um reino de guerras, ordene que se cometam tantas atrocidades em nome da... liberdade (&lt;i&gt;sic&lt;/i&gt;)! Mas como se pode levar a liberdade a uma nação - que já era livre, independente, com um governo democraticamente constituído - através da invasão? Como, alguém que se diz cristão, pode se dedicar a combater o terror com um terror muito mais funesto, muito mais catastrófico, muito mais mortífero? Destarte, jamais alguém que se diz cristão poderia fazer uso da lei da força, da lei da violência - pois até um não cristão como Gandhi mostrou que entendeu perfeitamente a mensagem de Jesus quando disse: “&lt;i&gt;Após meio século de experiência, sei que a humanidade não pode ser libertada senão pela não-violência. Se bem entendi, é esta a &lt;b&gt;lição central do cristianismo&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; ”.&lt;br /&gt; Ou seja, não se combate o mal com um mal maior, pois, do contrário, aqueles que se dizem do bem estão se nivelando àqueles a quem dizem se opor - ao usar-lhes as mesmas armas. Como asseverou-nos ainda Gandhi, “&lt;i&gt;A regra de ouro consiste em sermos amigos do mundo e em considerarmos como uma toda a família humana. Quem faz distinção entre os fiéis da própria religião e os de outra, deseduca os membros da sua religião e abre caminho para o abandono, a irreligião.&lt;/i&gt;”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12415886-111440695667374309?l=filosofiaemdireito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/feeds/111440695667374309/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12415886&amp;postID=111440695667374309' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default/111440695667374309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default/111440695667374309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/2005/04/no-violncia.html' title='A não-violência!'/><author><name>Lucília Lopes Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12415886.post-111440689132127733</id><published>2005-04-25T02:27:00.000-07:00</published><updated>2005-04-24T22:28:11.326-07:00</updated><title type='text'>"Viva como se fosse morrer amanhã e aprenda como se fosse viver para sempre"</title><content type='html'>(Mensagem originalmente publicada na Internet às 03:21, do dia 28/12/2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "&lt;i&gt;Viva como se fosse morrer amanhã e aprenda como se fosse viver para sempre&lt;/i&gt;"&lt;br /&gt; (Frase do líder pacifista indiano Mohandas Karamchand Gandhi, cujo título, Mahatma, significa “grande alma”.)&lt;br /&gt; Pensamento corretíssimo, que encerra muitos outros.&lt;br /&gt; Viver como se fosse morrer amanhã: ou seja, viver com intensidade, com gosto pela vida, com amor pela vida, tendo em mente que ela é como um sopro que pode se extinguir, se dissipar no momento seguinte - só não&lt;br /&gt; sabemos &lt;i&gt;quando&lt;/i&gt; será esse momento, que pode ser repentino, que nem ao menos vislumbrávamos.&lt;br /&gt; É viver com responsabilidade, sabendo que certas coisas só você, como ser único que é, pode fazer: outros o farão de maneira pior, outros poderão fazer até melhor - mas nunca como VOCÊ o faria. Dependendo do ser especial que um ser humano possa ser - só essa determinada pessoa poderia (poderá) cumprir certas tarefas, certas missões. Quem, por exemplo, poderia executar, melhor do que Jesus, a missão que ele exerceu ? Em que estágio estaria a humanidade se ele não a tivesse desempenhado como um apaixonado pela vida, com todo ardor, vivacidade, desvelo - com todo amor? Ninguém o poderia substituir em sua gloriosa missão. Assim como ninguém poderia substituir Krishna, Buda, Daniel, Ezequiel, Isaías, João Evangelista. Cada um é único, mas urgia que cada&lt;br /&gt; ser humano se conscientizasse da importância da sua própria tarefa, pois cada um tem a oferecer pelo menos um pequenino fragmento que comporá o grande quebra-cabeça que é entender a vida e saber vivê-la.&lt;br /&gt; Cada um de nós tem uma centelha do conhecimento de Deus, por isso temos com cada ser humano sempre algo a aprender: precisamos apenas sermos humildes, impedindo que a arrogância nos faça perder a chance de aprendizado. O verdadeiro sábio é sempre aquele que está atento - de modo incessante e constante - para aprender tudo que a vida nos oferece para ser compreendido, assimilado, connhecido, descoberto, percebido, entendido. Não perder jamais a chance de aprender: essa é a senha, é o segredo para a verdadeira sabedoria.&lt;br /&gt; Viver como se fosse morrer amanhã é o mesmo que viver com intensidade, mas não é o mesmo que viver fazendo sexo indiscriminadamente, bebendo todas, fumando tudo, experimentando todo tipo de droga, pois isso é viver sempre exaurindo suas forças, sempre de forma inconsciente, fora de si, fora da realidade, descompromissado com a vida - a sua própria e&lt;br /&gt; com a de todos os demais seres.&lt;br /&gt; Viver como se fosse morrer amanhã é viver com urgência, com RESPONSABILIDADE - para consigo mesmo e para com tudo no planeta.&lt;br /&gt; O bom seria viver irresponsavelmente? Não, porque assim como tudo&lt;br /&gt; depende de nós, nós dependemos de tudo. Se outros não tivessem feito a sua parte a nossa vida seria pior, assim como se muitos tivessem se desincumbido daquilo que lhe competia satisfatoria e&lt;br /&gt; responsavelmente hoje poderíamos estar vivendo muito melhor, com mínimos problemas.&lt;br /&gt; Viver como se fosse morrer amanhã é viver dando valor a cada minuto, a cada segundo porque a nossa vida é a jóia preciosa que Deus nos ofertou. Vivemos numa busca desenfreada, alucinada por riqueza, por dinheiro, por status, por prazeres e, enquanto isso, desperdiçamos o bem maior, o prazer maior que é a nossa própria vida. Quando nos vemos frente a frente com a iminência de sua perda nos damos conta de quanta coisa que antes nos parecia imprescindível é, em verdade, totalmente desnecessário, descartável, sem qualquer importância.&lt;br /&gt; APRENDA COMO SE FOSSE VIVER PARA SEMPRE: não se descuide em aprender, não perca cada uma das oportunidades que diariamente nos são oferecidas para aprender. Deus, na sua perfeição infinita, nos abre chance para adquirir sabedoria a cada minuto, a cada milésimo de segundo. Sim, um “cochilo” e você perdeu a chance de aprender, a chance de adquirir a chave para solucionar um problema há muito insolúvel. Uma questão incompreensível pode ser, enfim, elucidada com o esclarecimento que uma pessoa de aparência despretenciosa, modesta nos dê. Sim, temos de ter em mente que a sabedoria pode chegar através de uma pessoa de aparência humilde, uma pessoa em que nada nela nos agrade. Afinal, Jesus, hoje tão reverenciado, era assim visto por muitos de seus contemporâneos...&lt;br /&gt; Sua aparência não era realmente desprezível, mas como em sua expressão, em seus gestos - tudo manifestava a verdade, o amor - os verdadeiramente desprezíveis tinham dele aversão, repulsa. Os espíritos pretenciosos, arrogantes, malígnos odeiam e rejeitam todo aquele que lhes for contrário.&lt;br /&gt; APRENDA COMO SE FOSSE VIVER PARA SEMPRE é também ter consciência do que aprendemos hoje nos poderá ser imprescindível amanhã. Aquele ensinamento que pensamos ser de pouca ou nenhuma importância, poderá se revelar fundamental para que consigamos escapar de um perigo, para que consigamos sobreviver sob condições adversas, para salvar uma vida - muitas vezes, a nossa mesmo.&lt;br /&gt; APRENDA COMO SE FOSSE VIVER PARA SEMPRE é também ter consciência que, independente da religião que professemos - ou não, somos mesmo imortais, pois todos temos todas as características Daquele que nos criou - inclusive a imortalidade. Assim, a qualquer tempo de nossa existência, o que foi ou deveria ter sido aprendido nos será solicitado: quando menos esperarmos aquilo que lemos em algum lugar, ou que ouvimos de uma pessoa qualquer, ou que vimos alguém executando nos poderá ser exigido. Podemos estar agora em nossos momentos finais (uma &lt;i&gt;tsunami&lt;/i&gt; pode estar aos nossos pés antes que possamos piscar novamente os olhos), mas também podemos viver por mais 50, 70, 90 anos - nunca se sabe...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12415886-111440689132127733?l=filosofiaemdireito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/feeds/111440689132127733/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12415886&amp;postID=111440689132127733' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default/111440689132127733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default/111440689132127733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/2005/04/viva-como-se-fosse-morrer-amanh-e.html' title='&quot;Viva como se fosse morrer amanhã e aprenda como se fosse viver para sempre&quot;'/><author><name>Lucília Lopes Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12415886.post-111440681644044296</id><published>2005-04-25T02:26:00.000-07:00</published><updated>2005-04-24T22:26:56.450-07:00</updated><title type='text'>A pessoa e sua humana dignidade</title><content type='html'>(Mensagem originalmente publicada na Internet às 18:30, do dia 04/12/2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A palavra &lt;i&gt;pessoa&lt;/i&gt; provém do latim - &lt;i&gt;persona&lt;/i&gt; - formada pelo prefixo de superlatividade “&lt;i&gt;per&lt;/i&gt;”, ao qual se apensou “&lt;i&gt;sonare&lt;/i&gt;”.&lt;br /&gt; &lt;i&gt;Per&lt;/i&gt; + &lt;i&gt;sonare&lt;/i&gt; significava para ressoar, fazer eco.&lt;br /&gt; Designava uma espécie de máscara que os antigos atores teatrais em Roma utilizavam durante a representação. Na máscara lâminas de metal geravam um efeito acústico que permitia a voz do ator ressoar cristalinamente nos amplos anfiteatros.&lt;br /&gt; É claro que as vozes dos deuses, assim como as dos homens comuns teriam de soar distintas para que pudessem ser reconhecidas. Conseqüentemente, havia a necessidade de uma máscara para cada papel.&lt;br /&gt; Com o passar do tempo, o vocábulo “&lt;i&gt;persona&lt;/i&gt;” passou a designar o próprio papel representado pelo ator.&lt;br /&gt; Como o ser humano, como um ator, desempenha vários papéis durante a sua vida, “&lt;i&gt;pessoa&lt;/i&gt;” passou a designar o feixe de papéis desempenhados por um indivíduo. Este conjunto de papéis compõem uma unidade, e cada um dos papéis interagem e afetam uns aos outros: um mesmo indivíduo desempenha os papéis sociais de pai, filho, pagador de impostos, membro de uma categoria profissional, membro de um clube recreativo etc. E cada um desses papéis é determinado por uma série de qualidades institucionalizadas.&lt;br /&gt; No direito os papéis institucionalizados adquirem contornos certos e seguros. Quando o indivíduo é capaz de exercer vários desses papéis, o direito capta-o como um conjunto de papéis institucionalizados que se interagem. Surge daí a pessoa física. O Novo Código Civil brasileiro dedica todo um capítulo aos assim chamados direitos da personalidade. Sendo que a essa categoria de direitos o legislador se reporta pela primeira vez, isso seria conseqüência de uma mudança paradigmática do direito civil - que estaria reconhecendo a proteção da pessoa como valor máximo.&lt;br /&gt; &lt;i&gt;Dignidade da pessoa humana&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt; Mas essa pessoa assume a posição central no ordenamento jurídico apenas de forma retórica, pois a tutela que se lhe dá visa protegê-la apenas pelo que ela tem e não pelo que ela é. &lt;i&gt;Ter&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;ser&lt;/i&gt; são verbos que, na perspectiva civilista tradicional &lt;i&gt;não&lt;/i&gt; se confundem, pois para que o ser humano tenha relevância ao sistema, para que por este seja considerado sujeito de direito - urge que &lt;i&gt;tenha&lt;/i&gt; patrimônio.&lt;br /&gt; Éra para, em pleno século XXI, estar-se convicto de que o ser humano, este ser de carne e osso, que pensa, que sofre, que sente, que se emociona, que trabalha, que respira tem valor por ele mesmo. Em verdade, só o fato de hoje estar-se ainda tentando repersonalizar o direito mostra como este petrificou-se, atrelado a heranças que, há muito, já deviam ter sido descartadas, ter sido deixadas para trás. O fato de ainda não se ter a &lt;i&gt;vida&lt;/i&gt; - em especial a humana - como o bem mais precioso sobre a face da&lt;br /&gt; terra; o fato de ainda se escravizar ou exterminar centenas de milhares de seres humanos para se apropriar de “riquezas” como terra, ouro, pedras preciosas - que aí estão há bilhões de anos e por outros bilhões de anos aí permanecerão; o fato de ainda não se perceber que aquelas vidas em relação a estas “riquezas” eram extremamente efêmeras, e que jamais serão repostas; o fato de se eliminar vidas preciosas para se assegurar a continuidade do uso de agentes poluidores, que destroem a vida; o fato de não entendermos que não somos nunca donos de nada - nem do nosso corpo, pois a morte nos aparta de tudo que pensávamos possuir&lt;br /&gt; e deter a propriedade; tudo isso nos mostra o quão distante estamos da sabedoria, o quão distante estamos de reconhecer o sagrado valor da nossa própria vida - pois quando negamos esse valor à vida de nosso semelhante, negamos a nós mesmos, porque outrem, mais forte, surgirá, com o mesmo argumento, para escravizar-nos ou exterminar-nos.&lt;br /&gt; Mas será que jamais a raça humana sairá desse estágio do &lt;i&gt;ter&lt;/i&gt;? Será que o homem estará sempre a eleger como seu “deus” um bezerro de ouro - isto a &lt;i&gt;propriedade&lt;/i&gt;, o &lt;i&gt;ter&lt;/i&gt;? O fato de não se ter feito um deus de argila, ou de pedra é emblemático, pois denuncia a nossa eterna atração pelos falsos valores - pelo que é &lt;i&gt;imaterial&lt;/i&gt; e não pelo &lt;i&gt;espírito&lt;/i&gt;; pelo que é &lt;i&gt;morto&lt;/i&gt; e não pelo que &lt;i&gt;tem vida&lt;/i&gt;. Já admoestava Sócrates: “&lt;i&gt;Não tenho outra ocupação senão a de vos persuadir a todos, tanto velhos como novos, de que cuideis menos dos vossos corpos e dos vossos bens do que da perfeição das vossas almas, e de vos dizer que a virtude não provém da riqueza, mas sim que é a virtude que traz a riqueza ou qualquer outra coisa útil aos homens, quer na vida pública, quer na vida privada&lt;/i&gt;”.&lt;br /&gt; Infelizmente valorizamos o que nós mesmos convencionamos ter um&lt;br /&gt; altíssimo valor, mas que ou estará sempre aí, ou prejudica o meio&lt;br /&gt; ambiente ou, na verdade, só possui um valor virtual, enganoso, ilegítimo, suposto, ilusório.&lt;br /&gt; O que é valioso? Algo que é caro, custoso, dispendioso? E quanto custa uma vida humana? É comum a resposta ser que ela não tem preço. Só que para o pensamento que efetivamente reina há milhares de anos entre os homens, ela nada vale precisamente porque não tem preço. Ou seja, para o pensamento patrimonialista, se não é possível com a vida nada entesourar, se não é possível tão-somente com ela demonstrar poder, então a ela de nada serve, ela de nada vale.&lt;br /&gt; Porém, existiria algo mais insano do que, diante da iminência de uma fortíssima explosão, um homem querer proteger uma valise com milhões de dólares com seu próprio corpo? Mas é desta forma que o homem tem procedido: dando extrema importância ao que nenhum valor tem diante de uma única vida humana.&lt;br /&gt; Dinheiro, ações,? Quando as bolsas caem vertiginosamente constata-se que aquilo era só papel. Metais ditos preciosos têm valor? Só enquanto o próprio homem não for obrigado a desvalorizá-los em virtude de contigências econômicas.&lt;br /&gt; Com os bens materiais é muito mais fácil e possível comprar o &lt;b&gt;mal&lt;/b&gt; do que o bem. O bem, não raro, nos vem de forma gratuita, enquanto o mal é sempre dispendioso. Numa guerra (ou melhor, numa invasão) como a que assistimos no Iraque, compra-se mortes e destruições com bilhões de dólares mensais; enquanto o bem é ofertado - desinteressadamente.&lt;br /&gt; Quanto custavam os ensinamentos de Sócrates? E os ensinamentos e os milagres de Jesus? Quantas barras de ouro foram necessárias para pagá-los. Quantos bilhões, trilhões foram dispendidos, na moeda da época, para comprá-los?&lt;br /&gt; Nos diz Tercio Sampaio Ferraz Jr, em seu livro &lt;i&gt;Introdução ao Estudo do Direito: técnica, decisão, dominação&lt;/i&gt;: “&lt;i&gt;Quando estamos doentes e precisamos ser operados, procuramos um médico e não um enfermeiro (o que é claro, não garante uma &lt;i&gt;boa&lt;/i&gt; operação, ao menos confere ao conteúdo da expectativa certa establidade: problema da medicina socializada e despersonalizada)”&lt;/i&gt;. A expectativa que temos é que com dinheiro podemos pagar o melhor atendimento e a cura. Mas comigo mesma já aconteceu de pagar R$ 120,00, por consulta, para o que médico, que não demonstrou nenhum empenho em me curar, me receitasse um remédio que continha, entre outras, duas substâncias: uma que causava forte depressão e outra que levava ao suicídio. E, no entanto, para me livrar dos terríveis sintomas que esse remédio me causou, outro médico, com dedicação e paciência, só me cobrou R$ 100,00...&lt;br /&gt; Com os bens materiais você &lt;b&gt;não&lt;/b&gt; compra a sua saúde, você &lt;b&gt;não&lt;/b&gt; compra a sua segurança, você &lt;b&gt;não&lt;/b&gt; compra a sua paz interior, você &lt;b&gt;não&lt;/b&gt; compra para si mesmo o saber.&lt;br /&gt; A dificuldade axiológica quanto à vida humana reside no não desenvolvimento do amor no coração do homem. E não há amor no coração do homem porque este é ignorante. Amor e ignorância são adversos: não se coadunam, não se juntam, não se reúnem, não se incorporam. Onde há a ignorância inexiste amor. Pode haver concupiscência, sexo, libidinagem, pornografia - jamais amor.&lt;br /&gt; Amar é sabedoria. E o &lt;i&gt;Sábio&lt;/i&gt; dos sábios é o próprio Amor.&lt;br /&gt; E para que haja amor é primordial que haja respeito. Quem ama respeita o ser amado. Conseqüentemente, é por estar desprovido de amor que o homem - este ser ignorante - não dá a si mesmo valor, nem valoriza a vida de ninguém; não respeita a quem quer que seja pois a si mesmo não se respeita.&lt;br /&gt; Sem nenhum amor e com inesgotável ignorância o homem só valoriza em sua vida as “suas” posses. É o &lt;i&gt;ter&lt;/i&gt; prevalecendo integralmente sobre o &lt;i&gt;ser&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt; A sua própria vida nada valerá se ele se vir desprovido de tudo que ele (imagina) ter. Por conseguinte, não será à vida de quem quer que seja que ele dará importância. Pois se o que importa é o &lt;i&gt;ter&lt;/i&gt; e não o &lt;i&gt;ser&lt;/i&gt;, e a vida não tem preço, ela, conseqüentemente, não é importante.&lt;br /&gt; Mesmo quando o ser é vendido o que é axiologicamente mensurado é a sua capacidade de trabalho, ou a sua capacidade de proporcionar prazer pois estas podem reverter em riquezas, em bens. A vida humana, em si, não é digna de nenhum apreço, nenhuma consideração, nenhuma estima.&lt;br /&gt; Mas é a vida o grande milagre, o grande tesouro. É claro que afirmo isso pensando na vida de uma alma preciosa que tive o privilégio de pelo menos vislumbrar. Obviamente, quem vive com sabedoria multiplica o milagre, esplendora o tesouro. Mas de qualquer modo a dignidade da pessoa humana devia ser efetivamente respeitada pelo simples fato de que vive - pois é na vida que reside o grande prodígio, a rara riqueza. É novidade afirmar que cada vida humana é insubstituível, que cada ser humano é único? Não. Mas será que entendemos o que é ser insubstituível, o que é ser único? Significa que eliminando-a não a podemos substituir por outra; significa que outra vida não pode ser reposta no lugar daquela, como num supermercado; que outra vida não preenche o vazio deixado por aquela, significa que nunca jamais a teremos de volta. Mas é claro que o ser ignorante, embrutecido em seus sentidos, não vislumbra diferenças, nuances, singelezas, gradações. Envolto nos véus da ignorância o homem não vislumbra o colorido da vida: só enxerga em preto e branco.&lt;br /&gt; &lt;i&gt;Dignidade da pessoa humana&lt;/i&gt;. O que significa esta expressão? O vocábulo &lt;i&gt;pessoa&lt;/i&gt; já não recebe uma distinção redundante quando a ele apensamos o &lt;i&gt;humana&lt;/i&gt;? Dignidade: se &lt;i&gt;tem&lt;/i&gt; ou se &lt;i&gt;é&lt;/i&gt; digno? &lt;i&gt;Ser&lt;/i&gt; digno é diferente de &lt;i&gt;ter&lt;/i&gt; dignidade? &lt;i&gt;Ter&lt;/i&gt; dignidade é mais importante do que &lt;i&gt;ser&lt;/i&gt; digno?&lt;br /&gt; &lt;i&gt;Ter&lt;/i&gt; dignidade parece uma idéia carregada do velho patrimonialismo, em que você pode comprar quanta dignidade os seus bens materiais permitirem. &lt;i&gt;Ser&lt;/i&gt; digno já transmite a idéia de que ou você se esmerou para alcançá-la, ou de que ela lhe é inata.&lt;br /&gt; É esta dignidade - a inata - que o Direito deve começar a respeitar, proteger e assegurar a todos os seres humanos. Todos os seres humanos são dignos, independente de sexo, raça, língua, religião, opinião política e condições pessoais e sociais. Independente de ser ou não “rei da criação”, de ser ou não o único ser racional, de ser ou não o único ser autoconsciente, o ser humano é digno tão-somente porque está dotado desse bem fascinante e admirável que é a - &lt;b&gt;vida&lt;/b&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12415886-111440681644044296?l=filosofiaemdireito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/feeds/111440681644044296/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12415886&amp;postID=111440681644044296' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default/111440681644044296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default/111440681644044296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/2005/04/pessoa-e-sua-humana-dignidade.html' title='A pessoa e sua humana dignidade'/><author><name>Lucília Lopes Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12415886.post-111440675764487180</id><published>2005-04-25T02:25:00.000-07:00</published><updated>2008-06-21T13:13:14.323-07:00</updated><title type='text'>Sócrates, o sábio que só sabia que nada sabia</title><content type='html'>(Mensagem originalmente publicada na Internet às 16:41, do dia 27/11/2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “&lt;i&gt;Conhece-te a ti mesmo&lt;/i&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ninguém como Sócrates insistiu tanto na necessidade de auto-conhecimento. Advertia ele que era preciso elevar-se dos sentidos à unidade conceitual, racional. Sócrates ensinou a procurar o princípio da verdade. Distinguir aquilo que é impressão dos sentidos, o que está impregnado com o nosso arbítrio, com a nossa instabilidade de humores, tudo, enfim, que nos é subjetivamente próprio - do que é produto da razão, onde encontraremos conhecimentos universais, iguais para toda a humanidade. Saber e colocar em prática esse saber foram para Sócrates uma só e mesma coisa - como ciência e virtude - pois esta nada mais é do que a aplicação daquela.&lt;br /&gt; À virtude (&lt;i&gt;aretê&lt;/i&gt;) Sócrates identificou o conhecimento. Mas esse conhecimento não é a opinião (&lt;i&gt;doxa&lt;/i&gt;), e sim a ciência (&lt;i&gt;episteme&lt;/i&gt;). E a verdadeira ciência não será aquela que tem por objetivo a obtenção de prestígio social ou de riquezas materiais, mas a que leva ao conhecimento de si mesmo, de sua própria subjetividade.&lt;br /&gt; Sócrates advertia que não seria buscando o acúmulo de bens e as honrarias sociais que o homem alcançaria a virtude, mas, ao revés, era ao alcançar a virtude que o homem obteria riquezas - inclusive a material.&lt;br /&gt; É com Sócrates que a Ética, propriamente dita, começa. E ele a operou em seu dia-a-dia: ensinou a respeitar as leis, as escritas e as que, mesmo não escritas, são válidas em todos os lugares pois impostas pelos deuses aos homens. Defendeu que o bom cidadão deve obedecer mesmo as leis más para que com a sua desobediência os maus não se sentissem liberados a violar as boas leis.&lt;br /&gt; Contrariamente, o contemporâneo ensinamento sofístico se limitava a uma mera técnica argumentativa, que facilitava a ascensão na vida política de quem já dispunha de poder econômico - pois só estes podiam pagar as suas caras lições. A conseqüência desta era que as decisões políticas na Assembléia ateniense eram tomadas não com base num saber, ou na consideração dos sábios - mas no poder de persuasão dos hábeis em retórica, que raramente seriam os mais sábios ou os mais virtuosos. Os sofistas, portanto, não ensinavam o caminho para o conhecimento - que leva à verdade única; o seu ensinamento estava voltado para a obtenção de um consenso, que resultaria da persuasão.&lt;br /&gt; Sócrates, de forma gratuita, levou a filosofia para a praça pública - a &lt;i&gt;ágora&lt;/i&gt;. Aí, onde os atenienses se reuniam, comerciavam, realizam assembléias populares, cerimônias religiosas - e também se administrava a justiça - Sócrates dialogava, transformando a &lt;i&gt;ágora&lt;/i&gt; num grande anfiteatro para a busca interior.&lt;br /&gt; Escolhia para seus interlocutores aqueles que ainda possuissem condições psicológicas favoráveis para serem submetidos à &lt;i&gt;ironia&lt;/i&gt; e à &lt;i&gt;maiêutica&lt;/i&gt;. A &lt;i&gt;ironia&lt;/i&gt; era o momento dentro do diálogo em que interlocutor era levado a opinar e provar que realmente dominava o ramo de conhecimento ou de atividade do qual era tido como autoridade. Geralmente Sócrates decepcionava-se, pois, levados a emitir opiniões acerca de sua própria especialidade e, posteriormente, interrogados sobre o significado das palavras por ele empregadas o que ficava patente era tão-somente a ignorância da própria ignorância. Muitas idéias vigentes há séculos e consagradas pela tradição, que orientavam a conduta dos indivíduos e serviam de alicerces às instituições políticas - também revelaram-se formadas por superstições, intolerâncias, opiniões desprovidas de ponderação, que desconsideravam os fatos que as contestavam.&lt;br /&gt; Reconhecido que se ignorava o que, antes, se supunha saber; demolidas as falsas idéias que alicerçavam a falsa imagem que as pessoas tinham de si mesmas, o diálogo socrático assumia caráter de reconstrução com a fase subseqüente chamada &lt;i&gt;maiêutica&lt;/i&gt;, ou &lt;i&gt;parturição das idéias&lt;/i&gt;, onde o interlocutor-discípulo era levado, através da propositura hábil de questões, a progressivamente tentar conceber - dar, ele mesmo, à luz - suas próprias idéias: assim, indo ao seu próprio encontro, o homem faria de si mesmo o seu próprio ponto de partida. Abandonava-se, assim, a repetição inconsciente de fórmulas consagradas, chavões tradicionais e se era convidado a pensar - tanto no sentido de refletir, raciocinar; quanto no sentido de - curar - a alma. Sócrates, ao exercer a sua atividade pedagógica de forma gratuita e ao não levar em conta fatores sociais ou econômicos, deixando-se guiar tão-só pelo seu daimon no processo de escolha de seus interlocutores, democratizara a sua pedagogia. Ao submeter um escravo à maiêutica de uma intrincada questão matemática, Sócrates demonstrou, publicamente, que o homem, mesmo sob o jugo de condições sociais e políticas que lhe são impostas pela classe que se autoprivilegia - se submetido a um processo educativo adequado - era capaz de compreender e deslindar questões científicas complexas. Sócrates prova assim, que um escravo é, pelo menos na alma, igual a qualquer cidadão - e que todos os indivíduos, de direito, intrinsecamente se assemelham.&lt;br /&gt; Numa democracia como a ateniense, onde ser cidadão era ser um homem pleno e livre, era possuir direitos e garantias sobre sua própria individualidade e seus bens; mas que só concedia esse privilégio da cidadania a quem apresentasse certos atributos e características, como ser homem, filho de - pai e mãe - atenienses, e, principalmente - não ser - mulher, não ser criança, não ser louco, não ser estrangeiro, não ser escravo - enfim, não não ser nada de diferente, nada de estranho. Numa sociedade em que, segundo o censo de Demétrio de Falera: 20.000 eram cidadãos, 10.000 eram metecos (estrangeiros e seus descendentes) e 400.000 eram escravos, Sócrates passou a representar uma denúncia de suas limitações e injustiças e um perigo para os interesses daquela minoria que detinha o poder e excluía a maioria da população dos privilégios.&lt;br /&gt; É por passar a ser visto como um ameaça que Sócrates, em 399 a.C., sofre, por parte de alguns cidadãos atenienses, grave acusação: não reconhecer os deuses do Estado, introduzir novas divindades e corromper a juventude.&lt;br /&gt; A acusação de ter introduzido novos deuses só foi possível porque Sócrates se dissera inspirado por uma divindade - que outra não era senão sua própria consciência. Quanto à acusação de corromper a juventude, Sócrates demonstra na sua defesa que o seu acusador nunca esteve com essa questão preocupado e nem mesmo sabia identificar o que seria bom ou mau para a juventude.&lt;br /&gt; Durante o julgamento Sócrates demonstra publicamente a inconsistência de tais acusações que, inegavelmente, tinham razões políticas,pois o que as determinaram foram as críticas ao que ele creu ser um desvirtuamento da democracia; as discussões e questionamentos feitos durante os diálogos socráticos sobre virtudes, valores morais, senso comum, crenças e opiniões, nos quais, tanto indivíduo quanto instituições políticas se aferravam.&lt;br /&gt; Afora isso, ao desmascarar falsas sapiências e esboroar supostos talentos e prestígios indevidos Sócrates despertou ressentimentos e desencadeou a ira daqueles que queriam manter o status quo, pensando que assim manteriam sua própria estabilidade. Embora a filosofia tenha surgido na Grécia precisamente por ter o pensamento mítico perdido o seu poder explicativo, por terem os mitos gregos se mostrado relativos quando defrontados com os de diferentes povos, a ruptura com o modo mítico de pensar não se fez de modo abrupto nem definitivo. Sabemos que, em pleno século XXI, superstições, crenças, fantasias sobrevivem no imaginário dos povos.&lt;br /&gt; A ignorância prejudica julgamentos e distorce a visão dos fatos. O homem ignorante interpreta as admoestações do sábio como arrogâncias e vê em seu opressor um libertador. Elege este como seu líder - enquanto daquele pede a morte.&lt;br /&gt; Podemos identificar na vida dos mais sábios e destemidos pensadores - como Sócrates e Jesus - que, não raro, a ignorância espera que eles, que se propuseram a nos ajudar a nos libertar desses falsos valores, devam se declarar culpados e pedir desculpas por isso! Sócrates, ao fazer sua defesa, frustra essa expectativa: ironiza seus acusadores, manifesta-se com altaneira independência de espírito, sem bajular ou tentar captar a misericórdia dos que os julgavam - o que é interpretado como... arrogância. Mas sua linguagem é, em verdade, serena; se, objetivamente, não se defende é porque não reconheceu em si e em seus atos nenhuma culpa.&lt;br /&gt; Recusa-se a fazer-se absolver através de rogos e súplicas: o que parece-lhe justo é tentar esclarecer e convencer o juiz. Precisamente por fazer sua autodefesa de forma destemida, mantendo sua independência de espírito Sócrates é condenado. Convidado a fixar sua pena, ele o faz, mas de modo a impedir que os que o acusam falsamente tentem passar para a história como magnânimos ao consentir na continuação de sua existência. Nem exílio, nem multa ou qualquer outra pena moderada: propõe ser sustentado no Pritaneu, o que equivaleria não só ao reconhecimento de sua inocência, como o de ser benéfica e regeneradora a sua atividade pedagógica. Encurralando os juízes entre sentenciá-lo à morte ou recompensá-lo como herói ou benemérito da cidade, Sócrates oferece uma derradeira lição: a de que o caminho para a verdade e a justiça exige humildade e coragem: humildade para reconhecer os erros e coragem para corrigí-los. Mas alguns tipos de ignorância raramente se apartam da prepotência, da arrogância e da covardia. Deste modo, tornou-se impossível para aqueles juízes admitir ser inocente quem realmente o era.&lt;br /&gt; Sócrates decepciona os que têm esperança de que ele, que apontava os erros, as injustiças havidas na sociedade, se humilhe e volte atrás. O filósofo prefere a morte a declarar-se culpado e assim trair a sua própria consciência. Ele que já dera provas do seu destemor em tempos de guerra, tomando parte na guerra do Peloponeso e se destacando pela bravura e por demonstrações de resistência física; salvando a vida de Alcibíades, que mais tarde se tornaria político e militar famoso; salvando a vida de Xenofonte durante a campanha militar em Délio, quando os atenienses foram derrotados pelos tebanos. Ele que sempre mostrara respeito pela lei, lutou para que esta prevalecesse na questão dos Arginusas, quando uma multidão irada exige que os generais sejam sumariamente condenados por não terem promovido, durante uma tempestade, o resgate dos corpos dos que morreram em combate, conforme estabelecia a lei. Sorteado para dirigir a Assembléia que julgaria os generais, ignora as ameaças e faz prevalecer a lei, impondo que haja tantos julgamentos quantos fossem os acusados. Quando o governo dos Trinta Tiranos interrompe a democracia, entre os anos 404-403 a.C., Sócrates nega-se a com eles conluiar-se na sórdida trama para seqüestrar os bens de Leon de Salamina. Destarte, independente da forma de governo, independente do caráter, da índole da autoridade constituída, Sócrates permaneceu fiel aos ditames de sua própria consciência.&lt;br /&gt; Na véspera da sua morte, os discípulos ainda lhe suplicam que aceite a fuga que os amigos haviam lhe preparado. Sócrates, ao se recusar, explica que a única coisa que realmente importa é - viver honestamente - sem cometer injustiça - nem mesmo como retribuição. Fugir, na prática, equivaleria a renegar a todas as idéias que havia vivido e defendido.&lt;br /&gt; A condenação de Sócrates foi, em verdade, uma forma de defesa da democracia ateniense: para se defender dos erros nela existentes - e que ele apontara - ela o condena.&lt;br /&gt; Mas como erros não se podem consertar com outros, a morte de Sócrates não dá conserto nem atenua as limitações da democracia ateniense.&lt;br /&gt; E é interessante observarmos que é exatamente quando busca manter os seus privilégios, quando busca manter o status quo que o faz sentir seguro que o homem ignorante dá início ao processo de destruição de todo esse sistema.&lt;br /&gt; Em verdade, o homem - o pobre homem que desfruta de privilégios nas sociedades de todos os tempos e que ignora a sua própria ignorância e desconhece a si mesmo, acha muito trabalhoso e até mesmo perigoso pensar. Ter a posse de símbolos de poder está arraigado em seu espírito. Ser pouco ou nada importa - o imprescindível é ter. O importante para ele é a continuidade da situação que lhe permita manter aquilo que ele pensa ser a sua estabilidade. Assim, este homem prefere sair a conquistar terras alheias, longínquas, consideradas inóspitas, áridas, cruéis; que lhe ofereçam perigos inesperados, impensáveis; do que desbravar e conquistar sua própria mente. Prefere sair a dizimar populações inteiras, destruir inúmeras cidades, aumentar o seu patrimônio se apropriando, de forma fraudulenta ou violenta, de riquezas alheias; do que dizimar sua própria ignorância, destruir seus conceitos mal formulados e obscuros e tentar ser, ele mesmo, a sua própria riqueza.&lt;br /&gt; O homem ignorante confunde um grande poder de destruição com Onipotência. Mas a Onipotência de Deus não está em sua capacidade de destruição - mas, sim, na de construção e reconstrução. Porque é muito mais difícil construir do que destruir. Destruições que não visam dar lugar a um novo e mais seguro edifício, por exemplo; que geram tão-somente terras arrasadas podem ser levadas a efeito por qualquer ser inferior: na verdade, este, que está abaixo de todos em qualidade, em mérito, em valor - é o mais indicado para efetuar tais destruições.&lt;br /&gt; A única destruição que não está ao alcance de qualquer um é a da própria ignorância. Construir, ao revés, exige saber organizar, dispor, arquitetar; dominar várias áreas do conhecimento; desenvolver, entre várias outras qualidades, a paciência, pois construir requer tempo. Construir, pois, exige sabedoria. Porque, já todos sabemos, conquistar pessoas, subjugar nações é fácil: difícil é manter a conquista; difícil é conter os insurgentes; muito mais difícil é conquistar-se a si mesmo.&lt;br /&gt; Inúmeros conquistadores creram ter sido senhores de verdadeiro poder, dominando povos e nações. Mas, em verdade, apenas vislumbraram ilusões, quimeras. Porque o único domínio real que nos é facultado é o de nossa consciência. Muitos se crêem poderosos por estar em suas mãos a decisão sobre a continuação de existência ou a morte de inúmeros de seus semelhantes. Mas matar é possível a qualquer ser - principalmente aos inferiores. Dar a vida, fazer com que esta retorne a um corpo já dela apartado, inerte é que seria prova de um verdadeiro poder. “Superpoderosos” têm sido capazes de produzir milhões de cadáveres - mas jamais ressuscitaram um morto sequer.&lt;br /&gt; A ignorância é criadora da morte, enquanto a Sabedoria cria, mantêm e restaura a vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12415886-111440675764487180?l=filosofiaemdireito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/feeds/111440675764487180/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12415886&amp;postID=111440675764487180' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default/111440675764487180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default/111440675764487180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/2005/04/scrates-o-sbio-que-s-sabia-que-nada.html' title='Sócrates, o sábio que só sabia que nada sabia'/><author><name>Lucília Lopes Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12415886.post-111440668390256135</id><published>2005-04-25T02:24:00.000-07:00</published><updated>2005-04-24T22:34:58.760-07:00</updated><title type='text'>Qual o papel do advogado na sociedade brasileira</title><content type='html'>Mensagem originalmente publicada na Internet às 19:48, do dia 24/03/2004)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia do direito germinou na consciência do homem porque este vive em sociedade. Mas em sociedade também vivem várias outras espécies animais. Por que, então, a sociedade humana teve necessidade de fazer surgir o direito? Certamente por haver na humana fatores inexistentes nos outros tipos de sociedade animal.&lt;br /&gt;Segundo Hermes Lima, "&lt;i&gt;se não houvesse produção de bens, a sociedade humana seria semelhante à dos animais&lt;/i&gt;". Mas, obviamente, não só o fato de produzirmos bens nos diferencia das outras espécies animais. Certas espécies da fauna produzem habitações, como, por exemplo, o joão-de-barro, que muito se assemelham a certas construções humanas. Só que, uma vez cumprida a destinação do "imóvel", não há mais disputas sobre ele. Nenhuma outra espécie animal transformou em fonte de disputas intermináveis, cruentas e perigosamente desestabilizadoras de toda a sociedade - a terra, o ouro, o petróleo. Nenhum outro animal cria formas (inumeráveis, intermináveis, inimagináveis) de fraudar o seu semelhante. Também nenhuma outra espécie animal mata com tamanha avidez: o homem, não raro, mata sem necessidade, sem motivo. A espécie humana se esmerou em construir artefatos para matar com maior eficácia, para eliminar um número cada vez maior de vítimas. Felizmente, por um lado, e, infelizmente, por outro, só o homem criou e lançou uma bomba como a atômica, aniquilando, em poucos segundos, centenas de milhares de seres de sua mesma espécie; só o homem se orgulha de ter construído - e utilizado - a "mãe de todas as bombas"...&lt;br /&gt;Essa nossa excessiva beligerância, esse nosso apego extremado aos bens materiais, esse nosso egoísmo por acumulá-los fez surgir em nossa sociedade problemas que, em outras, ou inexistem, ou existem em escala muitíssimo reduzida. Sabemos, por exemplo, que existem disputas por poder, por demarcação de território, por parceiras para acasalamento, por comida etc., nas várias sociedades animais - mas não com a gravidade, com a escalada verificada entre os humanos. Somos seres, eminentemente, sociais, mas a nossa convivência tem sido bastante marcada por graves conflitos, que clamam por solução.&lt;br /&gt;Naturalmente, o estudo das personalidades que marcaram a história humana, nos dá exemplos, à saciedade, que se há homens vis, também há os de nobres sentimentos; se há os eternos trogloditas, há os que, na vanguarda, trazem, em todos os séculos, verdadeiro progresso para toda a humanidade. Assim, exatamente por ser o homem capaz de ações extremas - seja de impiedade, seja de misericórdia; por ser capaz de desenvolver idéias complexas, tanto para o bem quanto para o mal; exatamente por existir personalidades que se antagonizam - e principalmente, por haver entre os indivíduos interesses que se adversariam, o homem, esse ser pensante, desde tempos remotos vem desenvolvendo várias formas de, senão extinguir os conflitos, pelo menos diminuir a sua ocorrência ou dar-lhes uma solução que pacifique as relações sociais. As tentativas são muitas, seja através das normas de religião, da moral - seja através do direito.&lt;br /&gt;O homem é fruto do meio em que vive. Na verdade, sem viver em sociedade o homem não evoluiria, pois é no convívio com seus semelhantes que molda o seu caráter, que experimenta as mais variadas e contraditórias emoções, que se surpreende com reações insuspeitadas, como heroísmo - ou covardia -, que desenvolve as boas e más qualidades: a da paciência, por exemplo, complexa por excelência, só pode ser desenvolvida e testada no convívio com outros homens - pois é muito fácil ser paciente, sozinho, no cume de um longíquo monte; difícil, para muitos - dificílimo -, é ser paciente num trânsito caótico, por exemplo; por outro lado, a desonestidade não se revelaria se o homem vivesse solitariamente.&lt;br /&gt;O pensamento é, pois, resultado das relações sociais: quanto mais estas se intensificam, mais aquele evolui e aprofunda-se. E foi graças à sua inter-relação com os outros indivíduos, que o homem criou a palavra, e toda uma linguagem (que engloba a articulada, a escrita e a gestual) para externar o seu pensamento. Vivesse ele isolado, nem o seu pensamento evoluiria, nem a palavra teria razão de ser criada.&lt;br /&gt;Ao criar a palavra, o homem pode externar o seu pensamento. E a linguagem foi se tornando mais precisa na medida mesmo em que o homem mais necessitou explicitar as suas idéias.&lt;br /&gt;Com o advento da palavra escrita, tornou-se possível, não apenas a eternização de um pensamento, de idéias, mas a discussão sobre este pensamento, sobre estas idéias. Muitas vezes, um texto escrito tornou o entendimento sobre a realidade mais claro, tornou o debate mais objetivo: foi assim, por exemplo, que, a partir da &lt;i&gt;Ilíada&lt;/i&gt; e da &lt;i&gt;Odisséia&lt;/i&gt; de Homero, e da &lt;i&gt;Teogonia&lt;/i&gt; de Hesíodo, registros poéticos de tradições e lendas, que os gregos antigos puderam-nas melhor compreender e questionar - o que os levou à ruptura com o pensamento mítico.&lt;br /&gt;Por conseqüência, é graças a estar vivendo em sociedade, a estar se inter-relacionando com outros seres, sejam eles humanos ou de outras espécies do reino animal, que a espécie humana tem tido grandes, incontáveis e sempre renovadas chances de evoluir, de progredir.&lt;br /&gt;O direito é ciência complexa pois nele há raízes psíquicas, sociais, econômicas,culturais, religiosas, além da memória de todas as experiências acumuladas durante a história da civilização.&lt;br /&gt;Através da sua própria história, cada grupo social desenvolve valores éticos particulares: o que é justo ou injusto, o que é profano ou sagrado pode diferenciar-se e mesmo antagonizar-se de um povo para outro, de uma nação para outra. Um exemplo disso é o adultério: enquanto em algumas sociedades é tolerado, e até ignorado; em outras é inaceitável e passível de pena de morte.&lt;br /&gt;O objetivo do direito é livrar-nos, tanto quanto possível, da arbitrariedade, da tirania, do caos: é pacificar as relações sociais.&lt;br /&gt;Mas sendo uma criação do homem, traz consigo as características contraditórias deste, pois ora gera tranqüilidade, ora gera angústia; nele podem ser encontrados subsídios para a obediência ou para a revolta. Nas palavras de Técio Sampaio Ferraz Jr., quando iniciamo-nos no estudo do direito,entronizamo-nos "&lt;i&gt;num mundo fantástico de piedade e impiedade, de sublimação e de perversão, pois o direito pode ser sentido como uma prática virtuosa que serve ao bom julgamento, mas também usado como instrumento para propósitos ocultos e inconfessáveis&lt;/i&gt;". Isso é algo que ocorre - não exclusivamente com o direito - porquanto o uso das coisas, das ciências sempre dependerá do caráter de quem deles se vale. Como impedir que criminosos invoquem trechos da Bíblia - como o "&lt;i&gt;sê fiel até à morte,...&lt;/i&gt;" para justificar sua fidelidade à vida de transgressões? No campo das invenções, como impedir, por exemplo, que o avião tivesse uso bélico? O homem se deparou, então, com a necessidade de, não só elaborar normas: por serem estas transmitidas por palavras, urgirá que venham a ser interpretadas. Ou seja, é preciso não só informar sobre qual é a norma, mas também qual é a sua interpretação, para coibir, para reduzir ao máximo as tentativas de sua distorção. Contudo, não será qualquer interpretação considerada válida: válidas serão, aquelas que resultarem de uma argumentação que respeite os padrões dogmáticos. Mas não tão-somente estas: a moderna hermenêutica torna claro e evidente que a interpretação lógico-gramatical dos textos legais vigentes, a análise puramente literal destes não mais se coaduna com os reclamos da vida hodierna, mutável como nunca, onde a cada dia, a cada hora novas situações se delineiam, exigindo por parte do operador do direito - criatividade.&lt;br /&gt;Preferimos usar o termo criatividade, ao revés de imaginação, pois este nos remete ao mundo da fantasia, da lenda, da ilusão, e não estamos querendo reeditar o pensamento mítico.&lt;br /&gt;Já criatividade nos dá a idéia de "dar origem", "formar", "gerar" - um direito repessoalizado que dê a cada ser humano, esteja na situação em que estiver, condições de ter respeitada a sua dignidade como pessoa humana.&lt;br /&gt;Cada ser humano é único, e algumas vezes se vê envolvido em situações únicas que urgem o operador do direito buscar "a finalidade social da norma", buscar uma solução inovadora visando que sejam assegurados, também àquele que vive uma situação singular, direitos e garantias constitucionais.&lt;br /&gt;Para ser criativo, entretanto, o nosso profissional da advocacia tem de se manter atualizado: não só informado - mas, antes, bem informado - ou seja, de posse plena do entendimento exato daquelas informações, para que possa dar-lhes a interpretação devida.&lt;br /&gt;Sobre o assunto, citamos aqui o Professor Pasquale Cipro Neto: "&lt;i&gt;recentemente, grandes figuras de nossos jornais e revistas escreveram sobre relatórios que apontam a grave situação do Brasil no que diz respeito à compreensão de textos. Não sabemos ler. Lemos e não entendemos. Lemos e entendemos o que queremos. Raciocinamos como ostras e montamos relações lógicas absurdas&lt;/i&gt;". Infelizmente, trata-se de uma deficiência que, advém de uma falha educacional iniciada nos níveis básicos do ensino; mas, que verificada entre os profissionais do direito, torna-se agravada por ser a palavra - primordialmente - a mola mestra da profissão. Urge, ainda ao operador do direito buscar aperfeiçoamento profissional em cursos de especialização,palestras, seminários e manter-se receptivo, aberto aos caminhos jurídicos inovadores. A sabedoria só liberta quem a vivencia, quem dela tenha perfeita compreensão, quem dela faça aplicação. Dizia Maquiavel, famoso filósofo italiano, que ao homem público em geral, não bastava ser honesto: tinha que parecer honesto. Ousamos afirmar que, nos tempos atuais, não basta mais parecer sábio, parecer honesto - urge que, efetivamente, o seja. Porque, lembrando as palavras de nosso ilustre concidadão Rui Barbosa, durante séculos, vimos triunfar as nulidades, vimos crescer as injustiças; vimos também agigantar-se o poder nas mãos dos maus, dos corruptos. Mas, hoje, em pleno século XXI, estamos mais do que cansados de desanimar da virtude, de rir da honra - e de ter vergonha de ser honesto. Porque o Mal é o Mal, e, jamais, transformar-se-á em Bem. E o Mal não é nefasto apenas para o Bem: vivendo tão-só da negação, mesmo que, em determinado momento, aparentemente tenha encontrado a vitória, o Mal termina por destruir-se, pois em si mesmo não encontra subsistência. A ignorância, a injustiça, a corrupção, o amor às transgressões, a desonra, a desonestidade nunca mais trarão dignidade a nenhum ser que se intitule humano.&lt;br /&gt;Porquanto dignidade é modo de proceder que infunde respeito, grandeza moral, respeitabilidade, nobreza, honra. E se o princípio maior constitucional é o respeito à dignidade da pessoa humana, para difundí-lo, para fazer com que atinja a todos os cidadãos, o cientista do direito tem de tê-lo promovido, primeiramente, em seu interior - pois os maiores casos profissionais que lhe chegarão às mãos, exigirão dele, primordialmente, aquelas qualidades. Serão casos cuja magnitude não será medida pelo valor pecuniário, mas pelo árduo trabalho intelectual para aplicar a norma teleológica e axiologicamente ao caso concreto. Serão o equilíbrio interior, a agudeza de espírito, o senso de justiça, de honra, o desconforto, a ousadia para inovar, a coragem de desafiar os poderosos de época - a fé em Deus, que se transforma em fé inabalável na vitória - que lhe serão exigidos por meses, às vezes, por anos, para que uma causa, que todos achavam irremediavelmente perdida, seja, enfim, ganha. Desencastelar-se, manter proximidade aos anseios do povo, saber ouví-lo, entender, compreender, apreender as suas necessidades, estar profundamente ligado às realidades concretas tornarão o nosso digno causídico dono da sabedoria real, que palpita nas ruas, nas casas, em toda a cidade, em todo o país. Livrá-lo-á do embotamento da sensibilidade de que nos falou San Tiago Dantas.&lt;br /&gt;Sendo o direito ciência do espírito urge que com espírito seja operado, isto é, com ânimo, com coragem, com bravura, intrepidamente; com ímpeto, com ousadia, com vitalidade, com uma mente lúcida, valorosamente, com uma inteligência resplandescente - numa palavra, com denodo.&lt;br /&gt;Só se alcança a verdadeira sabedoria quando se usa os conhecimentos adquiridos na vida, no meio acadêmico - para o bem - de si mesmo e de seus semelhantes. Usar de seu saber jurídico para tramar atos condenados pelo próprio direito, para ser inconfidente com quem em nós depositou toda a sua confiança e esperança - é a mais crassa demonstração de ignorância. O proceder hipócrita de alguns profissionais, visando enganar os desesperados, os necessitados, os incautos, é a mais vil inconfidência.&lt;br /&gt;Mas, em que pese ser esse tipo de comportamento que ganhe destaque na mídia sensacionalista - pois são ainda as más notícias, os escândalos que "vendem" - muitos profissionais hão que dedicaram sua vida inteira para dar ao direito vida e movimento, tornando-o, senão perfeito, tão humano quanto aqueles a quem se destina.&lt;br /&gt;Que sejam estes operadores do direito - que se distinguiram por suas nobres e louváveis qualidades, contribuindo assim para a honradez da profissão - trazidos à lume; que se lhes dê o devido destaque para que sejam - eles - as verdadeiras celebridades da corporação e da sociedade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12415886-111440668390256135?l=filosofiaemdireito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/feeds/111440668390256135/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12415886&amp;postID=111440668390256135' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default/111440668390256135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default/111440668390256135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/2005/04/qual-o-papel-do-advogado-na-sociedade.html' title='Qual o papel do advogado na sociedade brasileira'/><author><name>Lucília Lopes Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12415886.post-112959566226916333</id><published>2005-04-23T02:23:00.000-07:00</published><updated>2007-05-17T09:42:30.819-07:00</updated><title type='text'>COMPAIXÃO</title><content type='html'>O texto abaixo surgiu primeiro como um comentário a um poema, &lt;i&gt;Sabor do Saber&lt;/i&gt;, publicado no Blig - &lt;b&gt;Portal do Pensamento&lt;/b&gt; - que, fazendo jus ao nome, muito nos faz pensar.&lt;br /&gt;Creio que todos quantos virem a ler o texto abaixo dele terão melhor compreensão se antes conhecerem a mensagem contida em o &lt;i&gt;Sabor do Saber&lt;/i&gt;. Assim sendo, convido aos poucos que ainda não o conhecem, a viajarem até aquele Portal - http://portaldopensamento.blig.ig.com.br/.&lt;br /&gt;A todos desejo uma ótima viagem e um excelente retorno!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * * * * * * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde criança, de vez em quando, eu tenho uma sensação que me faz questionar: por que EU só  estou conhecendo os meus próprios pensamentos? Por que SÓ eu estou conhecendo os meus pensamentos? Por que não há a integração total entre mim e o outro? De repente, é como se eu me desse conta da perda de uma faculdade que me permitisse estar em permanente e total comunhão com todos. É como se eu já houvesse experimentado a sensação de ser &lt;i&gt;um&lt;/i&gt; com todos, sem, entretanto, perder a minha própria individualidade.&lt;br /&gt;É uma sensação que dura alguns segundos, e depois tudo volta ao que chamaremos de “normal”.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Compaixão: pesar que em nós desperta a infelicidade, a dor, o mal de outrem; piedade, pena, dó, condolência&lt;/i&gt;. É esse o significado dado pelo dicionário para compaixão.&lt;br /&gt;Compaixão é também palavra freqüentemente usada por &lt;i&gt;Mr. Bush&lt;/i&gt;, que, infelizmente, só deve gostar muito do som, sem, entretanto, ter a menor noção do seu significado. Muito menos que expressa um sentimento: o de &lt;i&gt;sentir com o outro&lt;/i&gt; o seu sofrimento. Quem ignora o desejo do outro, quem desconsidera o sentimento do outro, quem está enclausurado dentro do seu próprio ser obviamente não pode nem ao menos vislumbrar o que venha a ser &lt;i&gt;compaixão&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;Todos os seres humanos deviam ser capazes desse sentimento - principalmente os que decidem - para que entendessem as conseqüências de suas decisões nos corações alheios. Seria interessante que pudessem sentir a dor da perda de um ente que é querido, amado pelo outro, e não por eles - &lt;i&gt;ainda&lt;/i&gt;. Sim, &lt;i&gt;“ainda ”&lt;/i&gt;, porque  através da compaixão o outro deixa de ser um estranho, um ser apartado de nós, para ser &lt;i&gt;um&lt;/i&gt; conosco. Percebemos que os seus sentimentos têm muito dos nossos próprios sentimentos, que há muita &lt;b&gt;semelhança&lt;/b&gt; entre as suas e as nossas necessidades, e que é precisamente por isso que o &lt;i&gt;outro&lt;/i&gt; é nosso &lt;i&gt;semelhante&lt;/i&gt; - porque é &lt;b&gt;semelhante&lt;/b&gt; a nós.&lt;br /&gt;Conclusão óbvia, não? Nem tanto, pois a maioria das pessoas tem dificuldade de enxergar no outro um ser que a elas mesmo se assemelha. O outro é sempre um ser distante, diferente, inferior, ameaçador. Ao nos deparar com o outro, tornamo-nos refratários a qualquer interrelacionamento verdadeiro entre nossas mentes; fechamo-nos dentro de nós mesmos, não só em preconceituosa defensiva, mas em resposta ao nosso incomensurável &lt;i&gt;medo do desconhecido&lt;/i&gt;. E assim, ao revés de nos permitir conhecer o outro, criamos a respeito do nosso semelhante  um universo de incertezas, de desconfianças. E se temos sobre o outro incertezas, desconfianças a nossa insegurança - o nosso medo desse &lt;i&gt;universo desconhecido&lt;/i&gt; - gerará em nós uma grande inquietação, que pode até ter fundamento, mas que na maioria das vezes tem origem no &lt;i&gt;nosso&lt;/i&gt; imaginário.&lt;br /&gt;Aqui cabe abrir um parentese para ressaltar que embora a civilização atual se autodefina com uma série de adjetivos que a retratam como extremamente racional e civilizada, a verdade é que o homem atual é tão - ou até mais - dominado pelo &lt;i&gt;pensamento mítico&lt;/i&gt; quanto os nossos antepassados. Por traz de toda a alta tecnologia continua a existir uma crença muita arraigada em rituais que remotam àqueles tempos pré-filosóficos. Pratica-se mesmo vários desses rituais através da Internet. Estamos, pois, muito distantes de nos livrar de todas as crendices, as superstições, as fantasias, enfim, de todos aqueles elementos míticos. Ou seja: por trás de toda tecnologia, continuamos com a pajelança...&lt;br /&gt;Mas voltemos ao medo que o universo desconhecido do nosso semelhante desperta em nós: é esse precisamente o caso de Mr. George Walker Bush, que criou a idéia de que Saddam Hussein iria matar o seu pai, destruir os Estados Unidos e o seu povo. Nada disso era verdade: não havia a menor possibilidade de qualquer ataque, de qualquer agressão por parte de Saddam Hussein, de seus familiares ou de seu povo. Mas, ao se aferrar àquela &lt;i&gt;opinião formada antecipadamente, sem maior ponderação ou conhecimento dos fatos&lt;/i&gt; (que é exatamente o significado de “preconceito”), Mr. Bush acabou por considerar Saddam uma ameaça que devia ser combatida, sem dó nem piedade. Decidiu agir &lt;i&gt;com prevenção&lt;/i&gt;. E o que é prevenção? É a &lt;i&gt;opinião ou sentimento de atração ou de repulsa, sem base racional&lt;/i&gt;. Convicto de suas próprias quimeras, o presidente estadunidense reuniu aliados e atravessou metade do planeta para destruir &lt;i&gt;o seu inimigo&lt;/i&gt; - antes que este pudesse agir.&lt;br /&gt;Sim, sim, ele também achou que seria extremamente fácil transformar o Iraque num novo “território americano”. Mas como suas premissas eram falsas, ao invés de um excelente negócio, para ele e seus aliados, ter o domínio do Iraque se transformou num pesadelo que só faz crescer - em progressão geométrica.&lt;br /&gt;Mr. Bush, então, terminou por dar vida à sua própria criação malígna: tornou-se, ele mesmo, aquele agente do Mal, aquele ser perverso - que ele fez todos crerem que Saddam encarnava. Deste modo, foi Mr. Bush, e não Saddam, quem agiu malignamente, pois enquanto a família Bush contínua íntegra, Mr. George Walker desagregou toda a família de Saddam Hussein, assassinou brutalmente seus filhos, desintegrou o Iraque e está dizimando os iraquianos (hoje, o número de civis iraquianos mortos no Iraque como resultado direto das ações militares levadas a cabo pelos Estados Unidos e seus aliados, varia em torno de 26.457 a 29.795, um número bastante alto, levando-se em conta que o Iraque, antes da invasão, contava com cerca de 22 milhões de habitantes. Uma população pequena, pois trata-se de um país pequeno, menor do que o nosso estado de Minas Gerais).&lt;br /&gt;Destarte, Mr. Bush, dizendo encarnar “o cavaleiro da esperança”, “o libertador dos povos oprimidos por ditaduras brutais”, o “entronizador da democracia”, perpetrou sua vingança cruel, odiosa; e, como conseqüência, o mundo - ao contrário do que ele continua a afirmar - não se tornou melhor, nem mais seguro. O Iraque não se tornou livre - pois nenhuma nação é livre sob o domínio de um exército estrangeiro; nem se democratizou: apenas deixou de ser a nação soberana que era. Agora é tão somente um território que está sendo implodido (seja no plano arquitetônico, econômico, social, moral), porque tornou-se  dominado pelos interesses de várias raças, seitas diversas, vários interesses, vários governos estrangeiros, várias facções terroristas.&lt;br /&gt;Percebamos que teorias como a do &lt;i&gt;ataque preventivo&lt;/i&gt; é, em última análise, a recusa de dar ao outro uma chance de apresentar-se a nós - &lt;i&gt;como verdadeiramente é&lt;/i&gt;; é a recusa de querer conhecê-lo, pois agrada-nos mais a idéia que criamos dele - e que é uma mentira. E para o homem ignorante nada mais atraente, prazeroso e sedutor do que a mentira.&lt;br /&gt;No caso do Iraque não foi somente a recusa de dar uma chance à Paz, mas também de dar ao tempo chance de desincumbir-se de revelar a verdade. Sim, foi preciso agir com toda a precipitação, com todo o açodamento, com toda a irreflexão possível para evitar o não cometimento de uma injustiça.&lt;br /&gt;Nossa ignorância nos dirige para a idéia preconceituosa de que somos &lt;i&gt; diferentes, superiores, inigualáveis&lt;/i&gt;; e de que o outro é um ser &lt;i&gt;diferente, inferior, que jamais poderá a nós se comparar, se igualar&lt;/i&gt;. Todo homem sem valor ou mérito gosta de pensar assim, por isso, antes que essa idéia desmorone, antes que se mostre um enorme erro, antes que se revele fruto de intriga e inveja, o homem inferior - &lt;i&gt;atira no espelho, em seu próprio reflexo&lt;/i&gt;. Sim, ao matar o “outro” injustificadamente ( visto que as suas justificativas se baseavam em mentiras), o ser desprezível assassina a si mesmo, porque a falta de amor e de piedade leva o coração do homem a se empedernir. E &lt;i&gt;empedernir&lt;/i&gt; é precisamente: &lt;i&gt;tornar em pedra, petrificar. Tornar desumano, cruel; desumanizar; tornar frio e insensível como pedra&lt;/i&gt;. Petrificado, o homem  involui a  um “ser desumano”, um falso vivo, um morto que se move, porquanto todas as melhores experiências da vida lhe será impossível desfrutar com um coração de pedra. Sim, claro, há muita “diversão” escatológica a ser vivenciada pelo ser inferior, há muito o que “desfrutar” no terreno da corrupção, das obscenidades, das traições. Porém, o “ser desumano” é um ser embrutecido, um ser que perdeu a sensibilidade, a percepção das sutilezas - e, o melhor da vida encontra-se primordialmente nos detalhes.&lt;br /&gt;Ao se empedernir e se tornar um ser frio e insensível, aquele morto que se move, priva-se, voluntariamente, de experimentar o sentimento da compaixão. E a falta de compaixão é o olhar sem ver, pois olhar não é só registrar a imagem do que está fora de nós,  mas é também uma das formas de trazer o externo sentimentalmente para dentro de nós. Não fomos criados para ser como os televisores, as câmeras de vídeo e os computadores, que apenas captam as imagens, mas delas nada apreendem, nada sentem, nada entendem. A captura de uma imagem não tem o condão de causar um repentino avanço na tecnologia de um determinado computador; mas o olhar que se compadece diante de uma cena de sofrimento evolui o homem, torna-o portador de outros dons, de outras qualidades mentais, emocionais e espirituais.&lt;br /&gt;Mas... como &lt;i&gt;ensinar&lt;/i&gt; a compaixão? Ensinar? Talvez fosse melhor perguntar: como se desenvolve a compaixão em nosso ser?&lt;br /&gt;Como todo dom de Deus, a compaixão se encontra disponível para qualquer um de nós. Sim, qualquer um pode fazer um “download gratuito” para adicioná-la ao seu coração.&lt;br /&gt;Porém, pessoas que acreditam ser o “cavaleiro da vingança”, o “martelo de Deus” fazem de tudo para evitar experimentar o sentimento da compaixão. Geralmente, vivem se convencendo de que sentí-la é sinônimo de fraqueza. Em verdade, temem que a extraordinária força da compaixão e do arrependimento lhe desintegre o coração, a mente e a alma. Porque, como todo dom de Deus, a compaixão abre o coração, a mente e a alma para o Universo. Por conseguinte, tornam-se acessível ao homem vários tipos de conhecimento que lhe são necessários para a conquista da sua felicidade.&lt;br /&gt;Infelizmente, um dos maiores medos do homem inferior é exatamente &lt;i&gt;ser feliz&lt;/i&gt;: acostumou-se a chafurdar-se, a atolar-se em seus vícios, a circular sempre na escuridão de labirintos subterrâneos. Ao ver que da porta que foi aberta por algum sentimento superior, por algum dom de Deus emerge uma luz intensa e que só faz crescer, o homem ignorante sente os seus olhos ofuscados, o seu coração descompassado, a sua mente confusa. Habituado a ter sempre o coração enclausurado, a caminhar em círculos, repetindo sempre os mesmos pensamentos e os mesmos erros, o ser inferior, ao sentir que as portas de seu coração e de seu espírito estão sendo abertas para o Infinito, ao vislumbrar a amplidão do Universo, é tomado pelo horror ao desconhecido: fecha a porta e retorna, rastejando, à escuridão de sua inferioridade. Mais uma vez é o medo, baseado na ignorância, que impede o homem inferior de adicionar esse tesouro à sua &lt;i&gt;arca do peito&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;Sim, podemos mesmo afirmar que a compaixão é o primeiro passo para a onisciência.&lt;br /&gt;Poder sentir o que os outros estão sentindo nos torna realmente livres e vivos, nos torna abertos para o Universo, para Deus. Não sentir o que os outros estão experimentando nos faz conhecedores só de uma pequena parte do nosso próprio universo interior, pois até para conhecê-lo por inteiro precisamos das chaves que são encontradas no universo do outro.&lt;br /&gt;Assim, chega a ser desconcertante que precisamente os homens, que mais querem se equiparar a Deus, sejam os mais refratários ao desenvolvimento da compaixão, preferindo buscar a onisciência e onipotência através do “aperfeiçoamento” de suas técnicas de destruição (desenvolvimento de armas de destruição em massa, por exemplo).&lt;br /&gt;O conhecimento sem compaixão é restrito e parcial. Por isso não foi tão difícil criar a arma atômica que destrói, que mata em milésimos de segundos. Mas a inteligência para criar a arma atômica que constrói, que cura instantaneamente - esta para nos é impenetrável, pois a nossa insensibilidade também nos torna impermeáveis àquela capacidade de aprender, compreender  e perceber as coisas. A falta de compaixão reduz essa nossa capacidade: por isso só nos é possível, só está ao nosso alcance intelectual tudo que se refira à destruição; mas nos é muito mais difícil, impossível, improvável e mesmo totalmente ininteligível o que for concernente à construção, à cura.&lt;br /&gt;Assim sendo, jamais poderemos afirmar que a inteligência dos maus seja mais poderosa do que a inteligência dos bons. Ela pode ser mais &lt;i&gt;espetaculosa&lt;/i&gt;, ser divulgada com estardalhaço  com o objetivo de confundir os incautos. Pode também parecer mais poderosa porque, além de o número de homens maus ser “como a areia do mar” estes submergem na maldade, e a ela totalmente se entregam. No que se refere aos homens bons, estes raríssimamente o vemos: o que com maior freqüência são “aspirantes” à adquirir a bondade. Por isso, o que vemos são pessoas que só conseguem “flutuar”, “sobrenadar” no &lt;i&gt;oceano&lt;/i&gt; da bondade, pois que a isso não se dedicam ainda com exclusividade, com fidelidade.&lt;br /&gt;É facil perceber que a destruição é um caminho muito mais fácil, pois acessível a qualquer ser, por mais inferior que seja. Ninguém, portanto, deveria se sentir superior por lhe ser possível causar grande destruição, sofrimento, dor - porque isso é o que se espera de um espírito inferior. A superioridade de um ser só se revela quando ele é capaz de criar, construir, proporcionar  alegria duradoura, curar sem causar nenhuma seqüela (pois, não raro, os efeitos colaterais são piores do que a própria doença), ressuscitar.&lt;br /&gt;Porém, a compaixão exige um espírito puro, um coração íntegro, pois ela não se coaduna com sentimentos inferiores, como, por exemplo e, principalmente, a hipocrisia. Porque a compaixão é sentir mais; é, em verdade, sentir &lt;i&gt;compreendendo&lt;/i&gt; o sentimento do outro, é sentir alcançando todas as notas daquela música doce, mas pungente, que é a saudade; é sentir deixando-se afligir por toda a dor lancinante que a morte do ente querido, amado pelo outro a este proporcionou.&lt;br /&gt;Muitos gostam de pensar que o seu sofrimento é superior ao de todos os outros. Mas aqui estamos no terreno da suposição, do imaginário: como  podem valorar o sofrimento alheio se jamais se deram ao luxo de sentir &lt;i&gt;com o outro&lt;/i&gt; a dor que este sofre?&lt;br /&gt;Valorizar essa dor como se nossa fosse, considerá-la como nossa, assimilá-la, aprendê-la, apreendê-la como nossa: isso ampliaria os nossos horizontes sentimentais, pois abriria o nosso coração para outras dimensões universais: isso verdadeiramente nos tornaria &lt;i&gt;seres superiores&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;Da compaixão brota a ética, precisamente porque é a partir do “sofrer com o outro”, sentindo cada tormento da dor que lancina, que golpeia o coração e a mente de seu semelhante, que o homem entendeu que a dor alheia não lhe era estranha, não lhe era impossível de sentir, não lhe era improvável. Foi a partir da capacidade de com o outro sentir a dor que começamos a entender não só o “ama ao próximo como a nós mesmos”, como o “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. Por isso, “se tenho compaixão, nada de mau poderei fazer a quem quer que seja”.&lt;br /&gt;Vale repetir: enquanto olharmos e o que virmos ficar “fora de nós”, isso significa que ainda estamos “impermeáveis” à lágrima alheia, insensíveis à dor do outro. Isso significa também que não passamos daqueles “ossos ressequidos” de que nos falou o profeta Ezequiel. Sem experimentar a compaixão não somos ainda humanos, pois “humano” não é tão-somente pertencer ao gênero humano, mas é PRINCIPALMENTE ser &lt;i&gt;bondoso&lt;/i&gt;; é também ser &lt;i&gt;humanitário&lt;/i&gt;, ou seja, visar ao bem-estar da humanidade; amar os seus semelhantes, ser benfeitor. Mas só faz o bem quem já experimentou - em seu próprio coração - o sofrimento que a sua ação má pode proporcionar ao coração alheio. O arrependimento que somos forçados a sentir por um Mecanismo Divino nos faz compreender a real dimensão dos nossos atos. O sabor da vingança é suplantado pela dor sentida pelo outro e que agora está em nosso próprio coração.&lt;br /&gt;E é disso que o homem inferior tem um incomensurável medo: de se regenerar. E o que é a regeneração? É &lt;i&gt;corrigir-se moralmente&lt;/i&gt;, é vivificar-se - ressuscitar-se.  Mas a perspectiva da expansão  ilimitada do seu ser atemoriza o homem inferior de tal forma que ele sempre acaba escolhendo a morte espiritual.&lt;br /&gt;E aí volto àquela sensação que eu de vez em quando experimento: a de me parecer estranho não sentir o que os outros estão sentindo. Isso me faz sentir como se o meu ser estivesse emparedado, enclausurado, como se o meu ser fosse menor, ou estivesse impedido de se expandir. É uma sensação estranha.&lt;br /&gt;“Sabemos como ensinar saberes.”&lt;br /&gt;Em verdade, os saberes que nos são ensinados são as paredes e a morfina que nos vão enclausurando e anestesiando.&lt;br /&gt;Aquele menininho que se pôs a chorar ao final da história “O Patinho que Não Aprendeu a Voar” deu vida ao patinho que, antes, não existia. Porque a existência é muito mais do “tudo” isso que nos permite perceber essa nossa percepção “embotada”, “insensibilizada”. Esta é em muito ampliada pela compaixão, que nos permite ir onde muitos consideram ser “terreno do imaginário”. O que para estes é imaginação, para os compassivos é realidade. É uma dimensão a mais que inexiste para os que pensam que o mundo se resume ao terreno do “apalpável”. Mas não é nesta dimensão que se encontra a Verdade. A Verdade - que é Deus - está no “sentir com o outro” - que é um importante passo para a Onisciência - que é “ter ciência de tudo”, e é a qualidade do Saber de Deus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12415886-112959566226916333?l=filosofiaemdireito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/feeds/112959566226916333/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12415886&amp;postID=112959566226916333' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default/112959566226916333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default/112959566226916333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/2005/10/compaixo.html' title='COMPAIXÃO'/><author><name>Lucília Lopes Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12415886.post-111440659670607402</id><published>2005-04-23T02:22:00.000-07:00</published><updated>2007-05-17T09:40:18.477-07:00</updated><title type='text'>Mensagem de Boas-vindas!</title><content type='html'>Olá! Sejam, todos, muito bem-vindos ao Novo Filosofi@ em Direito!&lt;br /&gt;O Filosofi@ em Direito tem por objetivo repensar o Direito - e, em&lt;br /&gt;especial, o Direito Civil - , à luz dos novos valores constitucionais.&lt;br /&gt;Repessoalizar, repersonalizar o direito, através dos instrumentos oferecidos pela Filosofia: este será aqui o interesse maior.&lt;br /&gt;"&lt;i&gt;Se, pois, para as coisas que fazemos existe um fim que desejamos por ele mesmo e tudo o mais é desejado no interesse desse fim;..., evidentemente tal fim será o bem, ou antes, o sumo bem.&lt;br /&gt;Mas não terá o seu conhecimento, porventura, grande influência sobre a nossa vida?&lt;/i&gt;" (Aristóteles, Ética a Nicômaco).&lt;br /&gt;Sim, urge que tenha, pois como assevera Ely Britto, estudiosa e&lt;br /&gt;intérprete profissional do I Ching, "&lt;i&gt;a sabedoria só nos liberta quando a vivenciamos&lt;/i&gt;", pois sem que dela haja compreensão, sem que dela haja aplicação prática, simplesmente não há falar em sua existência em nós: "&lt;i&gt;ser um sábio não é PENSAR com sabedoria, mas SER a sabedoria&lt;/i&gt;".&lt;br /&gt;A modéstia deve ser sempre a base da sabedoria, porquanto o&lt;br /&gt;conhecimento usado com arrogância, apenas para se fazer passar por&lt;br /&gt;superior aos seus semelhantes, só leva ao isolamento, à derrota, ao fracasso.&lt;br /&gt;A começar por mim mesma - escapemos, pois, todos nós, dessas armadilhas.&lt;br /&gt;Dizem os antigos filósofos chineses que a sabedoria não é uma soma de conhecimentos, mas antes uma diminuição: querem com isso dizer que é desaprendendo os falsos valores que o mundo nos ensinou que podemos atingir a verdadeira sabedoria.&lt;br /&gt;O objetivo das mensagens aqui publicadas não será o de,&lt;br /&gt;pretenciosamente, querer mudar o mundo - ou de querer mudar o caminho tomado pela humanidade, até porque isso é fruto de várias escolhas e decisões tomadas pela própria humanidade e já está há muito definido.&lt;br /&gt;O objetivo aqui será apenas o de expor e trocar idéias, um pouco&lt;br /&gt;refletir sobre a mudança de paradigmas, mas também sobre a falsa&lt;br /&gt;mudança de paradigmas.&lt;br /&gt;Quem quiser, dentro dos comentários, apontar caminhos, soluções - seja muito bem-vindo!&lt;br /&gt;Mãos à obra!&lt;br /&gt;Um abraço a todos,&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12415886-111440659670607402?l=filosofiaemdireito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/feeds/111440659670607402/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12415886&amp;postID=111440659670607402' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default/111440659670607402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12415886/posts/default/111440659670607402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://filosofiaemdireito.blogspot.com/2005/04/mensagem-de-boas-vindas.html' title='Mensagem de Boas-vindas!'/><author><name>Lucília Lopes Silva</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
